<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889</id><updated>2012-01-28T16:47:18.531-02:00</updated><category term='coletânea'/><category term='dia da mães'/><category term='old friends new lovers'/><category term='Ponto de Conto'/><category term='ni'/><category term='av. paulista'/><category term='contro pra d.'/><category term='amor'/><category term='acaso'/><category term='dani novaes'/><category term='inglaterra'/><category term='rosa'/><category term='conto pra d.'/><category term='conto'/><category term='super poderes'/><category term='beatles'/><category term='clara'/><category term='conto aleatório'/><category term='dia dos namorados'/><category term='dani chan'/><category term='encontro'/><category term='the who'/><category term='rezzi'/><category term='conto para D'/><category term='mães'/><title type='text'>Ponto de Conto</title><subtitle type='html'>quem conta um conto, aumenta um...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>rezi</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-kI3FhUIBWBc/TmhSFf_c4gI/AAAAAAAAAbs/a1BWZlB38Bw/s220/Helena_Bonham_Carter.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-3756979788140555783</id><published>2011-09-29T22:10:00.000-03:00</published><updated>2011-09-29T22:10:23.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto aleatório'/><title type='text'>Vendem-se lembranças</title><content type='html'>A rua estava vazia. Todos os vizinhos resolveram brincar de pique-esconde? Até o sol brincava de se esconder entre as nuvens. Podia me divertir pela calçada, subir e descer o meio-fio, dançar na chuva sem uma única gota caindo do céu. Algo, porém, chamou minha atenção. Uma placa branca reluzia com os reflexos solares que escapavam. “VENDEM-SE LEMBRANÇAS”, dizia a placa. Uma menina sentada no banquinho encontrava-se necessariamente ao lado das inscrições e encarava o vazio do asfalto a frente. Tentei passar sem fazer movimentos bruscos, não queria chamar a atenção dela. Em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oi. Quer uma lembrança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, você escolhe. Temos as lembranças de infância, lembranças das minhas habilidades na cozinha, lembranças de amigos, de histórias, de amor... As felizes estão quase se esgotando, as engraçadas não ficam muito atrás. Mas as tristes estão empilhadas no cantinho e são de pronta entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu acho que não estou precisando – tentei contornar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Poxa, você não entende... – o leve sorriso dela se desfez e fechou a cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Preciso de espaço, preciso me livrar delas! Não pode me ajudar nem um pouquinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é possível que você tenha tantas lembranças. Você é mais nova do que eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Só porque sou nova, não quer dizer que não tenha vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se eu não vivi nem a metade do que eu queria, como você poderia? Como conseguiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quer saber o segredo para muitas emoções e lembranças? – ela me chama para perto – Viva. Viva. Viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-3756979788140555783?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/3756979788140555783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/09/vendem-se-lembrancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/3756979788140555783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/3756979788140555783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/09/vendem-se-lembrancas.html' title='Vendem-se lembranças'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-123103579334517744</id><published>2011-08-18T21:33:00.001-03:00</published><updated>2011-08-18T21:34:11.073-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><title type='text'>"Too many people living in a secret world" (Parte 11)</title><content type='html'>Chegara a hora do parabéns, porém isso nunca significa o fim da festa. Os convidados observavam Lily e o bolo de 7 camadas. Daren e Albert estavam ao seu lado, D estava alguns centímetros atrás do trio. As pessoas batiam palmas entoando as velhas canções que desejam felicidades e mais anos de vida. Ao final do último versão, tiros são disparados. O pânico tomou conta, homens e mulheres correndo para pontos aleatórios, derrubando mesas, cadeiras e as tendas. Simon tentava colocar certa ordem, mas quando a histeria é grande, não há organizador que consiga fazer todos entrarem na linha. Os homens de preto que rodeavam Albert estava caídos, atingidos com tiros no peito e na cabeça. Esse era o momento oportuno para R se aproximar. Ela e D precisavam proteger a família Ayer, evitando ao máximo que a sua principal fonte para o caso suma antes o essencial seja descoberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D logo acha Daren, deitado encolhido embaixo da mesa. “Pussy”, pensou. A espiã o puxa para fora, sinalizando para eles engatinharem para dentro o abrigo mais próximo. Com a arma em punho ela garante que perigos em potencial não ataquem seu protegido. Além dos tiros, algumas bombas faziam muito barulho e baixavam a visibilidade, o que irritava extremamente D. Ela tentava se comunicar com as meninas, mas ao passar os dedos pelas orelhas, percebe que os brincos não estão mais ali. Eles chegam até o bangalô vazio. D arrombou a porta com um disparo na maçaneta, eles entraram e permaneceram no escuro. Ela ainda em sua posição de ataque faz com que Daren fique quieto atrás do sofá. Eles sentam lado a lado e ouvem atentamente os sons vindo de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5 minutos para a meia-noite&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente ao bangalô 7 dois homens se posicionavam de frente para porta. Eles tinham cara de que só permaneciam em pé aquele tempo todo porque estavam sendo muito bem pagos para isso. Nina e C, sentadas atrás da moita, analisavam a situação. Elas eram obrigadas a sussurrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Parece fácil – disse Nina – Você vai no da esquerda e eu no da direita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tenho um outra ideia – C piscou para a amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C pegou sua pulseira de mil e uma utilidades e retirou os mini-explosivos e mais três cápsulas de gás sonífero no formato de balas de menta. Ela foi passando escondida entre galhos e folhagem, com o máximo de cuidado para não fazer muito barulho. Quando parou, a menos de 30 centímetros da dupla, a espiã arremessou duas das balas de menta. As pequenas balinhas coloridas quicaram no chão de madeira da varanda, fazendo com que os homens procurassem a origem do barulho. A fumaça saía a princípio bem fraquinha, imperceptível para os parrudos seguranças que continuavam buscando um sinal de movimento. A última balinha foi atirada e se chocou diretamente com as outras duas. A rachadura provocada pelo impacto fez a fumaça adquirir volume e encobrir os seguranças, que tossiam muito. Em poucos segundos, a densa camada branca que tinha se formado foi dissipada, restando apenas os seguranças deitados adormecidos no chão de entrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C parte em direção da porta, coloca um dos mini-explosivos e rapidamente sinaliza para que Nina entre. As duas pegaram suas canetas lanternas nos bolsos e vasculharam a casa inteira. C recolhia os papéis que achava conter informações importante. Nina foi direto para o computador que repousava sobre a mesa de vidro. Enquanto esperava o computador ligar, ela admirava o chão envidraçado onde via as águas cristalinas da bacia e toda a esplendorosa fauna e flora marinha. Os peixes excêntricos nadavam em círculos e pareciam gostar de aparecer para quem quisesse ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta da pequena distração, Nina encarou o laptop, encaixou o pen-drive e todos os seus dispositivos, ocupando todas as portas USB. Ela começou o dedilhar frenético sobre o teclado. Um por um dos obstáculos criados pelos programas anti-rastreamento foram sendo desligados. Até que finalmente ela conseguiu realizar a transferência total dos arquivos armazenados no HD. Ela levou o próprio HD externo para realizar a cópia sem problemas de falta de espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que não poderia fazer nada que agilizasse a passagem de arquivos, Nina foi ajudar C a procurar possíveis esconderijos de documentos confidenciais. Todos os cantos foram vistos: os quadros revirados, o colchão jogado para cima, potes e enfeites decorativos também foram abertos e virados várias vezes. Mas a descoberta do fundo falso do closet foi o que animou de verdade, elas retiraram a parede falsa e encontram com duas caixas. Os nomes dos arquivos do lado de fora estavam meio apagados, uma tentativa de tentar não chamar a atenção. O apito vindo do laptop avisava que estava pronto, o download estava concluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não levantar suspeitas, as meninas tiveram o cuidado de deixar tudo do jeito que estava, aquilo que foi arremessado para longe já estava de volta no seu devido lugar. Elas estavam prontas para sair quando ouviram as primeiras explosões vindas dos jardins da festa. C se aproximou da janela e viu os clarões seguidos da nuvem de fumaça preta, olhou para Nina e passou a se comunicar por códigos (evitando que qualquer tipo de escuta capturasse suas vozes e fizessem reconhecimento de timbre). Os comunicadores não respondiam aos chamados, estava impossível saber como R e D estavam no meio daquela confusão toda. Ainda falavam com as mãos, as espiãs montaram um plano: elas chegariam à festa, procurariam pelas amigas e, por fim, tentariam deter quem estava fazendo esse caos no resort.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas saíram correndo pela porta da frente, quase tropeçaram nos seguranças que ainda dormiam tranquilo, aquéns ao estardalhaço ali perto. Contudo, uma mão puxou C pelo braço, fazendo-a perder o equilíbrio completamente, mas ao invés dela cair de cara no chão, ela teve a queda amortecida pela mesma mão. C viu que estava cara a cara com Bernardo, que pedia para ela continuar em silêncio quando viu que a mulher abrira a boca. Nina olhou para trás e viu que a amiga tinha sumido, ela pensou que algo tivesse dado errado e ao sentir a sua perna sendo envolvida por braços ela teve o impulso de chutar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai! Nina! - Bernardo estava zangado, a amiga da esposa tinha acertado seu estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bernardo? Como eu ia saber?! - Nina abaixou ao lado do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dá uma chance, né B? O que você etá fazendo aqui? - C quis saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Depois nós explicamos tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nós? - Nina e C falaram ao mesmo tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os tiros começaram, o instinto de R foi se abaixar para não ser atingida, mas logo que colocou os joelhos no chão ela teve que se levantar. Albert Ayer estava caído a poucos metros dela. Um homem mascarado usando jaleco estava a dois passos de distância, ele apontava uma arma para o peito de Ayer. Ela correu na direção dele pegando sua arma presa na bainha, seu disparo não pode evitar que o homem misterioso atirasse. O tiro dele passou longe do alvo, ao contrário do dela que atingiu em cheio o homem, deixando uma marca vermelha de sangue no jaleco branco. Quando se aproximou, R notou que Albert já estava baleado antes e arfava, com dificuldade para respirar. Com a mão no peito, tentava falar alguma coisa. R mandou que ele se calasse e que respondesse às perguntas apenas piscando os olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, duas piscada. Não, uma só. Entendeu? -ela estava um pouco atônita, as pessoas ainda corriam de um lado ao outro sem rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu duas piscadas. Ela prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O senhor sabe quem pode estar por trás disso? - ele deu duas piscadas. - Jeff Hoggins é de quem o senhor suspeita? - e mais uma vez ele confirma. - E esse que tentou atirar agora, conhece? - “Não”. - Vou levá-lo para um local seguro. - Albert pisca uma vez e tenta falar, mesmo ouvindo o discurso de R sobre o quanto ele estava fraco e precisava poupar energias de qualquer maneira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dd.. Da-rreen. Pro..ttte...ja... - e após o esforço monumental para balbuciar essas únicas palavras, Albert fecha os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R fica mais desesperada, começa todos os procedimentos padrões para reanimação cardíaca. Depois de longos cinco minutos fazendo massagem no coração, ela não consegue trazê-lo de volta. Ela fica sentada ao lado do corpo com a mão ainda sobre o seu peito. A sensação de fracasso estava crescendo. “Tanto trabalho à toa, perdemos a pista mais quente que tínhamos. Vamos voltar com as mãos abanando”, pensou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-123103579334517744?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/123103579334517744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-may-people-living-in-secret-world.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/123103579334517744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/123103579334517744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-may-people-living-in-secret-world.html' title='&quot;Too many people living in a secret world&quot; (Parte 11)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-9030223863139882723</id><published>2011-08-15T19:14:00.000-03:00</published><updated>2011-08-15T19:14:51.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>"Too many people living in a secret world" (Parte 10)</title><content type='html'>Eram quinze para às nove. Todas estavam na suíte de C e R (agora de D e R). E o lugar mesmo sendo relativamente grande, não era a suíte principal do hotel e de longe a mais elegante de todo complexo do resort. O orçamento foi minguado para essa missão. May disse que a grana estava sendo liberada aos poucos, porque os sócios/donos (da iniciativa privada) não gostam que seu dinheiro seja tirado deles assim de repente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o grande problema do EDM ao longo dos anos. Com a aprovação de mais sócios, o que devia ser investimento e melhoramentos para o Esquadrão se tornou pura burocracia e praticamente uma maneira de obter desconto nos impostos. A sede americana reduziu 3 vezes o seu tamanho e todos os chefes das filiais foram transferidos para a sede maior que fica na Itália, aonde May se mante firme e forte gerindo aquilo tudo. Ju acabou indo para a Itália também e divide o poder com May. Foi de certa maneira engraçado as duas gerindo com mãos de ferro. Nenhum homem se atreve a disputar a cadeira de nenhuma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D e R estão prontas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estou me sentindo meio ridícula. Acho que essas coisas de flertes não cabe para pessoas da nossa idade... - D diz do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você fala como se não tivéssemos 32 anos - C fala indignada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sempre fui uma jovem idosa nesse quesito. E nunca fui boa no sensual seduction.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Saí logo daí! Você precisa ir. - R estava impaciente. - Quero acabar logo com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês está linda, amiga. Vai fisgar Albert rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E se eu não quiser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com esse visual? Mesmo que você n]ao quisesse. - Nina encerra a discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D aparece no quarto e todas ficam com os olhinhos brilhantes. O pensamento de que essa parte da missão estava no papo era o que passava nas cabecinhas de cada uma. Ela e R usavam um vestido especial costurado por Carol. Nina explicou que era de fibra sintética especial, feita com o mesmo material de um colete à prova de balas, com a pequena diferença de que ele era um modelito que se encaixava no corpo e não pareciam que elas iam para a batalha. Os sapatos de salto eram os de sempre, aqueles que escondem a ponta cortante. Por último, um outro detalhe desenhado por Carol e fabricado por I foram as pulseiras que se transformam em um utensílio de mil e uma utilidades, nele tem explosivos de baixa potência, chave universal para abrir qualquer tipo de maçaneta, além de cápsulas de sonífero e pequenas brocas para emergências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Podemos ir? - pergunta R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Um segundo. - D levanta a barra do vestido e prega sua pistola na coxa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já ia esquecendo... - É a vez de R pegar a sua arma e colocar escondida no corpo, no decote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos repassar os horários então? - C parece meio precoupada com a cobertura perfeita do plano – Por volta da meia-noite, quando começar o parabéns e o baile, Nina corre para o bangalô 7 (o mais distante do terreno). R o distraí enquanto isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele vai participar da dança! Ele é o pai! - R se agarrara a essa ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Enfim, não podemos descuidar. De qualquer jeito, não tire os seus olhos de cima dele. - C começou a olhar em suas anotações e não percebeu a careta de R – Quando for meia noite, está programada uma chuva de fogos de artifício “surpresa”. É a hora perfeita para você sair sem ser vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ótimo - disse Nina – E quem vai me cobrir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu vou impedir que os seguranças fiquem por muito tempo vigiando a porta. Você vai ter menos de 10 minutos para entrar e sair. -C disse séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-10 minutos? Como vou procurar coisas pelas gavetas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você enfia o pen-drive no laptop e saí procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não se esqueça que eu também tenho que chegar até os arquivos. Eu não sei as senhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Faça o que você puder por hoje, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok – Nina solta um muxoxo - Hora da ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gGdGFtwCNBE&amp;amp;ob=av3e"&gt;♪&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa estava apenas começando, mas já estava bem cheia. As pessoas não quiseram perder tempo, nem queriam se fingir de importantes, todos marcando presença. O ar da festa estava animado e a decoração impecável: as tendas montadas formando ambientes diversos; flores e arranjos que combinavam com cada área; e pessoas ricas e vestidas elegantemente deixavam os ares pomposos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D observava tudo com certa admiração, era tudo muito bonito. Ela chegou à festa de braços dados com Daren, praticamente obrigada a fazer o gesto quando se encontraram no hall principal do resort. Além da beleza da celebração ela também estava de olho em suas amigas, que seriam seus pilares em caso as coisas saíssem de controle. Nina servia as mesas e os convidados, sempre com um sorriso simpático; C brincava com as coqueteleiras, misturando as bebidas atrás do pequeno balcão; R ainda não havia chegado, esperava pela hora certa para “dar o bote”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o relógio marcava 23:50h, finalmente Albert Ayer deu o ar de sua graça. R estava impaciente depois de todo aquele tempo esperando e se livrando de cantadas indesejadas. Ela teria pouco tempo para por sua estratégia em prática. Obviamente, Ayer colocava em ação sua própria tática de evitar situações de risco. Mesmo cercado por seguranças, espalhados discretamente ao seu redor, ele agia com naturalidade, circulando entre as pessoas e batendo longos papos. À meia-noite, pares de meninos e meninas se posicionaram na pista de dança para dar início à coreografia do baile da debutante. A caçula da família Ayer vestia-se e agia como princesa. Era visível o autoritarismo de sua personalidade graças aos seus olhares e gestos rígidos para os colegas. Lily usava um vestido longo e rosa volumoso devido às camadas e mais camadas de renda, além de joias muito reluzentes, que cegavam durante a passagem de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coreografia cercada de rodopias e troca de casais (com passos muito elaborados) fez com que a plateia batesse muitas palmas. Albert já estava pronto para cumprir seu papel de pai da aniversariante debutante e lhe conceder a valsa tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina e C aproveitaram que os convidados montavam um barreira em volta da pista e encobria maiores movimentações pelo lado de fora, saíram de fininho, rumo aos bangalôs. R estava de frente para Albert e encarava os seguranças com cara feia, afinal, eles seriam uma pedra a mais para tirar de seu caminho. D continuava presa a Daren, ele não soltara a mão de D por nenhum minuto. Ela foi carregada para praticamente todas as rodinhas da alta sociedade e ainda teve que aturar conversas minimamente interessantes e fingir que aqueles assuntos lhe eram extremamente cativantes. Os breves momentos que Daren se afastou foram para pegar uma bebida para eles, ir ao banheiro ou tranquilizar a irmã segundos antes dela começar a dancinha. D aproveitou todos eles para conversar com as amigas através de seus brincos comunicadores (mais um acessório desenvolvido pela fusão de ideias de Carol e I):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Gente, ele não me larga e ao mesmo tempo não larga essas rodas de pessoas metidas. - D disse numa oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Continuem assim. Se não conseguirmos arrancar nada deles hoje, temos que manter um laço que nos possibilite intimidade com a família - C disse em meio a caipivodcas e tequilas para D e R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Intimidade. Eca. - R bebericava seus bons drinks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ainda sim, eles também precisam de proteção. Nunca se sabe o que pode acontecer – Nina falou rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daren se aproxima de D (que encerra a comunicação) e a puxa para dançar. Sem jeito ela aceita mais uma vez ser levada pelo homem loiro que tentava seduzi-la. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MUWzeOcBYxI"&gt;♪&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles dançavam praticamente sozinhos, excluindo um casal ou outro, a mudança repentina para uma música mais lenta afastou aqueles que não estavam em pares. D tentava ao máximo manter uma distância amigável, mas Daren insistia. Até que ela resolveu que era hora de tentar iniciar uma conversa broxante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, você faz o que mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, eu ajudo meu pai nos negócios. Essas coisas de tecnologia e informática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-No que exatamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu faço a parte da equipe de engenharia da criação. Fabrico novos dispositivos com as funções mais variadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Inteligente... Quem compra esse tipo de coisa? - a própria D achou que perguntara demais e esperava a reação negativa de Daren, mas foi o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei porque está tão curiosa. Mas infelizmente não posso ajudar. Não controlo essa parte – ele a gira e pega de jeito – Pra quê essa conversa chata? Vamos a algo mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D percebe as intenções de Daren e consegue virar o rosto bem a tempo, fazendo com que os lábios dele acertem em cheio suas bochechas. Assim que virou, D deu de cara com uma silhueta muito conhecida e impossível de errar. Os cabelos negros de Adam balançavam de acordo com a brisa praiana, muito agradável naquela região. Àquela distância não dava para ela ter certeza, mas D poderia jurar que os olhos dele estava bem apertados em sinal de desaprovação. Adam permaneceu de braços cruzados por mais algum tempo até que D precisou se virar para encarar Daren e lhe dizer que estava indo rápido demais. Ela tentou espiar de soslaio o marido novamente, mas ele não estava mais lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-9030223863139882723?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/9030223863139882723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/9030223863139882723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/9030223863139882723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_15.html' title='&quot;Too many people living in a secret world&quot; (Parte 10)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-8010178211740555761</id><published>2011-08-11T22:30:00.002-03:00</published><updated>2011-08-11T22:30:46.781-03:00</updated><title type='text'>"Too many people living in a secret word (Parte 9)"</title><content type='html'>D tinha saído debaixo da tenda branca procurando um lugar aonde o sinal do seu celular funcionasse direito. Esse era o problema de paraísos no fim do mundo. A tecnologia comum nem sempre funcionava. D caminhara tanto que já estava na área da praia privativa do Resort. Ela sentou-se na areia e ficou olhando as pequenas ondulações da lagoa batendo na margem. A visão era realmente boa, a água era de um azul digno de pedra de joia rara. De repente, a visão ficou mais escura. Uma pipa com quase 1 metro de comprimento cai sobre D, as linha se enrolando cada vez mais quando ela tentava se desvencilhar dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem loiro com aspecto de atleta e olhos tão azuis quantos os da água chega para ajudar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hey, calma aí. Você está se debatendo e se enrolando mais e mais. - ele claramente segurava o riso. - Pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Obrigada - murmurou D, aquilo estava embaraçoso demais (com todos os trocadilhos possíveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que fazia nessa praia? Aqui não é para o banho de sol, não sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não estava tomando banho de sol – ela aponta para sua roupa - Tenho cara de que estou aqui para pegar uma cor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem, já vi que está chateada. Vou deixá-la em paz – ele se levanta – Mas antes de ir, tenho um convite que deve melhorar seu ânimo. Tem uma festa hoje à noite, é só aparecer. Será um prazer tê-la como convidada e acompanhante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nem sabe meu nome e já está me convidando? -ela estende a mão - Sou D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ayer, Daren Ayer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D tentou de tudo para fazer com que Daren não percebe-se o espanto dela. Mas ele teve um sentido apurado e reparou no aumento dos seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não se preocupe, é o aniversário da minha irmã. Festa de debutante. Será tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alívio tomou conta de D, Daren interpretara mal o espanto e ela faria de tudo pra ele continuar acreditando nisso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não conhece os jovens de 15/16 anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eles querem se divertir como adultos e acabam agindo feito crianças. Então fica para hoje à noite, às 21h. Te busco no seu bangalô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bangalô? Não. - “Pense, pense, pense” - Me espere na recepção, é melhor. Estarei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daren acena e sai do campo de visão de D. Ela estava tão enrolada naquela história toda. Precisava falar com as meninas urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R e C estavam arrumando as coisas em suas suítes. Alguém bate a porta freneticamente. Não esperavam nenhum tipo de visita, então elas entraram em suas personagens, vestiram os robes e as pantufas do hotel. Abriram a porta lentamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que susto vocês nos deram! - D e Nina entram num rompante. Não podiam ficar no corredor e correr o risco de serem vistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês não sabem o que aconteceu. - D estava histérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Espero que ninguém tenha morrido. - C diz sarcasticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela encontrou com Daren Ayer e ele a convidou para a festa que a família Ayer vai dar hoje à noite! - Nina desembuchou tudo num solavanco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que coisa boa! Não vou precisar tentar seduzir ninguém! - C pulou animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é bom, não! - D estava desesperada – Temos que rever os planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sinceramente, não temos não – Nina se manifestou – Conversei com o gerente Simon, insira muitos ecas aqui, e ele não sabe quem você é. Só disse que tinha minha amiga perdida por aí para trabalhar também. Pode muito bem ser a C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Droga! - D reclama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Yeeey! - C continua comemorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-D, não reclama. Eu ainda tenho que grudar no velho Ayer. Isso sim é eca! - R estava revoltadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já que as coisas não vão mudar... - D se levanta apressada. - C, me dê logo aqueles papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que papéis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A ficha dos Ayer. Preciso saber onde estou pisando e, o mais importante, aonde tenho que direcionar as perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uh, go for it! - C entrega uma pasta parda à amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto da tarde passou bem rápido. Rápido demais na opinião delas. Naquelas poucas horas que separavam o encontro pelo final da manhã com Daren e a hora marcada para o encontro no hall principal D esteve ocupada lendo folhas e mais folhas sobre a vida inteira do jovem Ayer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Gente, esse garoto fez muita coisa mesmo. Não ficou acomodado no colo dos pais – D estava realmente impressionada. -London School of Economics, com pós em Harvard e curso extensivo de verão em Cambridge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esse menino não brinca quando o assunto é educação. Cruzou os oceanos para as melhores faculdades – R não estava ligando muito, ela estava esperando ser atendida no serviço de transportes do EDM. O carro que ela tinha solicitado ainda não tinha chegado e não queria depender dos táxis da região (os poucos que existiam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina entra depois de bater levemente na porta, trajando o uniforme dos empregados. Ela trazia mais papéis em mãos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso aqui foi o que eu consegui retirar da recepção. São cópias de todas as entradas e saídas do hotel dos últimos dois meses. As fitas da câmera de segurança são o próximo passo em relação ao hotel. Hoje à noite pretendo entrar no quarto de Albert e dar uma boa hackeada no laptop dele. Tenho certeza que um homem ligado em tecnologia deve escrever tudo no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vai ver esse é o problema – comentou D enquanto passava para página seguinte. - Ele conhecer o ramo, digo. Vai ver ele esconde as coisas muito bem, com senhas, programas de bloqueio e coisas do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que você acha que estudei firewalls a minha vida inteira? - Nina parece zangada – Eu sei o que estou fazendo e conheço pessoas. Elas sempre querem se gabar e precisam se comunicar rapidamente. Computador é a melhor saída em um lugar que não pega nem celular direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não quis ofender – defende-se D – Eu estou ficando um pouco preocupada. Não sei o que vestir exatamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Algo de cair o queixo, de preferência - R ainda com meia consciência na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E eu sempre salvando a vida de vocês... Esperem 10 muitos. - Nina olha para o relógio antes de sair. Estava preocupada com o fato de ter que terminar o expediente no hotel antes que Simon lhe arrancasse alguma parte do corpo como pagamento de dívida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-8010178211740555761?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/8010178211740555761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-word.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8010178211740555761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8010178211740555761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-word.html' title='&quot;Too many people living in a secret word (Parte 9)&quot;'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-6989457640594490969</id><published>2011-08-10T19:11:00.000-03:00</published><updated>2011-08-10T19:11:53.968-03:00</updated><title type='text'>"Too many people living in a secret world" (Parte 8)</title><content type='html'>Como não existe voo direto para Bora Bora e muito menos para qualquer ilha da Polinésia Francesa, C e R saíram um pouco mais cedo e pegaram o primeiro avião da tarde. C ainda estava um pouco chateada com Bernado, mas nada do que uma “noite para fazer as pazes” quando eles voltarem, acreditava ela. A escala era na França, duas horas e meia esperando até o próximo avião. Se não estivessem em companhia uma da outra, aquilo ia ser um pouco sacal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase 40 horas de viagem, contando todas as paradas para torca de aeronave e de espera no saguão de embarque, elas finalmente chegam a Bora Bora. Depois da disputa pela bagagem na esteira rolante, R e C se encontraram com D e Nina, que já tinham chegado há algumas horas, no pequeno quiosque de café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vilões. Por que sempre tão longe? - R reclama soltando um largo bocejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu culpo o EDM por não ter tido a decência de mandar um jatinho da sua própria frota. Seria muito mais confortável. - C se espreguiça, tentativa falha de colocar as costas no lugar – Esses aviões comerciais são sempre muito apertados, me sentia espremida feito uma laranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Certo. Sabemos que a verba até aqui foi curta e que eles não queriam desperdiçar dinheiro com a investigação que ainda está dando os primeiros passos – falou D cética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Grande erro se você quer saber a minha opinião. - Nina completa – E se acharmos algo substancial por aqui? Teremos que esperar o próximo avião para sei lá aonde para sairmos desse fim de mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Até que é um fim de mundo bem bonito – observou R pelas paredes de vidro da entrada principal do aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok, chega disso. Todas já sabem o que fazer? - C pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não – dizem Nina e D ao mesmo tempo. Enquanto R apenas assente com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O plano é o seguinte – C começa – Vai ser no esquema “Filhinha de Papai”. Atraímos o velho Ayer, tornando uma de nós sua futura amante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eca – as três fazem uma careta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-De mentira! - C entende perfeitamente a repulsa, mas trabalho vem em primeiro lugar – Enfim, uma de nós fica de olho nele, dia e noite, no café da manhã, no almoço, no jantar, nas saídas para o banho de sol na piscina, nas festas em boate.... Enquanto isso, outras duas ficam de camareiras, assim é mais fácil ter acesso ao quarto dele e se a amante for competente teremos tempo o suficiente para procurarmos pelo quarto. Tem ainda uma última coisa - a cara de nojo ainda estava impregnada em todas elas, mas C continua – O filho de Albert, Daren Ayer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que tem ele? - pergunta Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele também é um bom caminho para se chegar ao pai. E as investigações não dizem nada específico sobre ele. Não sabemos até que ponto está envolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O filho do rei da máfia digital? Deve saber de alguma coisa, ou no mínimo desconfiar. - R diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ou fazer parte do negócio sujo. – concluiu D dramaticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Envolvido ou não, é bom termos um par de olhos em cima dele também. - C encerra o rumo da conversa chegando ao ponto que interessa – Quem vai fazer o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Camareira – Nina e D gritaram antes mesmo da formulação completa da pergunta de C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Droga, vocês duas! Parem de agir igual. Essa coisa me assusta! - C reclama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não tem nada a ver com aquela coisa de nome igual. Tem mais a ver com as capacidades nossas. - D explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Certo. Sou muito melhor procurando arquivos escondidos (no computador ou fora dele) do que seduzindo pessoas! - Nina completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês são muito espertinhas, mas estou fora não quero mais tentar seduzir ninguém! Por que sempre EU? - R choraminga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porque as coisas acontecem mais fácil pra você do que pra nós. - C fala e se vira para Nina e D - Mas isso não quer dizer que eu seja como a R. Não tenho atributos físicos, não tenho olhos de mel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R revira os olhos e então sugere:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos tirar na sorte? Tiramos no zerinho-ou-um duas pessoas que terão a chance de escolher o que quiserem (no caso, o papel de camareiras). As outras duas tiram no palitinho. Quem perder é a (ecaaaa) amante do velho Ayer, enquanto a outra vai em cima do novo Ayer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deal! - gritaram as quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que a sorte seja lançada. Na primeira rodada, Nina sai sendo a única a colocar um zero no meio de três 'um'. Na segunda e última rodada desse jogo, D foi a vencedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu continuo dizendo que essa coisa de vocês duas me assusta de vez em quando. - C disse meio inconformada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora era dos palitinhos. Por já estarem fora e terem se saído bem na primeira fase, Nina e D estavam preparando o equipamento para o próximo jogo. Na falta de palitos maiores, dois palitos de dentes foram quebrados em tamanhos diferentes. C e R respiram fundo e escolhem cada uma o seu. Elas puxam ao mesmo tempo. O resultado ficou da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• D e Nina eram as camareiras: Tomariam conta não só do quarto, mas de todo o hotel. Olhariam cada canto e copiariam cada arquivo suspeito. Além de implantarem escutas ou qualquer outro recurso para monitoramento. Ficariam de olho nos funcionários também, se há algum tipo de envolvimento por parte deles nos esquemas de Ayer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• C ficou encarregada de Daren Ayer: Procurar qualquer prova de envolvimento do indivíduo com os negócios escusos do pai. Se houver ligação, como isso se dá necessariamente, os esquemas e afins;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• E por último, mas não menos importante, R fica de olho no velho Albert Ayer: Tentar descobrir qual a relação dele com o psicopata Jeff Hoggins. E caso encontre outras provas não relacionadas a essa missão específica, tudo será bem vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma pequena viagem em carros separados, as quatro chegam ao Grand Hotel Resort Blue Lagoon. Ele ficava na parte mais isolada da ilha e pertencia (oh, que novidade!) a Albert Ayer. Diziam que eles haviam passado por cima das leis ambientais e que o processo estava parado há anos. Isso tudo não tirava a fama do lugar, muitos hóspedes continuavam a frequentar o hotel, deixando-o sempre com lotação máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C e R entraram no hall e logo perceberam que estavam chamando atenção demais. Estavam vestidas de maneira simples demais. Correram para fazerem o check-in e subirem o quanto antes para suas suítes (porque o mais barato dos quartos era a suíte de frente para a Lagoa). Nina e D foram pelos fundos tentando achar o gerente do staff. Logo elas viram que não seria uma tarefa fácil. No jardim principal do resort uma festa completa estava sendo montada. Tendas enormes ocupavam a maior parte da área verde descampada, cadeiras arrumadas milimetricamente alinhadas, a mesa quase completa com o banquete, pessoas de uniforme desesperadas com as mãos cheias e sem saber qual o destino final daquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina perguntou para uma moça que estava junto a mesa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com licença, você sabe aonde podemos encontrar o gerente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina para e olha com um sentimento de compaixão: “Se eu fosse você, fugiria para as montanhas o quanto antes. Isso é o inferno e Simon é o capeta”. Naquele exato momento, um rapaz (muito mais jovem do que as espiãs imaginavam) apareceu. Cabelo emplastado jogado e colado pro lado com gel, terno impecavelmente reto sem um único vinco, gravata vermelha e um broche com o logo do resort que ocupava praticamente a lapela inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Menos papo, mais trabalho, Janine – disse o rapaz autoritariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro. Desculpe, Simon – assim que ele vira as costas, Janine faz sinal feio com o dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com licença? - Nina corre atrás de Simon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim? - ele se vira bruscamente para encarar a voz que lhe chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olá, nós.. - Nina olha ao redor, D tinha saído de perto – Digo, eu e mais uma amiga, que não está aqui no momento, viemos pela oferta de emprego. As novas camareiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, sim, lembro. A contratação de última hora. Lembro do assunto. Onde está sua amiga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela estava aqui agora pouco. Deve ter se perdido enquanto procurava o senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pode me chamar de “você” - Simon pega a mão de Nina e a beija com delicadeza. Nina se contorce internamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, certo, Simon. - ela estava sem graça - Quando podemos começar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se quiser pode ser agora mesmo. Mimi passou mal no turno da tarde, você pode substituí-la na limpeza da ala sul. Quanto a sua amiga, assim que a encontrar, pode dizer a ela que precisamos de mais gente aqui na organização da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sem querer me intrometer, de quem é essa festa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É da família Ayer. A senhorita Lily Ayer está comemorando seus 16 anos. Nem preciso dizer que tudo precisa ser perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Imagino. Bem, se o senhor... er, você me der licença, vou procurar minha amiga e nos apresentaremos direto ao batente. Até mais! - Nina percebe que Simon ia fazer outro tipo de cumprimento que envolvia contato com suas mãos, ela sai rapidamente, evitando esse ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-6989457640594490969?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/6989457640594490969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6989457640594490969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6989457640594490969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_10.html' title='&quot;Too many people living in a secret world&quot; (Parte 8)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-8902699511905308842</id><published>2011-08-09T22:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-09T22:00:33.130-03:00</updated><title type='text'>"Too many people living in a secret world" (Parte 7)</title><content type='html'>Nina estava para partir. Luti e Matt estavam na sala quando ela havia voltado do ateliê de Carol e não desgrudaram dela por mais nem um minuto. Ela recebe a mensagem de D e decidi ir mais cedo para o aeroporto acompanhar a amiga. Logo em seguida uma resposta de C, também não muito animadora. Num breve momento de distração de Luti, Nina resolve falar com Matt:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo bem pra você eu sair esses dias todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Preciso que seja sincero, Matthew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu nome inteiro? O que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Digamos, que Bernardo e Adam acabaram soltando que eles preferiam as coisas de outra maneira. Queriam ir junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina, vou fingir que não entendi o que você quer dizer assim que terminarmos essa conversa. Mas se você quer saber, acho normal isso. Vocês andaram muito tempo longe, enquanto eles se mantiveram. E essa é uma rotina diferente. Se você quer a verdade, também não gosto disso, mas quando eu conheci você sabia que tinha algo de mistério em você. Lembra da primeira vez que nos conhecemos? – Nina afirma com a cabeça – Estávamos no supermercado, quer lugar mais misterioso para encontros? Quando achei que tudo estava perdido, você apareceu de novo. E sumiu de novo, apareceu, sumiu, apare...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Entendi! – ela beija Matt, com vontade – Obrigada, querido. Acho que seu conselho me esclareceu e vai me ajudar a aconselhar também. Você é demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ewww! - Luti ressurge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tenho que ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sem dramas, Luti. Está grandinho pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D chega ao aeroporto. Ela deixa o carro no estacionamento, mas não necessariamente saiu depois de desligar o motor. Ela estava pensando, durante todo o trajeto, que havia exagerado um pouco no tom com o marido. “TPM, deve ser. Na verdade, TEM que ser”, pensou. Pegou o celular para digitar um pedido de desculpas para Adam, mas viu que ele tinha ligado muitas vezes, mais do que ela imaginara, apertou o botão de rediscagem. A ligação caiu direto na caixa postal. “Vai ver esse é um sinal. Esse é um assunto que não se deve discutir por telefone.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela finalmente pega suas coisas e vai para o lobby. Enquanto esperava a companhia de Nina, ela parou na banca/livraria, à procura de algo que a fizesse realmente se distrair nos momentos de silêncio. No caixa, com dois livros na lista dos best-sellers, ela se depara com outro jornal. Esse era internacional, era do Canadá. A manchete era praticamente a mesma do jornal da cidade de hoje: crianças desaparecidas e nem sinal de pedido de resgate por parte dos sequestradores. A reportagem de capa foi completada com as fotos de algumas das crianças. Logo ao lado do impresso canadense, o tabloide inglês também anunciava casos de desaparecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D analisou-os com suspeita. Por via das dúvidas, ela comprou os exemplares e tinha decido debater aquilo com Nina. Isso cheira a uma possível missão futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina chega ao aeroporto e se senta calmamente ao lado de D:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, quer dizer que Adam e Bernado estão inseguros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E o pior não é isso. Eu sei que exagerei. - D fecha o jornal que estava lendo e encara Nina – Já tentei ligar, mas o celular está desligado ou fora de área, sei lá. Provavelmente ele deve ter ido pra Itália levar Bruno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pera, como vocês não vão se encontrar aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O avião para a Itália parte do JFK.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, claro. Não me toquei nisso. - Nina queria mudar de assunto, mas tinham certas coisas que precisavam ser esclarecidas – Qual o plano quando chegarmos na ilha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei. C e R vão encontrar conosco e vão contar tudo certinho. Mas acho que executaremos o plano “Filhinha de Papai”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai meu Deus, eu não quero ser a “filhinha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem, ninguém acertou nada. Mas no fim das contas, a gente convence a R de fazer isso. Ela tem mais jeito para essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz anasalada da mulher do microfone anuncia: “voo número 4458 para Papeete e conexões. Embarque no portão 5”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos? Quero acabar logo com essa confusão. Bora Bora não vai ter gostinho de reencontro e, sim, de tortura. - D pega sua bagagem de mão, Nina a segue ainda em silêncio pensando: “Ela tem razão nesse ponto, a diversão não será a habitual”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-8902699511905308842?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/8902699511905308842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8902699511905308842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8902699511905308842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_09.html' title='&quot;Too many people living in a secret world&quot; (Parte 7)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7205117755447908678</id><published>2011-08-08T22:05:00.000-03:00</published><updated>2011-08-08T22:05:12.754-03:00</updated><title type='text'>"Too many people living in a secret world" (Parte 6)</title><content type='html'>R chegou à casa de C e Bernardo. Estava até que silencioso, bem diferente do normal. “As crianças devem ter saído”, pensou ela. R toca a campainha. Depois de alguns segundos esperando, uma C meio preocupada surge à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, R! Demorou, mas chegou. Entra e fique à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Onde estão os meninos. Tá muito quieto isso aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mandei-os para a casa da avó. Deixar um pouco longe da gente, sabe? Aparentemente, D e Adam vão fazer o mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que Catarina ficará segura com John. Ele é meio distraído, mas é bom pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Óbvio que sim. Provavelmente, aquilo que mais influencia nessa decisão é o fato de tanto Bernardo quanto Adam, agora, fazerem parte da equipe. Claro que os pais seriam a melhor opção, porém, nesse caso específico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R passa por Bernardo no escritório. Muitos papéis e livros abertos espalhados pelo cômodo. Ela resolve entrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, o que temos pra hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Opa, olá R! Bem, já sabe que vamos para Bora Bora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É, May me contou, assim de leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas tem uma coisa que eu ainda não informei. Acabei de receber umas informações diretamente da ilha, de um agente que trabalha na região da América Central. – C entrou bem na hora, segurando uma maleta - Parece que Jeff e os outros passaram rapidamente por Bora Bora, permaneceram por menos de 48 horas lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tiveram muita pressa, né? – C estava colocando parte dos papéis e livros dentro da maleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Suspeito. – disse R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E descobri com quem eles negociaram. – Bernardo entrega algumas fotos para R e aponta para um senhor muito bem vestido, usando um terno caro e óculos escuros – Esse, ao lado de Jeff, é o Albert Ayer. Ele está na lista negra, ligado ao contrabando de tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estive pensando... – começou R - Já que vamos para Bora Bora e sabemos que Jeff não está por lá, não seria melhor irmos num pequeno grupo? Digo, Bernardo e Adam podem ficar. Nós 4 damos conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está querendo nos dispensar, R? – Bernardo olha com um risinho irônico para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Só acho que estamos levando todas as nossas forças, para um caso que, por enquanto, não precisa que mostremos todas as nossas cartas na manga. Mas é só uma opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que R está certa – C se manifestou. – Estaríamos vulneráveis demais, com todos nós presos na ilha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sabe o que é engraçado? Eu só consegui confirmar o disfarce de vocês. Essa coisa de “primeiro as damas” deixou meu primo e eu de fora da primeira ação conjunta depois de anos – Bernardo choramingou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, está resolvido. D e Nina vão para Bora Bora com a gente. – C dá a palavra final. – Será que elas não preferem ir direto para lá? Vou ligar para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D desliga o telefone e procura Adam pela casa. Ele estava sentado no escritório, procurando algum papel na gaveta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Era C. Parece que eles acharam melhor irem só as meninas investigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é besteira. Quanto mais gente lá, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aparentemente, eles entraram num consenso de que não é hora para atacar com força total. – D explica tudo que Bernardo acabara de descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mesmo assim – continuou Adam – Acho que seria mais seguro ter... – ele parou no meio da frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O quê ?? – D havia captado a ideia e não gostou nada – Você ia dizer HOMENS?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não – ele tentou consertar – É que vocês estão há muito tempo fora de atividade. Acho que uma supervisão nunca é demais. – a emenda saiu pior que o soneto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D explodiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não acredito que você esteja me dizendo ISSO! – D andava de uma lado ao outro do cômodo – Adam, só estamos fora da ativa porque colocamos a família em primeiro lugar. Podemos estar um pouco fora da sintonia perfeita, mas as meninas e eu nunca paramos de vez. Você sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Justamente essa falta de sintonia pode ser perigosa. Acho que alguém de fora seria um bom mediador, tomaria conta de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Adam, não somos mais crianças. Sou uma agente de alta patente. Eu sei o que estou fazendo. Aliás, não só eu, TODAS nós somos qualificadas e sabemos dos perigos. Não precisamos de babá. Você está com medo que eu volte completamente, não é? E que você tenha que dividir as tarefas, cuidar da vida doméstica também, ficando mais tempo em casa, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não seja ridícula!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-EU estou sendo ridícula? – D passa a mão sobre os cabelos - Olha, quer saber?! Se quiser ir com a gente vá. Mas já vou avisando, eu não recebo ordens de ninguém. Meu currículo me permite ter uma amizade com meus superiores e nem eles querem me manter presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D bate a porta do escritório com violência, pega as malas já prontas e as coloca no carro, junto com as sacolas de compras feitas com I. Ela avista a embalagem do presente que ia dar a Adam e resolve deixar no canto da garagem, meio escondido entre bugigangas e cacarecos antigos. Ela arranca com o carro para o aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C recebe uma mensagem de texto de D, explicando quase tudo o que aconteceu. Meio que querendo ajudar ela foi conversar com o marido que ainda estava absorto em pesquisas. Tentava achar a ligação perfeita entre Jeff e Albert.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bernardo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-D acabou de me contar que eles não receberam muito bem a noticia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que quer dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, Adam disse alguma coisa que sobre ter alguém ajudando a gente, já que faz muito tempo que nós quatro estaríamos no comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo para imediatamente e olha fixamente para C. Esse olhar a assustou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-B, você não vai concordar com essa ideia, vai? – C arregalou os olhos, quando ele parecia não ter muitas palavras e, sem jeito, acabou tombando a cabeça para o lado. – Diga que isso é besteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele tem um ponto. Também não gosto muito da ideia de vocês quatro sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai meu Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-C, não faça tempestade em copo d’água!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é fricote! Isso que vocês têm em mente é machista. Acha que não damos conta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não disse isso! Você está pondo palavras na minha boca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora tá me chamando de controladora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Va fa napole!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, va fa napole você!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-7205117755447908678?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/7205117755447908678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_08.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7205117755447908678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7205117755447908678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_08.html' title='&quot;Too many people living in a secret world&quot; (Parte 6)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7875700406096128074</id><published>2011-08-07T21:41:00.002-03:00</published><updated>2011-08-07T21:41:58.936-03:00</updated><title type='text'>"Too many people living in a secret world" (Parte 5)</title><content type='html'>Nina estava quase pronta. As malas já estavam no carro e ela dava as últimas conferidas na maleta de mão: seu laptop e seus fios que faziam parte de um kit de sobrevivência prática – serviam para qualquer emergência. Isso, além de chips novos e um novo modem de conexão wireless que não precisava se conectar a tomada nenhuma, bastava estar perto de uma rede disponível que ela tratava de dividir o fluxo (tudo altamente controlado com uma senha com o maior nível de dificuldade, esse equipamento só era usado em emergências, pois sua bateria aguentava um tempo suficiente para acesso de tempo mediano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O celular toca. Era D avisando que passaria na I para deixar sua criança espiã interior feliz. Perguntou se queria alguma coisa e também pediu que ela passasse no ateliê de Carol. Roupas resistentes aos impactos e às situações mais adversas também era uma boa pedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desceu as escadas pegando as chaves do carro. Luti estava com uma cara enfezada, queria viajar, queria uma viagem em família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ainda volto. Vou fazer umas comprinhas antes. Artigos de necessidade. – Nina lança um olhar para Matt, esperando que ele compreenda a subjetividade. Ele entendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol tinha agora um grande ateliê em duas das cidades da moda: Nova York, onde tudo começou, e Milão. Ela avistou pela TV no canal de segurança do prédio que o carro de Nina estava parado na garagem exclusiva para clientes. Carol passava maior parte do tempo na Big Apple, tinha se identificado com a cidade, além de ter constituído família ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina vai direto ao escritório. Carol tinha descido na confecção para resolver um problema que acontecera durante o tempo em que Nina demorou para saltar do carro e ir pegar o elevador até a diretoria. Nina apenas sentou e observou os grandes pôsteres com os modelos desenhados por Carol vestindo as Tops internacionais, além dos primeiros rascunhos que a levaram a chegar ao topo. Competindo pelo espaço na parede, as fotos de família: Fred, o filho; Nicholas, o pai; e Carol com a pequena Alice nos braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa eu adivinhar? – Carol entra falando rápido pelo rádio – Alguém errou o corte por 5mm? Já disse, manda recalcular as outras medidas de maneira que o resultado fique igual ao original. Se não couber naquela modelo a gente troca! Como assim troca o quê? De modelo, oras. – Ela desliga e olha para Nina – Odeio ser tão rude com as pessoas, mas quando te chamam a cada meio segundo por besteiras, a pessoa acaba perdendo a cabeça um pouquinho. Você me conhece, não sou assim tão durona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina pensa na resposta, levando em conta todos aqueles anos, sim, Carol nunca foi de gritar com pessoas. Ela concorda com a cabeça e abraça a amiga, dizendo em seguida, em tom animado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que temos pra hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Qual o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo o que sei é que estamos indo para Itália agora dar uma investigada no desaparecimento de Jeff e seus comparsas. O ponto seguinte é ir para algum lugar do Pacífico, nossa primeira pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hum – Carol analisou cada ponto dito por Nina – Então precisamos de algo como um vestido elegante para coquetéis importantes, com uma boa proteção, uma dose extra de tecido à prova de bala. Ah, tenho também o rastreador em formato de brinco de pérola, aperte com ele ainda no seu ouvido e pregue em quem ou o que você pretende seguir. Temos também às botas de sempre, com sucção na sola, perfeita para todos os tipos de solo (ou teto, dependendo de onde estiverem). Vem comigo, você pode escolher outras coisas aqui também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol empurra o grande pôster familiar e digita uma senha longa. A parede move e se fecha assim que elas atravessam o túnel. Era o “outro” ateliê. Alguns estagiários ajudavam na parte final de testes. Parecia a pequena ala de treinamento de recrutas do EDM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos, o que acha disso aqui? – Carol abre o grande closet com muitas peças. Algumas para cair na água, outras para temperaturas infernais, além de específicas para o deserto quente ou gelado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que uma de cada, pra 4 pessoas está de bom tamanho – Nina dá um sorriso modesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D chega à loja de I. Agora é um antigo armazém reformado. Ela continua com a fachada cult, com a venda de filmes e livro antigos ao mesmo tempo, agora com um espaço para leitura e televisões individuais que era o verdadeiro cinema, mas com preço mais acessível. As pessoas comuns imaginavam que a parte escondida do público, nos fundos, tinha coleção de artigos raros, pois nunca ninguém poderia olhar. Os livros/filmes mais importantes e caros sumiam das prateleiras. Mal sabiam os clientes que I retira esses exemplares porque, no fundo, tem um carinho todo especial por eles e ela sabe como os frequentadores podem ser distraídos e descuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hola! – D diz em alto e bom espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que você sempre me vem com esses sustos? Mania de andar feito gato! – Falando isso Edgar, o gato de I, levanta a cabeça de seu lado aconchegante do balcão ao pensar que chamaram por ele, vendo que o assunto não lhe interessava, voltou ao seu estado inerte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Treino minha vida inteira pra poder andar assim, não estrague o trabalho de anos – D argumenta sarcasticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Em que posso lhe ser útil? – I se recompõe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estamos, digo, estou precisando ver coisas novas. Sempre acho que estou obsoleta, mas dessa vez tenho certeza, não compro nada há... dois anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por aí... – I sai de trás do balcão e vai aos fundos. D acompanha. Elas atravessam um grande portão, passam por mais algumas portas, até que finalmente descem até a entrada do verdadeiro estoque. I faz sua identificação biométrica libera a entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tenho algo que acabei de melhorar. Quem de vocês é boa no arco e flecha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Todas nós sabemos um pouco de tudo, não quer dizer que façamos isso na maior perfeição. – D argumenta – Podemos revezar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I trás um saco de golfe, com vários tacos dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensei que fosse arco e flecha a brincadeira. Sou péssima para golfe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não é para você jogar golfe! Pode até ser, mas aí a vida útil do produto vai diminuir. - I tira um dos tacos, retira a ponta arredondada e uma linda seta brilhante e pontiaguda surge. Colocando- o de volta no lugar, ela retira o único que tem uma cor diferenciada. – Esse aqui é o arco. Tem corzinha diferente para, inclusive, não se confundir com as flechas. Ele é maleável e a corda está tencionada na extensão. Pra usar, retira a ponta (como as outras flechas), aperta o botão embaixo (no lado oposto à tampa) e ele vai tomar o formato ideal sozinho, levemente arqueado com a corda solta para você poder puxar e mirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Adorei! Pena que com esse disfarce é bem mais provável que Adam ou Bernardo usem – era visível o desapontamento nos olhos de D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Um carrega outro usa, oras. E que preconceito de mulheres no golfe? – I revira os olhos - Mas vamos para parte que você gosta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos rifles de longa distância, revólver com calibres extremamente pequenos, porém de alto impacto, lasers, e munições com gases de efeito moral (das mais diversas reações). Isso sim gerou felicidade instantânea sobre D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas, me conta, como vai a família? – D tinha desviado ligeiramente o olhar das armas e encarava o porta-retrato que estava de costas, o qual ela sabia que estava a recordação de alguma festa de família. – Manuela continua dando muito trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Na verdade, Manuela não dá trabalho nenhum. Só Bernardo que chuta demais... – I alisa a barriga de seus sete meses e meio. – Além disso, ela já está de férias e vai fazer um mini-intercâmbio. Vai ficar com a mãe de G, em Barcelona, fazendo cursos de fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu Deus, I! A menina só tem 7 anos. – D leva mão à boca – E sempre me lembro do meu “primo” – ela ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nunca é tarde para se ensinar algo que preste às crianças. E eu sei que dá pra fazer uma confusãozinha. Mas, foi o único nome que G não rejeitou, da lista imensa que eu sugeri. Ou melhor, falei com jeitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Enfim, algo de mais de útil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Queri, tudo que está aqui é útil, não sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você sabe, sou sedenta por novidades. E não se importe, que o EDM paga. E muito bem, né? – D dá uma piscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok. Vamos, vou te mostrar o resto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-7875700406096128074?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/7875700406096128074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_07.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7875700406096128074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7875700406096128074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_07.html' title='&quot;Too many people living in a secret world&quot; (Parte 5)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7685972870675039805</id><published>2011-08-05T15:56:00.000-03:00</published><updated>2011-08-05T15:56:48.177-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>"Too many people living in a secret world" (Parte 4)</title><content type='html'>R finalmente chegara à terra firme. Não precisou se dar ao trabalho de procurar por C. May estava no cais, só esperando a chegada da amiga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mulher, essa coisa de viagem em alto-mar nunca é uma boa quando se tem a possibilidade de ser pega de surpresa no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olá, bom dia pra você também? Como foram todos esses meses sem falar comigo? Eu sei que você morreu de saudades de mim, ordinária!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se enxergue! – May deu um leve empurrão em R – Tenho coisas mais importantes, muito mais importantes, do que morrer de saudades de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R completa com uma careta e recompõe-se de maneira a tratar logo dos assuntos. “Do que se trata?”. May entrega-lhe uma pasta parda com inscrições de CONFIDENCIAL em um vermelho gritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- D, Adam e Nina estão a caminho e devem chegar a qualquer momento. C e Bernardo já começaram uma parte das investigações. Leia isso com atenção e qualquer dúvida, já sabe né? Só ligar. Aí tem todas as explicações, mas só pra adiantar o assunto, C e Bernardo acham que o destino de vocês nesse verão é ir para Bora Bora. – May dá uma pequena piscadela e se vira com a intenção de partir, mas acaba voltando para dar um último recadinho – Queria poder ficar mais um pouco, mas Jeff fugindo realmente não é uma coisa qualquer, imagine como está a diretoria e os outros agentes. As pessoas são muito histéricas, nossa! – elas se abraçam e May toma o caminho do escritório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John aparece segurando Catarina. Ele deixava a menina irritada com seus ataques de superproteção. Seis anos seria uma idade considerável para uma criança achar que já era quase uma adulta, mas Catarina não simplesmente achava, ela agia como uma. Por isso ficava estressada com os ataques do pai. Convenhamos, normal para pais babões de primeira viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R se aproxima dos dois e está prestes a dar a notícia de que não haveria mais final de semana legal na Itália. John entende completamente, mas Catarina fica indignada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas, mãeee – ela choraminga – Você falou que poderíamos andar de lambreta por toda a Roma. Disse que íamos comer pizzas até nossas barrigas estourarem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos, Catarina. Sua mãe precisa trabalhar e já conversamos sobre isso outras vezes. Quando ela é chamada, precisa ir. – disse John. Apesar de não saber oficialmente, ele tinha uma leve ideia do que se tratava o emprego de R. Certa vez eles tentaram com que ele descobrisse na base da mímica, mas estavam bêbados demais pra chegarem à resposta correta, numa época em que Catarina não estava nos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tentarei ao máximo não demorar muito. Mas sabe como é. Essas coisas não dependem de mim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E o que exatamente você vai fazer? - Catarina tinha ar inocente. E a inocência fica só na expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hum, depois eu explico melhor. Por enquanto, digamos que se trata de contenção de problemas. – R dava por encerrado o assunto. A menina já estava pronta para uma outra pergunta quando R deu um beijo em sua cabeça e saiu andando para dentro do barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mãe, você sabe que eu vou perguntar de novo, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sei, querida. Mas me permita ter o direito de responder isso em outra hora. – R pisca em cumplicidade com John. Ele teria um longo e árduo trabalho com Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 15 minutos depois da reunião, D e Adam chegaram em casa. A intenção deles era subir correndo as escadas e fazer as malas o mais rápido possível. Pouca roupa e muitos equipamentos estavam na lista de D, mas ela tinha certeza, e Nina concordaria com ela, de que estava na hora de ver Carol e I novamente. Só para reabastecer os estoques e se atualizar nas tendências da moda dos dispositivos e armamentos de espionagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando pela cozinha, ela dá uma olhada no jornal sobre o balcão, provavelmente deixado por Adam antes que ele ouvisse a sirene vermelha. Nele tinha uma pequena nota, dizendo que os casos de desaparecimento de crianças estavam aumentando drasticamente em Nova York. Segundo a polícia, as ocorrências estavam sendo avaliadas, mas nenhum contato por parte dos criminosos foi feito. Os pais estavam abalados e não queriam dar entrevistas. Apenas pediram para entrarem em contato caso vissem uma das crianças da foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D sentiu um calafrio estranho e, de repente, lembrou-se do pesadelo que teve naquela manhã. Sabe aquele ditado “eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”? Ela teve um mau pressentimento e não queria ligar isso a nada. Mas tem horas que toda sua convicção em algo se torna um pouco duvidosa. Esse era um desses momentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam já tinha subido para fazer seu kit sobrevivência a perigos extremos, quando Bruno chegou batendo a porta. D acordou de seus devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hey, o que houve? – ela pergunta largando o jornal de volta na bancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como posso começar? – “lá vinha chumbo grosso”, pensou D – Primeiro, papai esqueceu de mim. Rita aparece de última hora para me levar pro jogo. Quase perdi a vaga por causa disso. Eles vivem avisando que horário é muito importante e blablabla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Huum. – D apenas balançava a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu time perdeu de goleada e todos me culparam porque eu não aqueci direito e estava tendo câimbras a toda hora. Pra completar, a prova de chinês estava impossível e, graças ao jogo horrível, não me concentrei na hora, esquecendo como se conjuga os verbos impessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu filho, mil desculpas. Seu pai e eu não tivemos um leve esquecimento, fomos chamado de última hora para uma conferência da área de markenting empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pais... – ele balançou a cabeça com pesar – vocês deveriam me dar a prioridade sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai meu Deus, quanto drama! – D se move rapidamente para dar um abraço no filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, Adam desce com parte de suas malas pronta. Bruno vê e logo abre o sorriso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensei que só iríamos viajar amanhã! Oba, vou pegar os meus brinquedos novos para mostrar pro Arthur e pro Henrique...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D e Adam se entreolharam, eles ainda não tinham discutido isso. Com quem Bruno iria ficar durante a nova missão? O menino nem reparou na expressão dos pais, ele subiu correndo para seu quarto. O casal passou a falar aos sussurros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu pensei que ele ficar por aqui era o melhor a se fazer... – Adam começou – Afinal, Jeff fugiu de uma prisão na Itália. Não sabemos exatamente aonde ele foi, mas e se ele continuou por lá? Escondido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ao mesmo tempo, deixá-lo aqui sem cuidado especializado... – D estava ponderada, os sentidos aguçaram – Estaremos muito longe. E só Deus sabe por quantos países passaremos, ou quanto tempo estaremos fora. Você não acha que ir à Itália seria bom pra ele? Ficar perto dos primos. Além de ser uma forma de distração pros três. Estaremos todos fora. Só não sugeriria isso à Nina, porque provavelmente Matt não gostaria da ideia do filho longe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Perfeitamente compreensível. – Adam falava enquanto olhava para um porta-retrato na sala. Na foto, todos reunidos: D, Adam e Bruno; C, Bernardo, Arthur e Henrique; Nina, Matt e Luti; R, John e Catarina; e May, Leo, Clarice e Layla. Ele sempre achou que formavam uma grande família de amizade, mesmo o mero detalhe de Bernardo e Adam serem primos. – Tudo bem, levamos ele para ficar com os primos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno desceu com uma mochila cheia e toda deformada pela quantidade de brinquedos que tinha dentro dela. Estava pesada e o menino recebeu uma bronca por ter tentado carregar tanto peso sozinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ih, esqueci meu jogo novo de Fight Ultimater Club IV! – ele subiu as escadas novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não me pergunte como, mas isso me lembrou de que precisamos falar com I. Queria uns brinquedinhos novos também. – D pisca seus olhos puxados. Tática de convencimento número 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam revira os olhos e faz cara de sofrimento, até que por fim diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok! Mas não reclame se eu colocar coisas que você não goste. Pensarei em ME agradar. – ele lança um sorriso malicioso, aquele que faz D derreter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-7685972870675039805?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/7685972870675039805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_05.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7685972870675039805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7685972870675039805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_05.html' title='&quot;Too many people living in a secret world&quot; (Parte 4)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-3149671204760139822</id><published>2011-08-04T22:37:00.000-03:00</published><updated>2011-08-04T22:37:06.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>"Too many people living in a secret world ..." (Parte 3)</title><content type='html'>C e Bernardo não perderam tempo e foram direto para o complexo de segurança. O novo delegado parecia muito chateado com a presença deles. Ele estava tentando reestabelecer a seriedade do lugar e se achava completamente capaz de resolver o caso de fuga sozinho. Mesmo a contragosto, ele os levou direto para as celas, agora, vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aqui está a cela de Jeffrey Hoggins. – disse o delegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele tinha algum companheiro de cela? – Bernardo perguntando enquanto olhava os cantos minuciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro, que não! Essa é a ala individual. – o delegado pareceu mais insultado ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas, ele tinha algum tipo de contato com os outros presos? – C estava do lado oposto, procurando embaixo dos lençóis e travesseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem, de acordo com o registro do oficial que ocupava o cargo anteriormente, ele não poderia ter contato com ninguém que não fosse da polícia. Mas depois do primeiro ano aqui, parece que ele apresentou um bom comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é um ABSURDO! Ele não poderia ter sua pena amenizada. Ele planejou destruir o mundo. DESTRUIR! – C explodiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha, madame, não tenho nada a ver com isso. A má gestão não foi minha – ele se aproxima e fala em um tom mais baixo, só para Bernardo e C escutarem – Dizem por aí que o Sr. Hoggins ajudou o antigo delegado a colocar ordem por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como assim? – eles perguntaram também com um cochicho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alguns presos eram problemáticos e estavam criando confusão praticamente todos os dias. O Sr. Hoggins sugeriu um esquema diferente por aqui, uma psicologia estratégica que fez os detentos ficarem pianinho – o casal ouvia a tudo atentamente, sem dar um pio, o delegado continuou: - Os carcereiros disseram que a diferente era gritante e que as coisas ficaram extremamente boas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muito bem, senhor. Será que poderíamos dar mais uma olhada nas outras celas? – perguntou Bernardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, e também espero que não se incomode de estarmos coletando evidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fiquem à vontade – C e Bernardo olharam para ele com o semblante de quem espera serem deixados sozinhos - Eu esperarei por vocês no corredor – ele completou a frase e se retirou, em passos lerdos, tentando observar ao máximo os dois agentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que não se via mais o rastro do gordinho delegado, eles voltaram a analisar a cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é melhor do que eu imaginava para um preso – começou Bernardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olhe, todas essas coisas! - C apontou para o que parecia ser uma escrivaninha, com cartas e embalagens abertas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele recebia visitas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, se eu entendi o esquema do antigo gestor, Jeff não deveria, mas tinha certas regalias. Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Essas coisas... – Bernardo mexia dentro das caixas abertas, algumas lembranças e embalagens de comida vazias – Não se tem isso por aqui. Geralmente, você recebe os “brinquedinhos” de quem vem de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele também tinha revistas e vários livros. – C olhava dentro de outra caixa – Não posso dizer que ele tinha mau gosto. Ei, isso parece um recibo. E isso um número escrito, mas logo depois rabiscado por cima. Vamos pegar isso para analisar no laboratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais um pente fino na cela de Jeff, o casal decidiu que era hora de conferir as outras celas dos fugitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vejo, um padrão aqui – observa C - Olha como tudo é tão impecável. Não parece nada com as celas comuns pelas quais passamos ainda pouco no corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Elas parecem mais... arrumadas? – Bernardo também passa a observar de maneira mais crítica. – Veja, mais caixas com os mesmo produtos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Definitivamente, Jeff não estava pagando seus pecados por aqui. Hey, essas duas revistas! Elas estavam em todas as 4 celas. – C puxa as revistas que estavam jogadas debaixo da cama. A capa dizia: Bora Bora, os 5 melhores resorts de luxo para não se fazer nada além de sombra e água fresca. – Bernardo, acho que temos nosso próximo destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina voltara para casa. Sua primeira providência foi fazer as malas. Em meio à bagunça que estava seu quarto - com todas as portas dos armários abertas, roupas jogadas de maneira que cobriam a cadeira da penteadeira e a cama -, Matt entra e se assusta com a reviravolta que acontecera no seu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe, amor. Mas são aquelas emergências. – ela lhe lança um olhar de extrema seriedade nos pontos certos da frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matt faz um pequeno muxoxo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Logo, hoje que tinha preparado uma surpresa? –ele abraça a mulher fazendo-a largar duas calças jeans no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foco, Nina” - pensou ela – “Droga, porque essas partes nunca são fáceis, mesmo depois de anos de prática?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você sabe que esse meu trabalho é imprevisível. – ela tentou evitar o contato com os olhos de cachorro com o rabo entre as pernas de Matt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, achei que você não poderia me contar nada sobre esse seu “trabalho” – ele fez as aspas com os dedos – E aquela história de multa e/ou morte iminente? – ele abre um sorrisinho malicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Depois de quase 10 anos de casados você ainda faz essa piada, sério mesmo? – Nina tentou fazer um ar de indiferença, mas era difícil. Quase uma década depois ela ainda não tinha criado imunidade aos joguinhos emocionais que Matt fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Brincadeiras à parte – Matt voltara à maturidade que lhe pertencia -, nunca sei o quê dizer em situações como essas: “não vá” ou “só volte quando bater muito bem nos vilões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina apertou Matt em um abraço de cumplicidade. Era incrível o que aquele cidadão comum tinha enfrentado em sua vida conjugal. É certo que desde que os dois casaram Nina não saía muito para suas longas missões, mas uma vez ou outra ela se viu obrigada a largar Matt e Luti em casa e sair correndo mundo a fora caçando caras maus. Ela não poderia reclamar, Matt era um companheiro maravilhoso, nunca perguntou diretamente o que ela fazia nas horas vagas quando não ajudava a tomar conta do restaurante ou dos problemas digitais dos amigos. Contudo, ele não era nenhum idiota, entendia as pistas que Nina deixava subentendidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abraço tornara-se um beijo carinhoso. Luti entra no cômodo bem nessa hora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu diria get a room, mas seria ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-LUTI! – os pais falaram em reprovação – Podemos não te obrigar a nos chamar de senhor e senhora, mas com certeza queremos respeito, ouviu bem? – Matt tenta colocar limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aonde você aprende essas coisas? – Nina perguntou. – É na televisão, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, na vida. – Luti responde despreocupado, mas percebendo uma nova cara fechada dos pais completa – Mesmo assim, me desculpem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino nota pela primeira vez as roupas espalhadas pelo quarto. E pergunta empolgado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos viajar?!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu, sim. Você, não. – como o clima tinha sido quebrado completamente, ela volta ao dobramento de peças de roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não é justo!! Por quê, mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porque não estamos de férias. Muito menos o senhor, que está com notas muito ruins em Matemática e eu ainda não o vi chegar perto dos cadernos. Estou indo resolver uns problemas que apareceram de última hora. Não tenho data certa para voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matt estava de novo com um ar contrariado e dessa vez teve Luti como parceiro para a cara de cachorro abandonado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês dois não tem jeito. Olha, prometo que quando eu voltar, teremos aquelas férias que vocês queriam desde o ano passado, ok? – os dois abriram um sorriso mais animador. Ela sabia lidar com seus meninos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-3149671204760139822?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/3149671204760139822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_04.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/3149671204760139822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/3149671204760139822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world_04.html' title='&quot;Too many people living in a secret world ...&quot; (Parte 3)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-8406930351188525398</id><published>2011-08-03T20:51:00.000-03:00</published><updated>2011-08-03T20:51:07.440-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>"Too many people living in a secret world While they play mothers and fathers" (Parte 2)</title><content type='html'>R pilotava o barco, rodando o leme de uma maneira meio aleatória, fazendo o barco inclinar de uma lado para o outro. Sua mente estava longe, tentava lembra qual fora sua última missão, tentando lembrar como executar aquele golpe que tinha aprendido num filme antigo.... Seu fluxo de pensamentos é disperso por um cutucão na costela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, Catarina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você está fazendo aquela coisa chata com o barco de novo, de mexer de um lado pro outro, mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe, foi sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como você quer que eu termine de ver a maratona de Woody Allen se eu não consigo ficar parada na frente da TV?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R dá um leve sorriso – orgulho, sabe -, mas ela tenta disfarçar, porque ela adora quando sua filha se finge de séria. Não adiantou todas as tentativas de deixá-la cool, macacão AC/DC and all that stuff. John acabou se tornando aquele pai careta que adora mimar sua pequena. R ficou meio desapontada com a revelação, mas para aliviar o lado dele, John também foi pego de surpresa. Nunca tinha imaginado que muitos dos seus conceitos iam mudar a partir do momento que pegasse no colo aquela coisa miúda que ele e R haviam gerado, mesmo que por acidente. “Filhos? Acho que não saberia lidar com crianças”, respondia ele a todos que perguntavam sobre o passo seguinte ao casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catarina volta para dentro meio saltitando, era uma criança afinal. Mas em menos de 5 minutos ela está de volta à cabine, ofegante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mãe? Tem alguma coisa errada com a TV...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que você fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que você sempre me acusa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como se eu não conhecesse suas travessuras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dessa vez não fui eu! Ela tá apitando e piscando numa luz vermelha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R entendera antes mesmo de chegar à sala de vídeo. Chegou a hora de matar as saudades da aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C estava se aventurando na cozinha. Nas raras vezes que tentou, o resultado de sua pasta tinha sido bom. Mas, naquele momento, fazia sua especialidade: a palha italiana. Esse era um pedido, quase uma intimação de seus filhos, Arthur e o aniversariante, Henrique. Arthur tem 8 anos e 11 meses e Henrique é 9 meses mais novo. C e Bernardo não esperavam que a recuperação pós-parto fosse tão rápida. Eles imaginavam que as coisas só voltariam ao normal depois de 8 semanas. Isso não é considerado um erro de cálculos, seria mais uma brincadeira da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo estava montando o jardim. A festa, que deveria ser surpresa – mas acabou sendo descoberta pelos meninos -, estava praticamente pronta. As bolas presas às árvores, a mesa cheia de docinhos deliciosos encomendados diretamente do Brasil - “como esse povo vive sem brigadeiro?”, pergunta-se C -, um bolo com formato de moto e brincadeiras espalhadas por todos os lados. Logo os amiguinhos estariam chegando e correndo pelos cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;May e Leo foram os primeiros a chegar. Afinal, moravam ali do lado. C identificou a chegada de May graças ao barulho das discussões entre Clarice e Layla com Arthur e Henrique. Os pais não apartariam mais essas brigas. No final eles sempre se entendiam. D, Adam e Bruno não apareceriam. Bruno estava numa semana conturbada de provas e afazeres e Adam tinha acabado de voltar de uma missão longa, mas com certeza eles chegariam à Itália para o final de semana, mini-férias em família antecipadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C não acreditava que com os pensamentos tão feministas que sempre tiveram, suas vidas fora do escritório seriam resumidas a família, enquanto a parte de combater o mal ficaria com os homens. Ela ainda não achava isso certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ciao, sorella. Come sta la pagli? - May entra na cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oh, ciao. Ah, bem normal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-As meninas não vêm, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. R até disse que tentaria, mas, devido a mudança de ventos do Atlântico Norte, a viagem atrasou. Algo do tipo. Enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que pena. Estava com saudades de nós todas juntas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como está o escritório? - C tentava conversar amenidades do cotidiano. Mesmo que amenidades naquele ramo não sejam exatamente uma coisa normal aos olhos dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muita burocracia e muita gente que não sabe receber ordens. Ou seja, o de sempre. Sabe, eu sinto falta de algumas missões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oh, não me diga... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ridícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Todas nós, fidanzata. - C e May soltaram um longo suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur e Clarice entraram correndo pela cozinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mãe!! - os dois gritaram – Tem alguma coisa muito errada com a lâmpada da biblioteca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas se entreolharam um pouco tensas e correram para o andar de cima. Encontraram com Bernardo no meio do caminho. Leo tinha ficado tentando manter as crianças afastadas, uma tarefa e tanto. Os três chegaram à grande biblioteca iluminada com uma luz vermelho piscante. Os três saíram correndo. A festa estava temporariamente suspensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina e D estavam sentadas na sala azul de reuniões, lá onde tudo – inclusive a decoração – era em tons variados de ciano. Elas aguardavam as instruções da possível missão que vinha por aí:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que você acha que é? - D olhava preocupada para a televisão desligada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não sei. Mas, com certeza para nos chamarem, deve ser algo sério demais para os novatos fazerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Posso confessar uma coisa? Estava sentido falta disso: essa emoção. Ansiedade, essa parte boa de descobrir que tem algo errado e tentar de tudo para consertar. Colocar o bandido na cadeia e ainda ter a sensação de trabalho cumprido e de que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O mundo está salvo, pelo menos, por enquanto. - Nina completou com um leve sorriso no rosto – Sim, você tem razão estou morrendo de saudades disso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Espero que isso não seja aquela coisa estranha de pessoas com o mesmo nome....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pode apostar que não. - C interrompe a conversa aparecendo na tela de LED da sala – Isso é coisa de espiãs internacionais que não se cansam de ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;May aparece logo em seguida na tela compartilhada. Bernardo abre outro quadradinho na tela. Então, só ficaria faltando R, pois Adam acabara de entrar na sala e abrindo mais um quadrado próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já que estamos todos aqui, será que não dava pra gente já saber do que se trata? - D falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Calma, mulher. Estou baixando as instruções aqui ainda. E sabe como é essa coisa de fuso horário mundial. Nem sei ainda de onde o alerta vermelho veio! - May tentava colocar panos quentes. Ela sai por uns instantes da parte visual da câmera e volta com uma cara não muito contente. Não se esperaria menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;May se enquadra novamente e começa a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Parece, que temos um probleminha com a prisão de segurança máxima. Jeff fugiu, junto com outros 4 presos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O quê?! - Todos estavam processando a informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Éééé... Isso mesmo, foi na madrugada de ontem pra hoje. Mas os guardas só se deram conta na revista da manhã, antes do banho de sol. Preciso arranjar gente pra treinar melhor essas pessoas. - May soltou o desabafo como uma conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Qual o perfil dos novos comparsas? - perguntou Adam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hum, dos mais variados: temos um cientista, um engenheiro mecânico, um montador de bombas e artefatos explosivos, um hacker e, claro, um ex-espião internacional de alta patente. Preciso dizer que todos tem o adjetivo malucos-psicóticos atribuído em suas fichas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que todos nós teremos que ter cuidado redobrado. - falou D – Jeff não parece ser o tipo de pessoa que deixa as coisas de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Temos que analisar as condições de fuga. - C pegou um bloquinho e começou a fazer anotações fora de ordem – Acho que deveríamos checar a penitenciária e ver se descobrimos alguma pista de aonde ele pode ter ido. Sabe, checar recortes de revista, livros, páginas de jornal... Tenho certeza que se ele conseguiu fugir deve ter recebido ajuda externa e uma colaboração interna. Desculpe, May – ela acrescentou no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, não vou levar pro pessoal, mas pode apostar que umas cabeças vão rolar por lá. - May tentou falar de maneira simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mesmo sem nenhuma prova concreta, eu acredito que ele vêm planejando isso há tempos – diz Nina – Pensem comigo: depois de quase 10 anos preso, só fugir agora? Não faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E desde quando cabeça de bandido tem lógica? - Bernardo diz em tom jocoso. - Me parece que essa foi a melhor chance que ele teve nos últimos anos. Ele simplesmente foi lá e conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém voltou a falar, mas isso não significava que era a opinião geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então ficamos assim: C e Bernardo vão para a penitenciária dar uma olhada nas coisas e começara investigação; D, Nina e Adam venham para cá imediatamente para podermos termos uma base e uma equipe completa; Provavelmente, R está a caminho; e quando tivermos mais informações agiremos o mais rápido possível. Não se esqueçam que se chamaram a gente com tanta urgência, é porque somos bons. Vamos mostrar que mesmo com alguns anos a mais ainda podemos partir pra ação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos confirmaram as palavras de May com um leve aceno de cabeça e desligaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia ser difícil deixar as crianças afastadas por tanto tempo, mas já estava na hora de cortar o cordão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-8406930351188525398?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/8406930351188525398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8406930351188525398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8406930351188525398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/too-many-people-living-in-secret-world.html' title='&quot;Too many people living in a secret world While they play mothers and fathers&quot; (Parte 2)'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-4471758563444105617</id><published>2011-08-02T22:29:00.001-03:00</published><updated>2011-08-02T22:34:35.998-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>"Too many people living in a secret world While they play mothers and fathers"</title><content type='html'>O despertador toca às 6 da manhã. D o coloca no modo soneca e volta-se para o vulto coberto pela colcha até o pescoço. Adam dormia feito uma pedra como sempre. Ela percebe que tem outra pequena montanha coberta entre o marido e ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bruno, o que você está fazendo aqui? - D sussurra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto apenas balança a cabeça de maneira afirmativa, nada a ver com a pergunta. D desiste e volta a fechar os olhos. Nesse pequeno intervalo ela tem um sonho conturbado. Muita confusão, pessoas correndo, outras sendo mortas. Tudo era caótico, mas silencioso. Era como assistir a um filme de terror mudo e sem a trilha sonora ao fundo. O despertador toca novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela senta na cama num ato impulsivo de agir. Volta a analisar o quarto, que não demostra perigo algum. “Foi só outro pesadelo”, pensou. Ela se espreguiçou e pôs-se para fora da cama, recomeçando sua rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bruno, filho, tá na hora de levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino repete os mesmo gestos da pergunta anterior. D usa sua cartada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você pode ficar jogando videogame até a hora de sair. Começando agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio tonto, ele se dirige ao banheiro e em poucos minutos já se pode ouvir o barulho das configurações do jogo no andar de baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vai ser difícil acabar com o vício dele por esse jogo desse jeito. - Adam balbucia palavras que pareciam dizer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você o viciou, não ponha a culpa pra cima de mim. Eu apenas não quero que ele se atrase e incrivelmente, ele fica pronto antes de todo mundo só pra ter mais tempo jogando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Qualunque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como foi ontem? Chegou muito tarde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sacal - Adam fica mais acordado – Isso me lembra que eu encontrei Bruno dormindo no sofá quando eu cheguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso explica porquê ele estava aqui. - D sabia que Adam era volúvel às chantagens emocionais de Bruno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não consegui deixá-lo no quarto dele. Ele ficava me bombardeando com perguntas que eu não sabia a resposta e isso começou a me preocupar, temos que combinar melhor as histórias. Da última vez ele suspeitou de alguma coisa, tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu disse o de sempre: “Papai foi fazer uma viagem de emergência resolver problemas da empresa e não tem hora para voltar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que isso não cola mais. O garoto tem quase 8 anos, não é tão fácil enrolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu que o diga. - D dá um pequeno beijo em Adam – Enquanto não resolvemos o assunto, volte a dormir. Hoje você vai levar Bruno para o Campeonato de Futebol de tarde. Depois ele tem prova de chinês. NÃO se atrase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D já está devidamente vestida para trabalhar em seu emprego comum. Desde que ficara grávida, ela não entrava firme em uma missão com as outras meninas. O chamado da natureza tocou quase simultaneamente para todas elas. As diferenças foram de meses, chegando ao máximo de um ano. Todas decidiram que as grandes missões conjuntas – que costumavam levar grande parte do tempo, ficando meses longe– estariam temporariamente fora de questão, entrariam numa licença maternidade por tempo integral. Como nenhuma conseguia ficar parada por completo, elas seguiram com suas carreiras alternativas ainda no Esquadrão de Defesa Mundial (EDM), naquelas que não envolviam trabalho de campo na espionagem mundial. Já fazia um ano que D não entrava em NENHUM tipo de tarefa de espionagem (sozinha ou em equipe), seu corpo tinha uma comichão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendo as escadas, D avista o filho pulando de um lado para o outro, literalmente dentro do jogo. Pode ser coisa de mãe que gosta de lamber a cria, mas ela parou no meio do caminho para analisar a criança. Bruno tinha alguns traços do pai, porém era inegável a forte genética oriental da mãe, os olhos amendoados eram a maior prova disso. Aquela teoria de que meninos puxam à mãe e meninas puxam ao pai parecia se aplicar naquele contexto. Apesar de D ter torcido para Bruno ter algum gene recessivo e ter os olhos levemente claros, a Biologia seguiu seu curso e o gene dominante dominou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem de seu celular trouxe D de volta à realidade, estavam levemente atrasados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bruno, está na hora. Vamos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ahhh, mãe. To no final da fase 47, falta só acabar com esses monstros aqui. Quando eu chegar no 48 eu juro que paro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não temos tempo pra isso, filho. - D pega o joystick em forma de arma e atira sem dó nem piedade nos vilões de mentirinha. O menino olha embasbacado para a agilidade com que D acaba com todos, sem deixar passar um se quer. Até que o nível acaba e o jogo registra um novo recorde de pontuação. - Pronto. Pegue sua mochila e vamos, AGORA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como você fez isso, mãe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sorte de principiante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D e Bruno estão no carro, a caminho da escola e, em seguida, escritório. O garoto ainda calado, tentando entender o que tinha acontecido naquele jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na porta do colégio, D dá seu avisos habituais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se comporte. Não invente ideias. Ah, e não se esqueça do campeonato de futebol e da prova mais tarde. Seu pai vai buscar e levar você em todas essas tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno revira os olhos, cansado de saber de sua agenda, e sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D se preparava para dar a partida no carro, para enfim ir para seu trabalho, quando uma luz vermelha no painel acende. Ela não piscava há muito tempo. Aquilo era um sinal de que estava na hora dela finalmente tirar a poeira e voltar a kick some asses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina estava sentada no chão do sótão, arrumando uma pilha de caixas velhas. Na verdade, ela estava procurando uns documentos para o restaurante, mas acabou se vendo presa com a bagunça. Até que, no meio de uma daquelas caixas, ela acha a caixa que Matt sabia que não deveria e Luti jamais iria mexer. Num rompante, o ar de nostalgia tomou conta de Nina. Ela decidiu abrir a caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro, muitos DVD's e CD's com o backup de seu computador inteiro, com as informações de antigas missões – fichas dos bandidos, esquemas táticos das missões, entre outros conteúdos sigilosos -, algumas peças de disfarces de missões inesquecíveis (onde o mico fora tão grande que até deveriam ser esquecidas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento de lembranças foi interrompido por Luti que chamava do andar de baixo. Nina rapidamente colocou as coisas de volta na caixa e a empurrava para trás das outras, tentando escondê-la temporariamente. Em vão. O cabelo castanho e ondulado começa a aparecer pelo buraco, em poucos segundos, os olhos escuros procuravam pela mãe. Nina se assustou com a chegada silenciosa do menino. Ela lançou seu olhar de reprovação para ele, que sorriu simplesmente com os olhos, que agora estavam meio cor de mel com os raios de sol que adentravam pela janelinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Luti, o quê eu disse para você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-”Nunca subir no sótão”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Exatamente, e o quê você acabou de fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mãe, dá um tempo. Eu tinha 2 anos quando você disse isso. Já sou grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Um gigante de 8 anos. - Nina ironiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, você não vai se importar se eu disser que o telefone está fazendo um barulho estranho e está piscando feito um doido. Até tentei tirar da tomada, mas não adiantou não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina arregala os olhos e desce correndo para ver ela mesma, não sem antes esperar que Luti saísse e ficasse longe daqueles arquivos. Ao chegar na sala, o alarme vermelho ressoava pela casa inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Luti, vai pro Restaurante com seu pai. E fica lá com ele, enquanto eu tento resolver isso, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês adultos andam cada dia mais estressados, viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luti sai e Nina corre para trocar de roupa e sair. Ela pega o carro e segue um caminho que não toma há muito tempo. Tinha aquela sensação de “será que estou na direção certa?”. Seus velhos instintos secretos não falharam, ela chegou ao seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-4471758563444105617?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/4471758563444105617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/we-can-work-it-out-when-wind-blows-when.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4471758563444105617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4471758563444105617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/we-can-work-it-out-when-wind-blows-when.html' title='&quot;Too many people living in a secret world While they play mothers and fathers&quot;'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7452836089328398875</id><published>2011-08-02T16:30:00.000-03:00</published><updated>2011-08-02T16:30:59.458-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto para D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the who'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You're so lucky I'm around  - Parte 12 (final)</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;&amp;nbsp;- Que tal alguma coisa dos Strokes? – ela perguntou. Os pés cruzados em cima de um puff no meio dos dois. – Acho que eles tem uma batida legal para um comercial, não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Não acho que o que a gente precise seja de uma “batida legal” – ele respondeu, dando um gole no seu café. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;E lá estavam os dois, sentados no canto de uma cafeteria famosa, próxima ao escritório. Estavam cansados, discutindo a mesma coisa há mais de meia hora, sem conseguir uma resolução. D. já tinha sugerido Green Day e Kings Of Leon. Eduardo tinha retrucado com Coldplay e Foo Fighters. Nada resolvido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- A gente precisa do que, então, Eduardo? – D. perguntou sacudindo um pouco seu copo de café. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Não quero que nosso comercial acabe com cara de &lt;i&gt;comercial &lt;/i&gt;por causa da música que a gente colocar nele. A chave da propaganda é essa, você não acha? Ela não ter cara de propaganda? Ela ter essa pegada mais dramática, mais sentimental, mais próxima do telespectador? – ele perguntou, de repente cheio de gás.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;– Ou você gosta daqueles comerciais ridículos de super-mercado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;D. abaixou o rosto para rir.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não queria que ele pensasse que era o motivo da risada, quando na verdade estava lembrando do dia que contou para as amigas que tinha pavor de acabar frustrada na carreira, trabalhando com comerciais de supermercado, “que não precisam de nada, só de um cara gritando e uma animação muito mal feita no pior programa de animação que existe”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Você tem razão. – ela levantou a cabeça para responder. – Talvez devêssemos escolher alguma coisa dos Beatles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Não. – ele respondeu de imediato. – Beatles não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Por que não? As músicas deles são permeadas desse sentimentalismo que você está procurando. Aliás, acho que uma menos conhecida deles talvez fosse a melhor idéia. Que tal alguma coisa como I’ll be back.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Não estamos querendo dar um ar de exterminador do futuro, né? &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;“I’ll be back é tenso”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Deixa de ser idiota. A música é ótima, tem um rítimo bom e acho que a letra combina com o comercial. É sobre uma pessoa apaixonada, que tem medo de ter o coração partido de novo. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;E tem uma parte que diz assim “If you break my heart I’ll go, but I’ll be back again”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Que você acha que se encaixa na parte que a mulher briga com o homem e pega o carro dele, e sai de casa mas encontra com ele logo na primeira parada no posto? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;D. assentiu. O comercial era sobre um novo programa para lembrar do dia que deve-se colocar combustível, calculado via as distancias percorridas pelo carro e pelas informações captadas. Ele é instalado no veículo e as informações recebidas por celular, computador ou qualquer outro tipo de aparelho eletrônico registrado. No comercial, os dois brigam, a mulher sai de casa, pega o carro na garagem e sai dirigindo. O marido ri marotamente, abrindo o celular e olhando uma mensagem antiga que avisava da falta de gasolina “o carro só poderá rodar mais X quilômetros”. A cena corta para a mulher, andando até o posto de gasolina e gritando para o frentista que está sem gasolina há uns 50 metros dali. É quando ela vê o marido vindo na sua direção, com uma garrafa pet cheia de gasolina e um sorriso no rosto. E aí entram as letras sobre o produto e o narrador falando algo engraçadinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- E você não acha? &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;“but I’ll be back again” e tal!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Não... Beatles não. Que tal The Who? – ele trás a velha discussão a tona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;D. não tem absolutamente nada contra The Who. Tem até um cd ou outro da banda. Mas acha insuportável essa mania que Eduardo tem de tratar The Who como a banda mais maravilhosa de todos os tempos, quando ela poderia nomear no mínimo 15 bandas mais maravilhosas que The Who, inclusive The Beatles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- The Who? Sério?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- É. Aliás, eu tenho uma idéia ótima. Peraí. – ele disse, puxando o celular do bolso. – Eu acho que tenho essa música aqui em algum lugar. Aham, achei. Ouça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Então ele aperta o play no aparelho e os dois chegam mais perto um do outro e mais perto do aparelho, que ele leva para ficar entre os ouvidos dos dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/9f4Jtm4hTAU/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9f4Jtm4hTAU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/9f4Jtm4hTAU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9f4Jtm4hTAU"&gt;&lt;span&gt;http://www.youtube.com/watch?v=9f4Jtm4hTAU&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;D. escutou atentamente, enquanto sentia a respiração de Eduardo novamente esquentar sua nuca. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Escutou com mais atenção ainda a parte que dizia “when tragedy befalls you, don’t let it drag you down. Love can cure all your problems, you’re so lucky I’m around”. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Tentou mesmo se manter indiferente e evitar pensar que além daquela música servir para o comercial, “love can cure all your problems, inclusive a falta de gasolina”, ela também servia para a vida dela. D. tinha esse lado da vida meio incompleto mesmo. Confuso, problemático. As coisas estavam dando certo, mas sempre muito pesadas. Sempre com muita necessidade de fugas esporádicas, de falar com as amigas, de respirar fundo e desejar estar numa daquelas ilhotas da Grécia sobre as quais escreveu para a revista. E as duas últimas semanas haviam sido mais leves... E D. sabia porque. Porque tinha alguém pra compartilhar o peso. Para alegrar o dia. Uma das únicas coisas que a fez levantar feliz todo dia, como ele já havia sido em outros dias, num outro tempo... Por mais que ela tenha tentado fugir disso... &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;“Let my love open the door to your heart”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Eduardo já tinha ouvido aquela música um milhão de vezes, mas aquela vez em especial o deixou inquieto. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Especialmente os primeiros versos “When people keep repeating, that you’ll never fall in love. When&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;everybody keeps retreating but you can’t seem to get enough”. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Arriscou um olhar discreto para D, que parecia concentrada em ouvir a letra da música. As duas semanas tinham passado mais rápido do que ele planejava, não sendo nem um pouco longas como ele havia previsto. Eles se deram bem. Bem &lt;i&gt;demais. &lt;/i&gt;Duas semanas simplesmente não era tempo suficiente pra ter certeza, mas Eduardo não achava e sim &lt;i&gt;sabia&lt;/i&gt; que D. tinha alguma coisa de diferente. E ele queria descobrir direito o que era. Ele &lt;i&gt;precisava&lt;/i&gt; descobrir direito o que era. Simplesmente porque agora não fazia mais sentido as pessoas falarem “you’ll never fall in love”, porque &lt;i&gt;agora&lt;/i&gt; ele sabia que era mentira. Desejou ter sido mais amigo de D. no pequeno periodo que eles passaram juntos. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;“Let my love open the door to your heart”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;A música terminou, mas nenhum dos dois se mexeu. O refrão ressoando na cabeça. Ele queria dizer alguma coisa, mas não conseguia. Apavorada com as revelações da música mas especialmente como a idéia de ter que apagar Eduardo da mente &lt;i&gt;novamente&lt;/i&gt;, coisa que ela já havia feito anos atrás quando eles pararam de estudar juntos, D. juntou toda coragem do seu corpo e fingiu que o café era vinho. Então disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Você acha que há alguma possibilidade da gente se ver algum dia depois que terminarmos esse trabalho?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Foi o mais perto de um convite para sair que ela conseguiu chegar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Talvez a Joana nos coloque para trabalhar juntos novamente. – ele respondeu, puxando o celular para perto novamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Não. – ela interrompeu. – Eu quero dizer &lt;i&gt;informalmente. &lt;/i&gt;Acha que há possibilidade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Ele levantou os olhos do aparelho para encara-la. Ela piscava os olhos nervosamente esperando uma resposta com as bochechas levemente rosadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;- Há. Há sim. – ele respondeu. – Alta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;Então se inclinou para beijá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;MS PGothic&amp;quot;; font-size: 14pt;"&gt;FIM.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-7452836089328398875?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/7452836089328398875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/youre-so-lucky-im-around-parte-12-final.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7452836089328398875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7452836089328398875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/youre-so-lucky-im-around-parte-12-final.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around  - Parte 12 (final)'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-6172445616692665006</id><published>2011-07-31T00:15:00.001-03:00</published><updated>2011-07-31T00:15:29.255-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto pra d.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the who'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You're so lucky I'm around - Parte 11</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A semana restante foi &lt;i&gt;curiosa&lt;/i&gt;. Nenhum dos dois queria ser o primeiro a falar sobre aquela noite e aquele dia que passaram na casa de D., sem que o trabalho tenha sido o foco. Sim, estava tudo quase pronto e os retoques que faltavam podiam ser feitos a distancia. E era assim que eles vinham se comportando. Em silencio, a distancia, se falando apenas quando era estritamente necessário e mesmo assim, medindo as palavras, agora que sabiam que eram antigos conhecidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nenhum dos dois conseguia tirar isso da cabeça. Terem feito um semestre de faculdade juntos, antes dele largar e dela trancar indefinidamente, explicava porque os dois acreditavam ser estranhamente conhecidos, mas não explicava – ao menos não por parte dele – os motivos que o levaram a desejar que a toalha dela caísse ou a fazer o almoço para os dois no dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;E no final do almoço, quando mesmo depois de ter descoberto amigos em comum e uma faculdade em comum, ele não conseguiu ir embora. Estava apavorado com mais essa proximidade, mas não conseguia juntar as forças para atravessar a porta. Queria ficar lá. E ficou mais um pouco. Os dois discutiram mais alguns detalhes sobre o projeto, dividiram quem ficaria com cada parte final... Mas o que aconteceu mesmo foi que o vinho acabou subindo a cabeça e os dois acabaram dormindo, apagados porque dormiram pouco e mal na noite anterior. D. acordou primeiro dessa vez, apoiada no braço de Eduardo, que dormia desconfortavelmente ao lado dela no sofá muito apertado para dois corpos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Ela se xingou baixinho em chinês de novo, enquanto levantava-se e olhava para ele chocada. Era Eduardo, meu Deus. Como ela deixou isso passar assim por tanto tempo? E o que ela estava fazendo DORMINDO assim, toda hora, perto dele? Esse vinho maldito! Mas não era o vinho e ela sabia disso. Ela estava perdendo um pouco o controle da situação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Quando Eduardo foi embora, quase 24 horas depois dele ter entrado por aquelas portas, D. ligou o computador e contou tudo para suas amigas, que se dividiram em gritar de euforia e falar “po cara, mas você não ficou com ele? NÃO?”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Então D. também estava aliviada por não precisar dividir as tarefas com Eduardo nessa última semana. Sem comentários na sua nuca. Sem duas mãos dividindo o mesmo mouse. Sem risos e conversas informais em sua casa. Ela não sabia como estava se sentindo agora que sabia que ele era aquele menino alto e meio esquisito, mas extremamente charmoso do seu primeiro período há anos e anos atrás. Isso explicava muita coisa, mas ela não queria que isso explicasse esses sentimentos contraditórios dela. Não podia ser o revival de um crush. Não podia. Ela estava velha demais para isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Eduardo observava no decorrer da semana sua colega trabalhar na outra ponta da mesa. Séria, com óculos, saltos e terninhos, ela lembrava só de longe aquela mulher descontraída e engraçada, com quem ele passou ótimos momentos cozinhando e pra quem estendeu o braço com vontade para que ela usasse de travesseiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Talvez eles devessem parar de besteira e assumir um pro outro que o relacionamento deles não devia ficar só nesse âmbito profissional. No fim da semana, Eduardo voltaria para sua filial da empresa e os dois não iriam mais se ver todos os dias, muito menos dividir o mesmo mouse, ou o mesmo escritório pequeno. Os dois ficavam apavorados em assumir isso, mas sabiam que iam acabar sentindo falta. “Talvez”, pensavam, “talvez seja bom fazer um esforço para mantermos contato. Aquele dia foi tão divertido”. E lembravam de outros momentos divertidos no decorrer da semana na passada. Da carona pra casa, dos livros de vampiro. “Arg, que droga”, pensavam em conjunto e Eduardo sentia vontade de chutar o rodapé de novo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Na quarta-feira já tinham terminado o que deviam fazer no comercial e banners e, sendo assim, os levaram na quinta de manhã para que Joana desse uma olhada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;- Está lindo! – ela disse, olhando os banners. O trabalho impecável dos dois, fruto das idéias mirabolantes de Eduardo, mas da execução pratica e sempre muito bem feita de D.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Quando rodaram o vídeo, Joana encarou com cuidado, mas depois da exibição tinha o nariz torcido e disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;- Não gostei da música. Preferia que fosse de alguma banda conhecida, com um rítimo mais animado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;A musica que tocava na propaganda era clássica e aparentemente calma demais, desconhecida demais. Eles não tinham parado pra pensar muito na musica, no fim das contas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;- Nós podemos lidar com os direitos autorais, não se preocupem. – concluiu ela – Vocês tem até amanhã para pensar numa música boa, mas levando em consideração que vocês fizeram todo esse trabalho maravilhoso em uma semana e meia, acho que vocês conseguem fazer isso em cinco minutos, não é mesmo? – riu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Os dois assentiram tentando mostrar segurança, mas estavam inseguros porque teriam que pensar juntos novamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;A distancia física já era. Mas fazia assim tanta diferença se eles não conseguiam manter-se longe dos pensamentos um do outro de qualquer maneira?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-6172445616692665006?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/6172445616692665006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/07/youre-so-lucky-im-around-parte-11.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6172445616692665006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6172445616692665006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/07/youre-so-lucky-im-around-parte-11.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around - Parte 11'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-2347572087194264277</id><published>2011-07-27T17:02:00.002-03:00</published><updated>2011-07-27T17:02:37.338-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto para D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the who'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You're so lucky I'm around - Parte 10</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando D. abriu os olhos, percebeu que já eram 11 horas da manhã de Domingo. Percebeu também que a casa estava cheirando a tempero. Depois disso, percebeu que estava enrolada no sofá. Por último, que o casaco quadriculado de Eduardo cobria suas pernas.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Com essa última descoberta, levantou-se num pulo, derrubando o casaco no chão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;Merda. Merda. Merdaaaaaaaa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pelo menos estava devidamente vestida. Será que tinham feito alguma coisa tensa ontem a noite? Procurou por evidencias de vinho ou qualquer outro tipo de bebida alcoólica. Taças, garrafas, manchas? Nada. Graças a Deus.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que eles estavam fazendo juntos mesmo? Céus, como ela estava cansada. Viu o laptop conectado a tomada a distancia. Estava aberto, mostrando o editor de filmes e o que eles tinham feito na noite anterior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ah é, trabalho. Ufa. O comercial televisivo estava quase pronto e os banners estavam também precisando de só alguns retoques. Conseguiriam terminar a tempo de mostrar para Joana e teriam tempo hábil de mudar alguma coisa caso ela apontasse algum tipo de defeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Cacete, e esse tempero forte?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sem entender o que se passava naquela casa, D. foi em direção a cozinha, tentando arrumar o cabelo no caminho. Sorte dela que seu cabelo sempre foi bom, mesmo que ela nunca assumisse esse fato para as suas amigas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eduardo estava descalço, vestindo só a camisa branca e a calça jeans. O casaco havia servido de cobertor para D., como ela bem sabia e os tênis estavam amontoados perto da porta. Ele estava picando tomate e só a viu parada na porta alguns minutos depois, quando virou-se para colocar os tomates dentro de uma panela, que borbulhava na água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E como aquela cozinha cheirava bem. “Meu Deus” - D. pensou – “Faz tanto tempo que essa cozinha não tem um cheiro tão maravilhoso!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois pensou que fazia mesmo muito tempo que ela não se dignava a &lt;i&gt;cozinhar&lt;/i&gt;. Exceto, é claro, quando as amigas passavam na sua casa, e todas elas invadiam a cozinha como nos velhos tempos. Fazendo lasanha, gelatinas que ninguém comia no final e com a C. empoleirada do lado do fogão fazendo a mesma coisa que o Louro José e dizendo coisas como “um dia eu tenho que fazer minha palha italiana pra vocês. Sorte minha que o Bernardo é &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Romagnoli e curte minhas massas e minha palha italiana que são tudo que eu sei fazer na cozinha”. Todas riem, mas aí Isa comenta sobre como a sorte é da C., que arrumou um rolo que é praticamente um mestre cuca apesar de formado em engenharia. Todas riem de novo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Absorta em seus pensamentos, D. foi despertada pelo som da sua própria risada. Com as lembranças. E com a cena que se sucede em sua frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As mãos dele pararam a centímetro da água na panela, cheias de tomate. Ele olhou para ela por um segundo, como se não esperasse vê-la ali, NA COZINHA DA CASA DELA. Depois seus dedos se abriram, junto com seu sorriso, e os tomates despencaram panela adentro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Do que você está rindo? – perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Você pode me explicar o que está fazendo na minha cozinha domingo de manhã?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Posso. – ele respondeu, voltando para perto da pia para pegar mais tomates picados. – Estou fazendo um refogado de carne com batata. Antes que você comece a reclamar, eu comprei tudo no mercado aqui perto. Não sabia se podia usar o que tinha na despensa e na geladeira, vai que você estava guardando para alguma ocasião em especial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“ESSA é uma ocasião em especial” – D. quase não conseguiu se impedir de dizer. Mas aí teria que se explicar. Era realmente especial que ela tivesse dormido com um cara – LITERALMENTE dormido e nada além disso – e que ele estivesse fazendo o ALMOÇO. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por livre arbítrio. Sem sexo envolvido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isso pode, Arnaldo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Eu não ia começar a reclamar. – disse ela se esgueirando para dentro e se aproximando do&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;fogão. – Olha, tá cheirando muito bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Foi o cheiro que te acordou do seu sono mega pesado? – ele riu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Normalmente eu não durmo mega pesado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Normalmente você não fica acordada até as 5 da manhã com seu colega de trabalho fazendo um vídeo maldito, fica?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Cinco da manhã. Ela lembrou melhor do acontecido na noite anterior. Isso explicava também esse cansaço terrível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Onde você dormiu? – perguntou ela. – Levando em consideração que eu ocupei o sofá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Você não lembra? – ele a encarou. D. gelou por um momento. Por favor, não. Por favor sem vinho, por favor sem cama, por favor sem mais constrangimentos. – Estávamos trabalhado no vídeo e quando eu perguntei sua opinião, descobri que você tinha dormido no meu ombro. Aí eu vi que eram cinco horas da manhã. Não consegui me mexer porque não queria te acordar, então coloquei o computador pro canto e me acomodei melhor. Você também. Deitou na minha perna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Você &lt;i&gt;podia&lt;/i&gt; ter me acordado! Assim eu ia pro meu quarto e você podia ficar com o sofá pra você... – ela olhou para ele sentindo as bochechas corarem pensando que haveria outra possibilidade, especialmente se eles tivessem tomado vinho. – Ou algo assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ou algo assim foi uma boa saída.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Não quis te acordar. De qualquer maneira, eu também estava tão cansado que dormi sentado no sofá mesmo. Ele é bem confortável. – respondeu. – Aí acordei faz mais ou menos uma hora e você ainda estava dormindo. Deixei-a dormindo lá, saindo com muito cuidado e agradecendo por seu sono pesado e saí para comprar o almoço. E comecei a faze-lo. Aliás, o que você está fazendo aí? Esses outros dois tomates não vão se picar sozinhos, eu poderia fazer uso de uma ajudante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;D. revirou os olhos, rindo. Então se aproximou da pia e pegou uma faca na gaveta. Essa noite tinha feito bem pro relacionamento dos dois, ela podia ver. Eduardo não estava mais sempre na defensiva, fazendo comentários irônicos sobre tudo. Quer dizer, obviamente ironizava a maneira como ela cortava os tomates, ou como seus olhos ficaram cheios de lágrimas com as cebolas (não por muito tempo, porque os dele também ficaram), mas era uma ironia muito mais simpática do que a que ele fez, por exemplo, sobre seus livros de vampiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Conversavam enquanto cozinhavam o almoço para dois. Eduardo arrumava a carne moída, D. amassava os alhos (junto com mais um comentário sobre vampiros) e eles dois conversavam sobre a vida. Eduardo contou sobre a família, sobre a maneira como a mãe dele cozinha, alguns casos de família, sobre o cachorro que um dia roubou o bife da mesa... D. achou tudo engraçado, mas o mais engraçado mesmo era aquele bom humor que tinha tomado conta da relação dos dois, que possibilitava que ele fizesse marabalismo com as batatas e que ela murmurasse Maroon 5 junto com o rádio. O que gerou uma discussão entre os dois, sobre gostos musicais, que findou-se em D. jogando um punhado de água da pia em cima dele, simplesmente porque ele achava que The Who era melhor que os Beatles. E nunca serão. Nunca, nunca e nunca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que era pra ser extremamente estranho, foi perfeitamente natural. Cozinharam juntos como se já tivessem feito isso um milhão de vezes antes. Estavam indo muito bem. Quem diria que eles faziam mesmo uma bela dupla, e não só na publicidade, mas também na cozinha... Onde mais? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Com o almoço pronto, os dois se servem e vão se sentar na mesa da cozinha mesmo, que era mais pequena, acolhedora e menos bagunçada. Continuam falando sobre a vida. Um pouco da infância, D. fala das amigas de muitos anos e sobre como desde o fim da escola continuam se vendo como dá, quando dá, mas continuam sendo as melhores amigas umas das outras, mesmo que cada uma tenha conhecido inúmeras outras pessoas e se envolvido em milhões de relacionamentos, nem sempre sadios. Eduardo concordou veementemente com a parte de nem sempre sadios. Então começou a falar dos amigos da faculdade e da faculdade em si. Tinha feito UFF. “UFF” - D. pensou. – “Se não é da PUC que eu o conheço, é de onde?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E eles estavam bebendo vinho. Eduardo insistiu. Foi aquisição dele também. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Eduardo... – ela disse. O vinho estava dando coragem. – Por que eu tenho essa impressão de já ter te conhecido antes de sermos apresentados por Joana?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Por conta de nós sermos uma boa dupla? – ele ironizou. – Não, eu também tenho essa impressão. Quer tentar traçar um panorama de nossas vidas pra descobrir de onde a gente pode se conhecer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os dois riram. Era uma vida longa, no fim das contas. Mais de um quarto de século! Mesmo assim, D. deu de ombros e concordou, então, entre uma garfada e outra, os dois começaram a nomear lugares, colégios e finalmente faculdades, enquanto riam de memórias e de conhecidos de um lado só.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Foi só quando D. falou que tinha feito turismo na UNIRIO, como graduação tardia, que os dois ficaram em silencio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Jackpot.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-2347572087194264277?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/2347572087194264277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/07/youre-so-lucky-im-around-parte-10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/2347572087194264277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/2347572087194264277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/07/youre-so-lucky-im-around-parte-10.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around - Parte 10'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-8673423760505228380</id><published>2011-07-27T00:43:00.002-03:00</published><updated>2011-07-27T00:43:44.362-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto para D'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the who'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You're so lucky I'm around - Parte 9</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;SEU TAMAGOSHI LIGOU.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tudo que ele tinha conseguido falar para a sua colega de trabalho enrolada numa toalha foi AH, SEU TAMAGOSHI LIGOU.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ISSO NÃO FAZ O MENOR SENTIDO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas quem pode culpa-lo? Por Deus, estava realmente escrito tamagoshi na porcaria do visor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Chutou o rodapé da parede com o bico do all star, embaraçado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ah não, espera! Fica melhor. VOCÊ PODE LIGAR MAIS TARDE QUANDO TIVER UMA ROUPA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sério. SÉRIO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas como ele deveria se comportar? Deveria ignorar a esquisitice? Deveria ignorar o incomodo? Deveria ignorar essa intimidade forçada?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quer dizer, não é como se ele não tivesse &lt;i&gt;gostado&lt;/i&gt; de vê-la só de toalha, mas é que isso simplesmente não estava &lt;i&gt;certo&lt;/i&gt;. Ele não podia vê-la só de toalha!!! Ela era a D., control freak, workaholic, que vivia batendo os saltos por aí e vestindo aquelas saias no joelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E ele queria que a toalha caísse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“Jesus” – pensou, chutando novamente o rodapé. – “Qual é o meu problema?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ensaiou mentalmente o que ia dizer para D. quando ela finalmente saísse do quarto. Isso se ela saísse do quarto. Será que ele deveria ir embora? Não. Como iria encara-la na segunda feira se fosse embora? “É, eu fui embora da sua casa porque te vi de toalha e fiquei sem graça”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Bom, pelo menos ela ainda estava de toalha. IMAGINA se os desejos sórdidos dele sobre a queda da toalha fossem atingidos, que CONSTRANGEDOR. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Talvez fosse melhor ele manter uma distancia segura de D. até o fim dos trabalhos. Não queria perder o prazo por causa disso. &lt;i&gt;DISSO.&lt;/i&gt; Ele não quis nomear aquelas sensações estranhas. Na verdade, estava &lt;i&gt;apavorado&lt;/i&gt; por aquelas sensações estranhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Talvez ISSO explicasse porque ficou parecendo um idiota quando ela saiu do banheiro enrolado numa toalha. Pelo amor de Deus, como se nunca tivesse visto uma mulher de toalha antes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O problema em específico era ver &lt;i&gt;aquela&lt;/i&gt; mulher de toalha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E não só porque ela era sua amiguinha de trabalho, a quem ele devia respeito e tudo mais. Mas especialmente porque ela despertava esse lado &lt;i&gt;RIDÍCULO &lt;/i&gt;dele. Esse lado mulherzinha de &lt;i&gt;sentimentos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Chutou o rodapé de novo. “Puta que pariu, &lt;i&gt;sentimentos&lt;/i&gt; não. Sentimentos são uma PÉSSIMA idéia, Eduardo”. – pensou com si mesmo. – “Você viu no que isso deu da última vez”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tinha acabado de chutar o rodapé quando ouviu-a pigarrear atrás dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;D. assistiu Eduardo chutar o rodapé do canto da sala, cabisbaixo e com muita força. Alguém parecia chateado. Ou talvez ele estivesse &lt;i&gt;perturbado &lt;/i&gt;com o que viu. Oh céus, espero que ele não esteja pensando que terá pesadelos com a visão dela de toalhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Se for isso, ela terá que chuta-lo para fora de casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Ah... – ela diz, tentando chamar sua atenção. Ele se vira num sobressalto e ela assiste suas sobrancelhas subirem enquanto ele analisa o que ela está vestindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Achou que não tinha problema vestir um short, levando em consideração que ela não tinha deixado muita coisa para imaginação quando saiu desfilando de toalha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E ela tinha GRITADO. Por Deus, GRITADO!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Agora que eu já estou devidamente vestida, quem você disse que tinha ligado? – perguntou, tentando fazer piada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Olha, isso vai parecer estranho. – ele disse, com uma risada presa. – Mas no visor estava escrito tamagoshi. Achei estranho, mas a casa é sua no fim das contas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;D. começou a rir. Eduardo não entendeu a razão, mas acabou rindo também. Depois ela explicou que se tratava de uma amiga, que tinha esse apelido desde os tempos de colégio e ela nem lembrava mais porque. “Provavelmente foi coisa da mika”, ela disse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como se isso explicasse muita coisa para ele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Com o incidente da toalha devidamente ignorado, os dois voltaram ao trabalho. Ou pelo menos, foi isso que eles tentaram fazer. Nenhum dos dois tinha muita concentração sobrando. Especialmente quando se uniam para enxergar a idéia no único computador na sala, o de D. E quando Eduardo passava a mão muito perto dela para apontar alguma coisa na tela, ou acabava falando tão perto que ela sentia o calor do seu hálito nas costas do seu pescoço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Obviamente tentaram manter a distancia formal, mas era difícil quando só se tinha um computador e a lembrança constante de um momento de intimidade não esperado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tão não esperado quanto a visita dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-8673423760505228380?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/8673423760505228380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/07/youre-so-lucky-im-around-parte-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8673423760505228380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8673423760505228380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/07/youre-so-lucky-im-around-parte-9.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around - Parte 9'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-5742632278473937704</id><published>2011-07-25T23:54:00.000-03:00</published><updated>2011-07-25T23:54:49.329-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto pra d.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the who'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You're so lucky I'm around - Parte 8</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:DoNotOptimizeForBrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Chocada com a aparição repentina de Eduardo na porta de casa, quando ela estava literalmente babando sobre o trabalho, D. correu para dentro do banheiro para fugir daqueles olhos ridiculamente conhecidos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O grande problema desse escape foi justamente a parte dele não ter sido previamente planejado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E é assim que D. se vê trancada dentro do banheiro, com nada além de uma toalha feopulda defendendo-a do mundo lá fora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Merda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como pode ser tão relapsa? Esquecer desse detalhe tão importante! ROUPAS. Que droga! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas também, quem pode culpa-la? Não tem o hábito de carregar as roupas pro banheiro, a não ser em dias extremamente frios. Mora sozinha e o quarto dela está a um passo do banheiro, as portas são opostas e separadas por um mísero corredor estreito...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Que desemboca na sala.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Aliás, que desemboca bem de frente pro sofá da sala.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sofá que Eduardo estava sentado confortavelmente antes dela entrar no banho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ou seja, por alguns segundos, enquanto ela dá um passo até seu quarto, Eduardo teria uma visão pouco ortodoxa dela atravessando o corredor enroladinha numa toalha branca e com os cabelos pingando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Qual será a credibilidade dela depois disso? Como ela vai poder convence-lo de suas idéias sabendo que aqueles olhos marotos e conhecidos dele já a escanearam vulnerável? DE TOALHA?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Bom, ela sempre pode pedir para que ele vire de costas por um momento. Mas talvez ele se sinta ofendido por tal pedido. Como se ela não confiasse no fato de que ele não ia dar uma olhadinha... Talvez ela não confiasse mesmo, mas ele não precisava saber disso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não tinha escolha. Girou a tranca tentando não fazer barulho e a maçaneta vagarosamente...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Um passo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Só precisava dar um passo longo e estaria na segurança de seu quarto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Colocou os dedinhos do pé pra fora e arriscou um olhar para sala. O corredor estava vazio, assim como o sofá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Deus existe! Talvez Eduardo tenha ido buscar alguma coisa na cozinha ou olhar a vista da janela. Pouco importa! O importante era que ele não estava a vista e que ela podia dar seu único passo em paz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Virou-se na direção do quarto quando reparou numa sombra bizarra proveniente do seu outro lado. Do outro lado do corredor, que dava no escritório e não na sala. Gelou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Eduardo ficou sem reação quando viu D. sair do banheiro. Ele realmente não queria estar ali. Desejou fazer um buraco no chão de tão constrangido que ficou...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Especialmente porque ele não conseguia tirar os olhos daquela toalha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E a parte pouquíssimo racional dele estava querendo muito que ela caísse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que era inadmissível. Ele não podia ter desejos sórdidos com a amiguinha de trabalho. Primeiro porque ele não a conhecia a tempo o bastante e segundo porque ele tinha essa incrível capacidade de merdar qualquer tipo de relacionamento que se metia, mesmo que puramente carnal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que certamente não era o caso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Certamente aquela pessoa enrolada na toalha mexia com ele em muitos outros níveis além do carnal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O que voltava a não fazer sentido, porque eles só se conheciam há uma semana. Uma semana de contato direto, mas ainda assim só uma semana. Que tipo de outros níveis poderiam estar remexidos se não o seu nível mais animalesco?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele não entendia como, nem porque, mas aquele fascínio não era normal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white; font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- AHHHH! – D. gritou de susto assim que viu que era Eduardo que estava em seu lado, estático, segurando o telefone sem fio na mão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;- Ah, seu tamagoshi ligou. E ah, mil desculpas. Eu ah, vou, ah.. ali. – Eduardo disse, estendendo o telefone para a garota que não conseguia se mover um milímetro. Vendo que ela não estendeu a mão para pega-lo, ele continuou segurando. – Ah, acho que você pode ligar mais tarde quando tiver, ah, uma roupa. Eu vou ah, ficar na sala. Desculpe. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eduardo virou as costas para D, quase correndo na direção da sala, cabisbaixo. Ela pulou pra dentro do seu quarto e bateu a porta com força. Encostou-se contra ela e respirou fundo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“PUTA QUE PARIU, MURPHY MALDITO!!!!!!!!”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nesse exato momento, sua toalha caiu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;****************************************************&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-5742632278473937704?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/5742632278473937704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/07/youre-so-lucky-im-around-parte-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/5742632278473937704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/5742632278473937704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/07/youre-so-lucky-im-around-parte-8.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around - Parte 8'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7715797739053289579</id><published>2011-04-21T20:21:00.000-03:00</published><updated>2011-04-21T20:21:01.229-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto pra d.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='the who'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You're so lucky I'm around - Parte 7</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Era sábado a noite finalmente e D. tinha dispensado o convite de suas amigas para um bar ameno para colocar o trabalho em dia. Tinha muito pra fazer e apenas mais uma semana pela frente. Com o pequeno netbook no colo, ela mexia tentando terminar aquele bendito banner de uma vez por todas... Mas faltava a frase de impacto. Estava difícil de pensar em uma de fato propícia. Morgada no sofá, buscava manter os olhos atentos ao trabalho, mas estava muito cansada, tudo muito difícil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;O copo de café estava apoiado na mesa de centro, a uma distância mínima de um braço. Nem se lembrava mais do momento que se tornara viciada em café, mas agora ter sempre um copo por perto era hábito. As palpebras pesando, o pequeno mouse trabalhando sem interrupção. O tic/tac do relógio constante e o medo de D de checa-lo e descobrir que as horas já estão muito avançadas e que ela ainda não fez realmente quase nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Em algum momento da noite, D. acabou se deixando descansar pelo que ela acreditava ser 5 minutos. Ela nunca saberá quanto tempo realmente dormiu, mas se lembrará das circunstancias que acordou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;A campainha tocava impacientemente. Ela finalmente ouviu e acordou num salto, quase derrubando o computador. Chocada, andou até a porta, se perguntando se devia ou não abri-la a essa hora da noite. Que horas eram? D. olhou rápido para o relógio: ainda eram 10:30! Por outro lado, já tinha se passado 7 horas desde que ela sentou naquele sofá. Que lindo sábado a noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;D. girou a maçaneta da porta. Será que era C brigada com Bernardo de novo? Ou talvez R tentando convence-la, já meio bebada, a sair pra night-pós-barzinho-ameno com ela e Isa? Uma coisa é certa: D. esperaria até o amigo MAIS remoto, mas nunca esperaria que fosse...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;- Eduardo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;Ele abriu a boca para dar alguma justificativa. Estava de jeans, o all star vermelho velho e uma camisa preta, clássica. Dani gaguejou alguma coisa mas Eduardo começou a rir alto antes que ela pudesse organizar os pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;- Alguém andou dormindo em cima do trabalho, hein?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;- Só se for você. - D. se defendeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;- Sei. Seu cabelo me diz outra coisa. E sua roupa bagunçada. - continuou. - Ou você dormiu ou você... - os olhos dele se arregalaram com a ideia - Estou interrompendo alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;- EDUARDO! - D. leu seu olhar maroto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;"&gt;- O que? Foi uma pergunta baseada nos fatos! - deu de ombros. - Se não estou interrompendo nada além do seu sono, posso entrar? Preciso te mostrar umas coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;D. o encarou descrente, procurando por uma pasta ou algo que indicasse que ele estava REALMENTE ali pelo trabalho e não para bagunçar seu coração, além das roupas e cabelos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Pen drive. - ele respondeu ao olhar inquisitivo, puxando um do bolso. -Eu sei que está tarde, mas é realmente importante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- OK. - D. apontou pra dentro de casa com o braço. - Pode entrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Imagina se eu fosse um vampiro que nem esses que você lê. - ele riu, entrando. - Eu teria conquistado mais um território.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- OI?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Andei fuxicando sua bolsa. - ele deu de ombros. - Desculpe, você deixou ela aberta bem na minha cara um dia desses. Foi sem querer. Meu lado investigativo falou mais alto. Não mexi em nada, mas o livro estava lá aparente. Mas relaxa, eu não sou um vampiro. Não conquistei mais um território.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Isso não é WAR, você sabe. - defendeu ela, meio rude. Chocada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Ih, que mau humor. - ele sentou-se no sofá, os olhos dele passando pelos detalhes da sala. - Posso conectar o pen drive aqui?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Pode. - D respondeu, estranhando um pouco aquela presença masculina no meio da sala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;Qual foi a última vez que algum homem além do seu pai, dos seus ex e dos namorados das suas amigas esteve sentado ali?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;Sacudiu a cabeça quando não soube dizer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;-Se importa se eu tomar um banho enquanto você arruma as coisas aí?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Sem problemas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Promete que não vai morder ninguém nesse intervalo de tempo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Vou fazer o possível. - respondeu-lhe, com um sorriso brincalhão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;D. se trancou no banheiro rapidamente. O coração batendo forte por não ter a situação sobre controle. Odiava essa sensação. Ligou a água quente e esperou um pouco. Respirou fundo evitando pensar de mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;Enquanto isso, do lado de fora, Eduardo olhava os livros na estante. O do Stephen King chamou atenção. Pra quem gosta de Diários do Vampiro, até que a menina ainda tinha se salvado. Desceu os olhos pros CDs... Kings of Leon, Green Day, One Republic, The Fray, Fall Out Boy, Franz Ferdinand, Muse, Paramore, Maroon 5, Foo Fighters, AC/DC, Coldplay e AH, THE WHO. Ele até ignorou os cds dos Beatles que estavam ali também. Ela curtia The Who e ele, inevitavelmente, a curtia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;O telefone começou a tocar. Eduardo pulou com o susto. Leu o identificador de chamadas. Era alguém chamado tamagoshi. Oi? Eduardo dividiu-se: não sabia se atendia ou se deixava tocar. Correu na direção do banheiro para gritar por trás da porta e pedir instruções. Quando estava chegando perto dela, no entanto, ouviu D. cantar lá de dentro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- I'm not sure who I'm looking for, I'll know it when I see you. Until then, I'll hide in my bedroom, staying up all night just to write a love song for no one.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;Eduardo se escorou na parede ao lado da porta. Até se esqueceu do telefone tocando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- I'm tired of being alone, so hurry up and get here. So tired of being alone, so hurry up and get here.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;E aquilo soava tão tentador. Eduardo tinha vontade de falar pra ela que ia. De pegá-la entre os braços e dizer que ela não precisa mais procurar por alguém. Era ele. E ele estava ali.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- Hurry up and get here. mmmh, mmmh, mmh mmh...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;O barulho de água cessou e Eduardo se assustou de novo. Especialmente porque percebeu que estava cantarolando baixinho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif;"&gt;- You'll be so good. You'll be so good for me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-7715797739053289579?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/7715797739053289579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/04/youre-so-lucky-im-around-parte-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7715797739053289579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7715797739053289579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/04/youre-so-lucky-im-around-parte-7.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around - Parte 7'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-1441813164546047912</id><published>2011-04-11T18:25:00.002-03:00</published><updated>2011-04-11T18:25:34.231-03:00</updated><title type='text'>You're so lucky I'm around - Parte 6</title><content type='html'>Murphy faz daquela semana “A” sua semana. As coisas andam bem diferentemente do que os dois haviam planejado, mas uma coisa é certa: eram melhor companhia do que imaginavam. Sim, D. queria matar Eduardo as vezes, especialmente quando ele queria colocar alguma coisa que não tinha o menor cabimento no projeto e sim, Eduardo achava que D. era chatinha demais, controladinha demais, centradinha demais... Mas ninguém podia negar que eles faziam uma boa dupla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda feira, o computador de Eduardo dá pane. Por sorte a agencia tem laptops para emprestar para os funcionários e por mais sorte ainda, D. o obrigava a fazer backup DA VIDA em seu pen drive constantemente. Ou seja, não tiveram grandes perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta-feira o carro da D. quebra. Ela chega morrendo de calor dentro daquele terninho e sentindo como se estivesse cheirando a ônibus lotado, que foi o que ela teve que tomar para chegar a agencia. Depois de caçoar da cara dela, Eduardo até parece preocupado com o fato do carro dela ter quebrado, mas ela garante que já tinha o mandado para a oficina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só vou ter que encarar o ônibus lotado de volta para casa. – diz num tom de brincadeira apesar da preocupação ser muito tangível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu te levo. – Eduardo responde, sem tirar os olhos do laptop antigo emprestado pela empresa. Sente os olhos de D. queimando sua nuca. – O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério? – ela pergunta, meio chocada com ele ter se oferecido para tal serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, estou brincando. – ele revira os olhos. – Claro que é sério, por que não seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada, isso seria ótimo. – ela sorri. Pela primeira vez desde que eles começaram a trabalhar juntos teve vontade de dar-lhe um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, talvez não realmente a primeira vez. Mas é a primeira vez que admite pra si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do dia, os dois dividem o carro. D. está um pouco incomodada naquele banco da frente, sem saber o que fazer com as mãos. Toda vez que a mão dele roçava na perna dela para colocar a ré e sair da vaga ela tinha problemas em concentrar-se para responder suas perguntas amenas... Sobre o tempo, sobre o transito, sobre como não se fazem mais carros como antigamente... Fingers trace your every outline, paint a picture with my hands.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava se apaixonando por aqueles dedos, pela maneira como ele parecia compenetrado ainda que fizesse tudo aquilo de forma displicente, enquanto mantinha uma conversa com ela. Ela sentia o estomago embrulhar de agonia toda vez que Eduardo fazia um movimento mais brusco, ou olhava na direção dela por um segundo para rir de alguma coisa ou fazer uma piada. E quando paravam no sinal e ela ficava olhando para frente, buscando o horizonte e fugindo dos olhos dele, ainda assim podia sentir os olhos dele sobre ela, esperando que ela se entregasse mais prontamente a conversa. Mas ela tinha medo de olhar. Yet I'm afraid of falling in love, the joy the pain that love can bring.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo estava se sentindo quase frustrado pela falta de participação na conversa por parte da freeryder que estava levando para casa. Ele tentava desesperadamente chamar a atenção emendando uma conversa na outra, mas ela nunca demonstrava grande interesse. Talvez ela não tivesse grande interesse nele, ponto. Mas eles vinham trabalhando tão bem, discussões a parte. Ele adorava as ideias inovadoras dela e continuava adorando a maneira como seus olhos ficavam ainda mais minguados quando estava chateada com alguma coisa ou examinando uma ideia mais a fundo. Ela era definitivamente difícil de ler. Kind of woman that want you but don’t need you. E ele não tinha nem certeza se ela a queria. Aparentemente não, ou pelo menos ela seria mais participativa nas suas tentativas fail de puxar assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. apontou o prédio e Eduardo encostou. Despediram-se por alto ainda meio sem saber como encarar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até amanhã. – D. disse, com a mão na maçaneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- D... – ele respondeu querendo dizer mais um monte de coisas, mas sem conseguir nem mesmo organizar seu pensamentos. – Até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorri pra ele, então sai do carro e bate a porta com força. Depois, praticamente corre para dentro do prédio, para a segurança de sua casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-1441813164546047912?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/1441813164546047912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/04/youre-so-lucky-im-around-parte-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/1441813164546047912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/1441813164546047912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/04/youre-so-lucky-im-around-parte-6.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around - Parte 6'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7225855112493468172</id><published>2011-03-20T21:54:00.000-03:00</published><updated>2011-03-20T21:54:27.880-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto pra d.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You're so lucky I'm around - Parte 5</title><content type='html'>-&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt; Terminou, é? – D. pergunta quando já está empoleirada ao lado da amiga no sofá, e ambas estão servidas de uma xícara. A de C. tem chá, a de D. coca-cola. Não que a amiga soubesse disso. – Quer me contar os detalhes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Ah sim, por favor. Preciso desabafar. – C. quase grita, com aqueles olhos naturalmente esbugalhados. – Não é que eu não o ame, entende?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sei. – D. ri consigo mesma de novo, bebericando o sua coca aos poucos, como se tivesse medo de queimar a língua. O hábito da xícara. – Mas...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Mas nós somos TÃO DIFERENTES. É difícil ter uma droga de um relacionamento de longo prazo quando ele fica me enchendo o saco porque quer casar, porque quer ter cinco mil filhos e QUER DAR NOME PARA ELES. – ela olha na direção de D chocada, como se ele estivesse falando que quer começar uma revolução neonazista. – Nós temos metas diferentes da vida e as perseguimos separadamente, sabe? E eu estou cansada de brigar sobre o futuro. E sobre tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sei. – D responde novamente, sem saber muito bem o que comentar. C. sempre teve um pouco de problemas com essa toda de comprometimento a longo prazo. E lá ia ela estragando uma coisa fofinha como ela e Bernardo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Antes que D pudesse respirar fundo para começar a dar um pseudo sermão na amiga, o celular de C. começa a tocar. Beatles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;To lead a better life I need my love to be here...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os olhos de C. se enchem de lágrimas enquanto ela puxa o celular do bolso. Está prestes a clicar em cima do botão de ignorar a chamada quando D. puxa-o da mão dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Qual é o seu problema? – pergunta D, olhando o visor que acusa ser Bernardo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Here, making each day of the year, changing my life with a wave of her hand. Nobody can deny that there’s something there.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Ele tem ligado desde que brigamos pra valer. Um milhão de vezes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- E você não vai atender eventualmente? - D. encara a amiga chocada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;There, running my hands through her hair, both of us thinking how good it can be, someone is speaking but she doesn’t know he’s there.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Não estava nos planos. – C. continua com aqueles olhinhos de Dori brilhantes, como se quisesse MUITO atender, mas não quisesse dar o braço a torcer por orgulho barato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;(…) But to love her is to need here everywhere, knowing that love is to share, each one believing that love never dies, watching her eyes and hoping I’m always there.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O celular para de tocar. As duas se encaram no silencio. C desvia o olhar, sem saber no que pensar. Dani sacode a cabeça, pensando no que fazer com essa amiga cabeça dura. Antes que ela possa abrir a boca o telefone toca de novo e dessa vez, antes de C começar a reclamar de novo, ela atende o telefone.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Oi Bernardo, é a D., tudo bem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- D!!!! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO??? – C. pula do sofá e tenta alcançar o celular da mão da amiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. começa a se distanciar dela enquanto ouve Bernardo mimimizar do outro lado da linha. Ela para de andar, aponta pra C, faz sinal de silêncio na frente dos lábios e depois clica no botão do viva voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- ... então você desculpa te fazer de mensageira, mas é que ela não me atende e não me escuta de jeito nenhum e eu preciso muito que ela saiba de várias coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sei. – D. responde perto do bocal para que ele não perceba o viva-voz. – Pode falar que eu falo com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Bernardo começa a se embaralhar nas palavras. Pede pra D. editar essa parte confusa. Na verdade, ele não conseguia expressar o que sentia em palavras, nunca foi muito bom com elas. Não a toa era um ótimo engenheiro. Mesmo assim depois de gaguejar algumas coisas sem sentido, ele começou a dizer pra D. que não tinha nem noção de como precisava de C. até que ela foi embora e que ela também não tem noção disso. Se desculpou por ter dito um monte de coisas ridículas, mas disse que sempre diz um monte de coisas ridículas e que brigam feio, mas sempre achou que tinha um amor maior que tudo isso que os trazia de volta. “Ainda acho, mas eu tenho medo de que ela não ache mais”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. ouve com cuidado. Não diz uma palavra para não atrapalhar o discurso de Bernardo, que pra quem suspostamente mal sabe escrever o próprio nome de tão ruim que é com palavras, estava se saindo muito bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Aí eu tou aqui em casa, olhando para a parede e tentando pensar em alguma coisa que eu possa fazer para lembra-la que o lugar dela também é aqui, olhando para a parede comigo e discutindo sobre todos os possíveis temas da vida, porque eu posso falar as bobagens que eu penso e ela compartilha das minhas bobagens e tudo acaba em risos e suspiros sobre as complexidades da vida. – ele mesmo dá um suspiro. Complexa essa vida marota! - Eu sinto muito por tê-la forçado a tomar decisões e por a ter pressionado para casar comigo de uma vez. Mas D, não é assim que as coisas funcionam num relacionamento? São anos já! Será que você pode avisar pra ela que isso é tudo mega paliativo e só pros meus pais, e os pais dela, diga-se de passagem, pararem de encher o saco? Com casamento, sem casamento, com filhos ou sem filhos, com crianças adotadas ou não, eu só quero passar o máximo de tempo que eu conseguir com ela, porque ela ainda é em muitos aspectos aquela mesma menina tímida que se escondia atrás do cabelo na hora de apresentar um trabalho na faculdade, por quem eu me apaixonei aos poucos e agora não consigo mais imaginar uma vida sem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D encara o celular em suas mãos. Está com medo de levantar os olhos e não aguentar conter lágrimas. Que fofos, que lindos! Se ela fosse um padre casava-os no ato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Não sei se vou conseguir lembrar disso tudo. – D. consegue juntar forças para fazer uma piadinha. – E, sabe, você devia fugir pra casar com ela, aposto que ela ia gostar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;C olha pra D com um sorriso maroto no rosto, rindo das discussões que elas e R, Nina, Isa e outras tiveram sobre o suposto casamento dos sonhos. Naquela época, C. defendia que se casar, estraga. Na atual circunstância ela já não tinha mais tanta certeza assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Então faz o seguinte, só diz: &lt;em&gt;“Please remember how I feel about you. I could never really live without you. So, come on back and see just what you mean to me. I need you.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- É Beatles. – C. silaba, seus olhos brilhando absurdamente, mas ela era metida a machona demais para chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- É Beatles? – D pergunta alto demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- É sim. Algo que eu aprendi a gostar por causa dela. – Bernardo responde. – Você pode fazer esse favor pra mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Ela já fez. – C. diz em voz alta. – Eu ouvi tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Er, C? – Bernardo gagueja, um pouco confuso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Viva-voz – D explica, sorrindo pra amiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Desculpa, C. – Bernardo continua. – Você é muito imprevisível às vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Pelo menos você sabe que passar o resto da vida comigo não vai ser monótono. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. olha para amiga chocada com a afirmação. Depois sorri. Era bom que finalmente eles dois se acertassem de vez, tinham mesmo uma relação meio turbulenta, quase tensa. E como Bernardo bem disse, um amor maior que tudo isso. &lt;em&gt;“God only knows how much I’d love you if you’d let me but I can’t break through it all. (…) I sweart to god we’re going to get it right, if you lay your weapon down”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Olhando a amiga sorrir ao telefone, D. começou a sentir falta de ter alguém para brigar e se reconciliar de vez em quando. Instintivamente lembrou-se de Eduardo. Enquanto guarda as xicaras de volta na cozinha, se questiona o que ele estaria fazendo. Fica chocada ao perceber que mal pode esperar para vê-lo de novo no dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;*******************************************************&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-7225855112493468172?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/7225855112493468172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/youre-so-lucky-im-around-parte-5.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7225855112493468172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7225855112493468172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/youre-so-lucky-im-around-parte-5.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around - Parte 5'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-9156718454121623956</id><published>2011-03-19T20:29:00.001-03:00</published><updated>2011-03-19T20:30:22.705-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto pra d.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You're so lucky I'm around - Parte 4</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Preso no transito no caminho para casa bem na Praça 15, Eduardo agradece não morar mais na cidade do sorriso, &lt;em&gt;also know as&lt;/em&gt; Niterói. Maldito tempo que ele tinha que se deslocar de onde Judas fez calo no pé para resolver a vida no Rio de Janeiro, ou apenas sair de noite. Triste. Bendita foi a hora que ele resolveu prestar vestibular de novo, se livrar daquela faculdade de Turismo no Rio. Por mais que ele gostasse de turismo, ele sabia que seu destino era Publicidade. E, além disso, não valia a pena se deslocar da putaquepariolândia de manhã muito cedo quando a UFF estava logo ali do lado e com o curso que ele sempre sonhou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Barcas &lt;em&gt;never again&lt;/em&gt;. Ônibus lerdos &lt;em&gt;never again&lt;/em&gt;. Agora quando tinha que ir a Niterói visitar os familiares fazia de carro e nos horários mais inóspitos daquela ponte. A conhecia bem o suficiente para saber quando ela estaria razoavelmente vazia, pouco engarrafada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Agora faltava só descobrir um caminho alternativo para ir para casa, sem necessidade de se embaralhar no meio desse transito caótico, cheio de ônibus e motoristas estressados, além de trabalhadores que se amontoam no ponto de ônibus, rezando para que o que esperam apareça logo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eduardo só chega meia hora depois. Estaciona o carro na frente da sua casa e sobe os degraus quase saltitante. Nada como voltar para o lar depois de um longo dia de trabalho. Vira a chave com um sorriso no rosto e acende a luz antes de fechar a porta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É, sua casa andava um pouco bagunçada. Desde que ele havia terminado com Carolina a casa não via nem de longe a cor de uma vassoura. Ele riu consigo mesmo, tirando os all star pretos surrados. O que ele precisava era de uma faxineira não de uma nova namorada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não que Carolina fosse realmente uma namorada. Ela, coitada, achava que era. Mas ela era apenas alguém pra esquentar a cama. A verdade verdadeira era que Eduardo não era realmente &lt;em&gt;O &lt;/em&gt;cara para se ter um compromisso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ou pelo menos &lt;em&gt;todos&lt;/em&gt; os relacionamentos que ele estragou mostravam isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ele largou a mochila em cima da mesa da sala, em cima de uma pilha de cartas e próxima a uma pilha de papeis do trabalho. Tudo fica ainda mais bagunçado, mas ele evita pensar nisso. Anda na direção do banheiro, sentindo o chão de pedra frio mesmo estando de meias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eduardo colocava seu histórico ruim de relacionamentos no seu anseio por liberdade, na sua vontade de ficar sem amarras, sem ter necessidade de decorar datas que supostamente são importantes e todo esse blablabla que um relacionamento impõe a alguém. O que ele não queria encarar era o fato de que ele tinha medo de se apaixonar por alguém. Ele já tinha passado por isso uma vez e ele não ansiava por repetir a experiência. Gostar de alguém significa se tornar vulnerável e isso acaba significando no longo prazo uma péssima ideia e um coração partido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas ele era homem e evitava assumir isso tudo para alguém. Até para ele mesmo. &lt;em&gt;“And I’ve always lived like this keeping a comfortable distance”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ele deixa a água esquentando enquanto corre no quarto para jogar a roupa do corpo em uma pequena pilha que está ali há algum tempo e pegar uma bermuda qualquer. Uma das coisas boas de não ter nenhuma mulher reclamona em casa era poder andar só de samba-canção por aí sem ser repreendido. “E os vizinhos? E se alguém vir? E se aparecer uma visita inesperada?” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Só que isso não compensava a casa minimamente arrumada. AGORA ele teria vergonha de receber uma visita inesperada. Não pela cueca, mas pela confusão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Antes de entrar no banho anota num papel e coloca em cima da mochila. “Urgente: procurar empregada!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É só quando a água quente toca seus ombros que ele não consegue mais controlar seus pensamentos para mantê-los longe da sua nova companheira de trabalho. Pensar nela não era uma boa ideia. Tinha sido uma tarde ótima, discussões a parte. E terninhos a parte também. A maneira como ela andava arrumadinha e aquele salto batia contra o chão de madeira do escritório deixava Eduardo maluco. E não de uma maneira boa, como muitas outras coisas da nova companheira de trabalho o deixavam. Ela tinha aquele olhar estreito naturalmente, mas ainda mais estreito quando ele reclamava de alguma coisa. Também tinha aquela mania de apertar os lábios enquanto pensava, no caso, sobre o planejamento deles. E ela era inteligente. Tipo, muito. Por mais que ele tivesse insistido sobre o fato dos 14 dias serem tempo demais ela conseguiu convence-lo a preencher todos eles no cronograma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mesmo que ele ainda achasse que era muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas o que mais o deixava maluco quando pensava na nova parceira era como ela parecia familiar. Por mais que ele tentasse imaginá-la em algum momento de sua vida, era em vão. Talvez fosse só impressão. Se já a tivesse conhecido antes, COM CERTEZA se lembraria. D. não lhe pareceu alguém fácil de se esquecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ao se enrolar na toalha, Eduardo está um pouco transtornado. Surpreso, talvez essa seja a palavra perfeita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;“Baby I’m a man and maybe I’m a lonely man who’s in the middle of something that he doesn’t understand. Baby, I’m a man and maybe you’re the only woman who could ever help me. Baby, won’t you help me to understand?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Confuso, Eduardo só consegue pensar que serão longos dias. E não pelos motivos que D. tinha pensando a mesma coisa um pouco mais cedo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;**********************************************************&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-9156718454121623956?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/9156718454121623956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/youre-so-lucky-im-around.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/9156718454121623956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/9156718454121623956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/youre-so-lucky-im-around.html' title='You&apos;re so lucky I&apos;m around - Parte 4'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7645138061714173758</id><published>2011-03-18T19:04:00.000-03:00</published><updated>2011-03-18T19:04:40.204-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto pra d.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You are so lucky that I'm around - Parte 3'</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Dirigindo de volta para casa, D. não consegue lembrar de onde já conhecia Eduardo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;“Talvez de uma palestra? Um meeting de publicitários? Um encontro da própria empresa? Da festa de Natal! Não não... Não fui à festa de Natal. Da faculdade. Ele deve ser da PUC. O MUNDO INTEIRO faz PUC. Provavelmente é da PUC. É. É. Vou perguntar pra ele onde ele estudou e vou descobrir que nós fizemos uma ou duas matérias juntos. É. Com certeza ele é da PUC.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Um pouco mais aliviada com sua suposta descoberta, D. consegue tirar um peso das costas. Um dos cinquenta mil que costuma carregar. Dias corridos, pouco tempo para descansar. Vinte e seis anos. Quase vinte e sete. E o único pilar que vai realmente bem na vida dela é o profissional. Sendo vice-diretora de criação na empresa, ganha bem o bastante para se permitir trabalhar em outro âmbito por puro hobbie. Jornalismo turístico. D. tem uma coluna numa famosa revista turística e escreve sobre os lugares mais magníficos e os novos hotéis que vão abrir... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sem nunca ter ido a nenhum deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ela finalmente chega em casa. Estaciona o carro e aperta incessantemente o botão do elevador até que ele chega. D. tem pressa em tirar o sapato bicudo. Ri consigo mesma por um dia ter dito pras amigas da época de colégio que sonhava em trabalhar usando terninho. Há. O que ela não daria por um all star agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Abre a porta de casa rapidamente e encara o silêncio. Tenta evitar os pensamentos solitários enquanto joga a bolsa em cima da mesa e acende o interruptor. Agora o vazio a encara, além do silêncio. Aos 26 anos já esperava ter ao menos um namorado que amasse, que eventualmente poderia vir a se tornar um noivo. Ou melhor, um “ajuntado”. Casar pra quê? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mas aos 26 anos tudo que ela tem é uma carreira maravilhosa. O que, para ela e para muitas, é suficiente. Mas poderia ser melhor se houvesse alguém para compartilhar os momentos de tensão e os de alegria. Sacode a cabeça para espantar os pensamentos do gênero. “Estou parecendo um padre com toda essa coisa do na alegria e na tristeza”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ela tira os sapatos com um sorriso de satisfação no rosto. Sacode os dedinhos do pé, gratos por terem parado de ser espremidos. Não é como se ela nunca tivesse tido um namorado. Teve alguns, até. E um ou dois casos de única noite, influencias dos términos de seus romances que nem sempre foram agradáveis. Mesmo assim, D guardava boas recordações de todos eles. Foram especiais na época.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Encara a pilha de trabalho em cima da sua mesa, enquanto liga o computador. Coloca o pen drive dessa missão especial no topo de todos aqueles livros e papeis. Olha o calendário. O prazo para o envio para a revista da matéria sobre St. David’s, a menor cidade da Inglaterra estava se esgotando e ela ainda nem tinha feito a pesquisa, muito menos esboçado um rascunho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Xinga baixinho em chinês de novo, meio confusa sobre que rumo tomar. Por onde começar o trabalho? Pra onde seguir na vida? &lt;em&gt;When you try your best, but you don’t succeed, when you get what you want but not what you need...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Decide tomar um bom banho para esfriar a cabeça e lavar a alma. Aos 26 anos ela tem mesmo uma carreira maravilhosa. Estressante, mas maravilhosa. Não trocaria o que está fazendo por nada. Assim que coloca o pé dentro do box, a campainha da sua casa toca. Meio pingando e enrolada na toalha, D. sai na ponta dos pés para perguntar quem é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- Sou eu, amiga!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;D. se esconde atrás da porta, mas abre-a com um sorriso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- O que aconteceu? – pergunta, ao ver o rosto enfurecido da amiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- Terminei com o Bernardo. – C. responde, entrando na casa da amiga. – E dessa vez é pra valer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;D. balança a cabeça descrente. Quantas vezes eles já tinham terminado pra valer? Muitas. Mas sorri de novo e pede pra amiga esperar cinco minutos enquanto toma um banho rápido. O trabalho ia ficar pra depois. Talvez houvesse poucas coisas pelas quais ela trocaria seu trabalho maravilhoso sem pestanejar, no fim das contas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;***************************************************************&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-7645138061714173758?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/7645138061714173758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/you-are-so-lucky-that-im-around-parte-3.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7645138061714173758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7645138061714173758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/you-are-so-lucky-that-im-around-parte-3.html' title='You are so lucky that I&apos;m around - Parte 3&apos;'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-5270145459923769332</id><published>2011-03-17T20:43:00.001-03:00</published><updated>2011-03-17T20:44:07.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto pra d.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>You are so lucky I'm around - Parte 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Não, a ideia foi minha. – ele responde com um brilho no olhar, quase como se buscasse aprovação da nova colega.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sei. – comenta, com o xingamento engasgado. – Bem, vamos precisar dar uma reorganizada nessa mesa, já que você pretende passar as próximas duas semanas nela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Ou menos. – ele fala entre dentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. respira fundo para evitar socá-lo com força. Xinga em chinês mais baixo do que o comentário entre dentes dele. Resolve fingir que não ouviu. O profissionalismo mandando lembranças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Então, já abri aqui os documentos do pen drive. – Eduardo comenta ao apontar pra tela do computador. – Vamos ter que nos dividir nessa dupla de criação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Como assim dividir? – D. pergunta conectando seu pen drive ao laptop e sentando ao lado do rapaz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sendo uma dupla de criação, temos que nos separar em diretor de arte e redator. – ele explica. – Quer dizer, pelo menos essa é a maneira clássica de fazer isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Que pena que eu não sou muito fã dessas coisas muito conservadoras. – D. responde com um sorrisinho. – Podemos fazer isso juntos, não vejo porque não. Primeiro focamos na redação e depois na arte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Obviamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sim, obviamente! – D. quase grita. Se é tão óbvio porque ele mesmo não falou isso ao invés de apontar uma segregação da dupla? – Podemos tirar hoje para analisar os detalhes do projeto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eduardo encara a jovem mulher como se estivesse desesperado. D. parece sentir o olhar queimar na sua pele, pois arrisca olhar de soslaio para confirmar que está sendo encarada. E ela não parece muito feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- O que? – indaga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- O dia inteiro só para “analisar os detalhes do projeto”? – ele frisa as aspas, evitando encará-la nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sim, é verdade que essa galera de olhos puxados tem olhos muito parecidos, mas os dela tem um charme especial. Um brilho diferente, algum tipo de lembrança...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Especialmente quando ela está zangada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Talvez isso explique porque ele adorava deixa-la irritada com seus comentários sobre a suposta lerdeza do projeto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Qual é o seu problema com a contagem do tempo? – D. responde, cruzando os braços. – Eu gosto de fazer as coisas com calma, para evitar erros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sei. E vida pra quê, né? Se podemos ficar um dia inteiro lendo três páginas do word um milhão de vezes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Como se os detalhes do projeto fossem só isso! – ela continua. – Como se não tivesse todo um background da empresa e tudo mais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Ah sim, aí já são outros 500. – ele dá de ombros. – Você não acha que a gente devia fazer algum tipo de cronograma? Assim é mais fácil de separamos o tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sim! – ela responde com um sorrisinho. – E assim você vai poder ver como os 14 dias vão ser necessários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Ou não. – ele volta a encarrar a tela do seu notebook com um sorriso vitorioso no rosto, enquanto observa pela visão periférica sua companheira bufar e olhá-lo descrente, de olhos apertadinhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele suspira baixinho, surpreso com esse turbilhão de sensações sem nome. &lt;em&gt;There’s something about the look in your eyes. Something I noticed when the light was just right. It remind me twice that I was alive and reminded me that you’re so worth the fight.&lt;/em&gt; “Sábio Incubus! Mas o que é isso tudo?”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;************************************************&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-5270145459923769332?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/5270145459923769332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/you-are-so-lucky-im-around-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/5270145459923769332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/5270145459923769332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/you-are-so-lucky-im-around-parte-2.html' title='You are so lucky I&apos;m around - Parte 2'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-810543365734527868</id><published>2011-03-16T20:38:00.003-03:00</published><updated>2011-03-17T20:44:39.452-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contro pra d.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old friends new lovers'/><title type='text'>Love can cure your problems, you're so lucky I'm around (The Who) - Parte 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Thousands of people live in this town&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;And I had to run into him&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;When I saw him there&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;On that busy street&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Those feelings came back again&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;There was no where to run&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nowhere to hide&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;He walked up to me and looked in my eyes...&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/reba-mcentire/401634/traducao.html"&gt;And Still&lt;/a&gt; - Reba McEntire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Oi Joana, pediu pra me ver? – D pergunta ao entrar na sala da chefa, meio distraída, pensando em mil coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Qual não é a sua surpresa quando percebe que Joana não está sozinha. Em uma das cadeiras na frente da mesa da diretora publicitária há um homem sentado. D. esgueira-se pra dentro, sem saber se o cumprimenta ou ignora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“Será que vou ser demitida? Mas meu Deus, o que foi que eu fiz de errado? Será que esse aí é meu substituto?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Sim querida! – Joana corta seus pensamento e D. dá um pulo com a resposta afirmativa. Seria demitida? Ela lê mentes? – Sente-se, por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. ocupa a cadeira vazia ao lado do homem desconhecido. Pergunta-se novamente se deve ou não dizer alguma coisa. Está com aquele vazio no peito, estômago embrulhado e mente ausente. Alguma coisa está errada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Er, bom dia? – arrisca dizer para o rapaz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele finalmente vira-se para encará-la e responde “bom dia” com um sorriso encantador no rosto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sorriso esse que congela o sangue de D. nas suas veias. Estranhamente conhecido. Doce mas com um fundo de marotice. Como se soubesse que sorrir daquele jeito a deixaria de joelhos meio fracos. Por sorte já está sentada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Gostaria de apresenta-los oficialmente. – Joana diz aos dois, com um grande sorriso nada doce no rosto. – D., esse é o Eduardo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. olha na direção dele de novo. Eduardo. Juntando o nome ao sorriso as pernas começam a ficar ainda menos firmes e a certeza de que ele não é um desconhecido aumenta. De onde, meu bom Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- O Eduardo veio transferido da nossa outra filial para esse projeto específico e eu preciso que vocês dois trabalhem juntos. – Joana continua, arrumando sua mesa como se tivesse TOC. – Você sabe D, querida, esse projeto é realmente grande, muito importante, preciso ter certeza de que tudo vai dar certo e no prazo perfeito. Por isso achei que você precisava de ajuda. Não dá pra fazer um projeto dessa magnitude sozinha em... Duas semanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. sente uma pontada no estomago, típica do estresse. DUAS SEMANAS? DUAS FUCKING SEMANAS? No que Joana está pensando? Antes que ela possa indaga-la sobre sua sanidade mental, Eduardo comenta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Não acha que é tempo demais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A pontada aumenta enquanto ela olha chocada na direção dele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;TEMPO DEMAIS? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Ah é, claro! – ela não consegue se conter. – Por que não buscamos fazer em tempo recorde e entrar no guiness book também?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É a vez dele lançar um olhar chocado na direção dela. Gagueja um pouco antes de começar a se defender.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Eu só quis dizer que se a gente se esforçar e fazer um trabalho bom dá pra terminar antes para que possamos fazer uma análise mais demorada e corrigir possíveis erros e imprevistos. Como Joana disse, é um trabalho muito importante e eu espero que você esteja levando-o tão a sério quanto eu estou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O QUE? POR ACASO ELE A HAVIA CHAMADO DE POUCO ESFORÇADA? DE RELAXADA? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“Que abuso! Serão duas longas semanas!” pensa D, enquanto revira os olhos para o novo colega de trabalho. Infelizmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Justamente por estar levando a sério que acho que não é tempo demais e você vai ver isso. – responde ela, confiante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Certo. – Joana interfere ao ver que a conversa não terminará tão cedo se não fizer isso. – Aqui estão os pen drives com os arquivos principais. O prazo é de duas semanas contando de hoje e eu preciso saber de todos os passos de vocês. Mandem-me quantos e-mails forem precisos. Todos os outros projetos de vocês estão suspensos por enquanto. Alguma dúvida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os dois negam com a cabeça, pegando os pen drives da mão da chefa. Seus dedos se tocam por um momento e D. segura o ímpeto de recolher a mão como se tivesse levado um choque. Não queria tocar no colega de trabalho que a deixava de pernas bambas. Precisava se focar no projeto especial e não em como ele parecia estranhamente familiar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Tudo bem então, podem ir. – Joana os libera. – Quer dizer, D., fique mais um segundo por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Eduardo levanta-se da cadeira, aperta a mão de Joana e agradece mais uma vez pela “confiança e oportunidade”. Depois estende a mão pra D. com um sorriso torto no rosto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Espero que façamos uma boa dupla.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela estende a mão de volta, com um sorriso escapando pelo canto dos lábios. As mãos dos dois se fecham num aperto de mão quente e estranho ainda que agradável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Eu também. – responde ela, puxando a mão de volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele se retira da sala e D. volta a se sentar de frente pra chefa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Só gostaria de esclarecer algumas coisas. – Joana aponta. – Primeiro: eu confio plenamente no seu potencial ou não teria te feito vice-diretora da sua área. Só chamei Eduardo porque eu realmente acho que esse projeto em especial tem um tempo muito curto para ser realizado por só uma pessoa. Não quero que você diga isso pra ele, mas você ainda é a líder. Ok? Ok. Segundo: não deixe ele te estressar como estava fazendo há poucos segundos aqui dentro. Ele é ótimo, também é vice-diretor da área na nossa outra filial, mas pode ser um pouco teimoso e cabeça dura. Sobre tudo. Espero que vocês dois convivam muito pacificamente, mas se não for o caso, espero que seu profissionalismo não permita que o projeto afunde por causa disso. E terceiro... Bem, não tem terceiro. Vai trabalhar querida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. ri da chefa antes de agradecer e sair da sala. Rodando o pen drive entre os dedos, caminha de volta para sua sala remoendo as palavras de Joana. “Pode ser um pouco teimoso e cabeça dura, né? Sei. Acontece que eu também sei ser teimosa se quiser. Ele que não tente me encher o sac-”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;D. não consegue terminar o raciocínio. Tem um grito preso na garganta, pois ao virar na porta da sua sala dá de cara com Eduardo sentado em uma cadeira ao lado da dela, vazia. A mesa enorme onde ela trabalha está toda organizada de forma diferente e na frente dele há mais um laptop.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Então, gostou? – ele ri para ela. – Organizei um pouco as coisas para nós dois cabermos bem aqui e fazermos brainstorming e tudo mais juntos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;SE ELA HAVIA GOSTADO? BRAINSTORMING? TUDO MAIS? O QUE SERIA TUDO MAIS? AI MEU JESUS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;- Você foi bem ligeiro, hein? – ela responde, tentando não transparecer sua fúria. – Não sabia que nós íamos dividir minha sala. Joana falou isso pra você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;“Por que aquela filha da mãe não me avisou nada? Cabeça dura, né? Ela podia ter me avisado que ele era espaçoso e invasor de privacidade também!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;*******************************************************&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-810543365734527868?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/810543365734527868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/love-can-cure-your-problems-youre-so.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/810543365734527868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/810543365734527868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/love-can-cure-your-problems-youre-so.html' title='Love can cure your problems, you&apos;re so lucky I&apos;m around (The Who) - Parte 1'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-280518847199795650</id><published>2011-03-10T12:21:00.001-03:00</published><updated>2011-03-10T13:25:37.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>EPÍLOGO</title><content type='html'>&lt;em&gt;Dois anos depois.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cadê a R? Nós vamos entrar daqui a pouco! - D estava um pouco ansiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela foi buscar o buquê que a Nina esqueceu no carro calma. - C ajeitava a barra do vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, gente, vamos entrar sem buquê mesmo! - Nina mexia as mãos demostrando nervosismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pronto. - R aparece trazendo o ramalhete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que bonitinho, vou ser daminha de honra, gente! - C dava pulinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Somos madrinhas!! - R falou enquanto apontava para D e fingiu que se importava muito com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Shhiu, tá na hora! - D se posicionou ao lado de Adam, que esperava para entrar junto já dentro da Igreja. R seguiu D e deu o braço para John, logo atrás. Bernardo deu um beijinho de boa sorte em C (ele havia se recusado a entrar de pajem com a namorada) e voltou para seu lugar nos bancos da frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mathew estava parado no altar, se balançando um pouco para diminuir a tensão. Quando a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IxZSwKGcs2M"&gt;música&lt;/a&gt; começou a tocar ele se enrijeceu, mas conseguiu estampar um sorriso radiante. Nina também relaxou, ela olhava para as amigas posicionadas no altar, todas dando apoio moral. A Igreja não estava cheia, era um cerimônia pequena só para a parte mais chegada da família e os amigos íntimos. Tudo foi como a tradição pedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1 mês depois&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estavam reunidas em casa de novo. Era possível continuar chamando de casa aquele endereço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina, o que você quer levar da sala? - C estava embrulhando todos os enfeites com plástico bolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Gente, sinceramente, não quero nada. Olha quanta caixa ainda pra abrir! - ela apontava para o grande acumulado de presentes no canto esquerdo da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pelo menos os nossos você já abriu... - D falou distraída, também tirando coisas do armário e colocando numa caixa própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Gente, eu não acredito que estamos deixando isso aqui. - C deixou os braços caírem pelas laterais- Afinal, foi por causa DISSO que encontramos nossos namorados, opa, e maridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sempre esperei que Nina fosse ser a primeira a casar, mas no fundo eu sempre soube que R ia realizar o seu sonho de casar na praia, era mais forte do que ela. - D riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já estão falando de mim, não é? Vocês me amam!- R se joga no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Lembra que todas nós corremos pra Miami pra poder chegar a cerimônia? - D puxava pela memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nem me fale! Saí correndo da Itália! Eu ia te matar se eu não visse seu casamento, R. - C dá um leve tapa na cabeça da amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai gente, tudo foi muito de repente. John veio com a proposta e o lugar. Cabia a mim dizer 'sim'. Aliás, eu nem sei se isso vai dar certo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É claro que vai! - Nina exclama. - Você está proibida de ter crises bipolares em relação ao seu casamento. Deixa do jeito que está!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por falar em deixar do jeito que está, gente, Bernardo está me pressionando.- C faz cara de desespero - Ele cismou que já tá na hora de constituir uma família e que a nonna está enchendo o saco dele para que nós dois nos casemos. Aliás, ela também não gosta da sua ideia não, D. Não pense em se safar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, que saco. Estamos praticamente casados. Morar junto é casar. Isso vira oficial daqui a alguns anos e ela não tem o que reclamar. - D arremessa um embrulho para a parte do lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É, só que não é você que ouve o mesmo discurso todo santo Domingo, inclusive das amigas dela da igreja. Passe 6 meses inteiros na Itália conosco e quero ver se você aguenta tanto quanto eu. - C ficara emburrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então casa, ué!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, não... Se casar estraga. Nada contra, meninas – C olha para Nina e R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Gente, mudando de assunto: alguém tem espaço na garagem sobrando onde eu possa colocar meus carros, pelo menos 4 deles? - R analisava as chaves penduradas no pendurador perto da entrada de serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A não ser que você queria deixar alguns na Itália e pagar o translado, fique a vontade. Mas só cabe dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cabe outro lá em casa. - D falou – Mas eu queria passe livre pra usar, posso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensarei no seu caso, D – R responde – E não é uma má ideia, C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem, eu não tenho garagem. - Nina começa – Nossa cobertura fica em cima do restaurante, sem espaço para estacionamento. O nosso carro fica na vaga da frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta da frente é aberta. Adam, Bernardo, John e Matt entram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acabaram de pegar as respectivas caixas? - C pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo certo. - responde Bernardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qHm9MG9xw1o"&gt;♪&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho melhor todos nós irmos logo, não quero ninguém atrasado pra inauguração do NOSSO restaurante, não é amor? - Matt abraça Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai droga, não sei o que vestir! - R cochicha para D e C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Posso ir de All-star? Sem chance de eu colocar um salto hoje – C praticamente suplicava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que C fez seu comentário, D passou a observar os pés. Adam notou que a namorada olhava para baixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Algum problema, D?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Na verdade, não é um problema. - ela agora encarava os olhos azuis de Adam – Você já reparou em uma coisa engraçada hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D voltou a olhar para os pés, Adam a seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Todas vocês estão com um All-Star?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso chega a ser irônico. Deveríamos ser sedutoras sobre um salto alto, que além de impor elegância também é uma ótima arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, ótima arma (eu que o diga). Mas eu não acho que vocês sejam mais sedutoras com eles. Realmente, demonstram elegância, mas os tênis mostram a personalidades de vocês. Não é porque vocês são super espiãs que vocês vivem esse universo o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Assim como você saber dançar muito bem e eu não julgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você adora a história de quando eu me infiltrei numa escola de dança – Adam revira os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Adoro mesmo, me deu a chance de ter um exímio dançarino para me fazer rodopiar no salão! - D desfaz a cara feia de Adam com um beijinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos, D e Adam! Deixem para namorar depois, casal! - Bernardo chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C, Nina, R e D pararam na porta. Elas olharam para seus pequenos pingentes em forma de chave. Trancaram a porta e seguiram seus caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;FIM.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-280518847199795650?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/280518847199795650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/epilogo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/280518847199795650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/280518847199795650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/epilogo.html' title='EPÍLOGO'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-412279624501225877</id><published>2011-03-10T12:19:00.000-03:00</published><updated>2011-03-10T12:19:22.170-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 15</title><content type='html'>**&lt;br /&gt;Nina e R estavam estateladas em seus respectivos bancos, elas não estava usando nenhum acessório que lhes fosse útil naquele momento. D estava na última curva do círculo. Forçando mais um pouco, o vidro sairia com facilidade. Uma nova movimentação no portão fez com que ela interrompesse sua tentativa de liberdade. Bernardo e C foram postos em redomas, dessa vez ao lado de D. Aquele vigilante metido olhava mais uma vez com o nariz em pé, provavelmente pensando que todos ali eram um bando de amadores. Ao deixar o recinto, as luzes se apagaram novamente. 5 minutos depois, um grande crack pegou todos de surpresa. D finalmente tinha terminado o buraco, agora ela precisava agir rapidamente, antes que o barulho alarmasse os guardas do lado de fora. Ops, tarde demais. Jeffrey entrava na sala, as luzes estavam se religando ainda quando um segundo vulto acompanhava o ex-chefe grisalho do mal. D se escondia por trás do computador que controlava os cadeados das “celas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora, D sabemos que você ainda está aqui. Mais uma vez, você esquece que quem as criou está exatamente aqui e que não é nenhum idiota. Por favor, todos vimos seus movimentos... Inclusive, acho que você demorou até demais. Então, por que você não sai quietinha aí de trás antes que alguém a machuque. Sabe, duas adagas não são necessariamente ameaçadoras em uma grande distância, página 105, capítulo 5 do livro “Potencializando suas armas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos, D. É melhor pra você acredite... - Adam falava com a cabeça baixa e o que era apenas um vulto tomou as formas claras do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D estava chocada. Ela havia afastado os pensamentos da hora que tinha sido sequestrada porque se importava mais em como ela sairia daquele vidro abafado, mas puxando pela memória, Adam não tinha feito nada para impedir que ela fosse levada. Porém, ela sempre imaginou que ele também tinha sido pego. Engano? A questão da traição não ia ser discutida nem ali nem naquele momento, antes de mais nada, ela tinha que libertar todo mundo e acabar com o plano de Jeffrey – sendo ele qual fosse. D estava sentada e se abraçou contra as pernas, quase em posição fetal, isso lhe ajudaria a pensar. Foi contraindo as pernas contra o peito que ela sentiu um grande caroço na perna: era aquela pequena arma que D havia comprado com I naquela semana, ela tinha se esquecido completamente que estava com aquele acessório preso a perna. Poderia ter simplificado as coisas... Agora, ela tinha um plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D rasgou a calça para retirar a arma e se levantou abruptamente, apertando todos os botões que suas mãos alcançavam. Os comandos imprecisos fizeram com que o controlador da porta ficasse louco, um curto circuito finalizou com a máquina e as cúpulas foram abertas. Nina, R, C e Bernardo saíram e pararam em posição de combate. Homens de preto entravam aos montes pela mesma porta de onde surgiram Jeffrey e Adam e começaram a atacar. A luta entre bons e maus estavam intensa. Chutes, socos, desvios. Chutes, socos, desvios. Se não fossem alguns caídos no chão inconscientes, poderia se dizer que tudo parecia uma coreografia. A grande fumaça que tornava o ambiente turvo serviu como um disfarce para Jeffrey que corria para a saída de emergência. Ninguém o viu, exceto D e Adam, que o seguiram imediatamente. Eles caíram numa escadaria em forma de caracol que os levavam mais fundo no solo. Quando D percebeu quem a estava seguindo ela gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pode me explicar o que você está fazendo aqui? Se veio me impedir, acho que não está conseguindo – ela estava a, no mínimo, 10 degraus a frente dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu estava fingindo participar do joguinho dele. Já te falei, não quero te matar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, por que não impediu que eu fosse levada? Por que não lutou?! - D estava ficando sem fôlego, mas precisava perguntar essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, caso você não se lembre, você tentou lutar e não adiantou. Veio presa do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Covarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah tá, porque pular de um prédio por uma janela ínfima do banheiro enquanto seu apartamento estava em chamas é um ato de alguém sem coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D parou e se virou. Adam estava no embalo e não conseguiu frear a tempo, os dois se chocaram. A menina estava cansada de analisar a situação racionalmente, seu sexto sentido dizia que Adam falava a verdade e ela escutou, se jogou no pescoço dele e lhe deu um beijo, não longo, apenas intenso, assim como tudo aquilo que eles estavam passando naqueles dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos atrás desse idiota e você pode acabar com ele – disse Adam, com um leve sorriso nos lábios. D derreteu - se aquilo fosse possível naquela hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos eles terminaram as escadas e juntos passaram pelo grande portão de ferro do final do corredor. Jeffrey estava no galpão, em frente a um pedestal, colocando cuidadosamente um embrulho dentro de uma maleta coberta de proteção. D e Adam miravam sua arma para ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem está encurralado agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é tão ingênua... Isso pra não dizer idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam estava pronto para apertar o gatilho quando Jeffrey se pronunciou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Garoto, você também é tão idiota quanto ela. ESSA é a bomba de que eu te falei. - ele indica com a cabeça a maleta, agora fechada. - Eu não estava blefando naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que bomba? - D estava confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Essa é uma nova bomba atômica, querida. - Jeffrey parecia muito mais tranquilo, a ponto de cantarolar suas palavras – Só que 10 vezes mais poderosa, capaz de erradicar continentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensei que isso era uma desculpa. - Adam começou a falar – Se era só a bomba que você queria (e não estou dizendo que isso também não é grande), o que você queria com as meninas? Pra quê sequestrá-las?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Adam, Adam, Adam... Realmente você está passando tempo demais com ela. - Jeffrey tinha uma feição demoníaca. - Elas, literalmente, eram a chave desse caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D colocou a mão no peito e exclamou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nossas medalhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha, até que você subiu mais dois pontos no meu conceito... -Jeffrey ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não acredito que nossas medalhas em forma de chave eram, REALMENTE, chaves. Essa EDM sofre de falta de imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cada uma de vocês tinham uma parte da chave. Pegar qualquer uma de vocês foi a parte mais fácil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Assim você chamava a atenção das outras, já que dificilmente nos separamos e você ainda aproveitava para roubar as chaves!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dois coelhos com uma cajadada só. - Adam acompanhava perfeitamente a linha de pensamento de D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Palmas para vocês! Querem uma medalha? - mais uma rodada de risadas maléficas e sarcasmo – Bem, agora se me dão licença...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Onde você pensa que vai? - Adam interrompe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensei que já tivéssemos passado dessa fase – Jeff revira os olhos – Se por um acaso, vocês atirarem em mim, eu explodo essa maleta. Acho que você não tem outra saída a não ser me deixarem sair daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se vira e vai em direção ao jatinho estacionado no final do galpão. D atira contra o pequeno avião, o tiro acerta exatamente o para-brisa na direção do piloto. Os três voltam a se encarar. D atira mais uma vez contra o jatinho, dessa vez na hélice lateral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você sabe que se eu atirar de novo ali, sua hélice vai ter perda total e você não terá como fugir? - o vilão parecia acoado, olhava para todos os lados em busca de saída. - Então, me conta, por que você virou o cara do mal, Jeff? Por que roubar a bomba, por que meter o Bernardo numa fria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sério mesmo que você quer saber? Faz alguma diferença agora? - Jeffrey estava incrédulo, Adam um pouco confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo bem... - ele andava lentamente para trás – Eu cansei de criar super espiões superdotados. O mundo não precisa mais disso. Além do mais, não tem o mesmo prazer que tinha antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Depressão? - Adam estava espantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mais do que isso meu caro, apesar de ter um certo conforto, nada recompensava as horas gastas treinando gente pra um serviço que a meu ver está fora do eixo há muito tempo. O que motivavam as pessoas a terem um serviço secreto? Os jogos políticos, claro. Mas hoje, me conte D, o que vocês fazem especificamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nós acabamos com vilõezinhos de meia pataca que querem conquistar o mundo por motivos fúteis, assim como você. - ela solta um sorrisinho simpático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Minha querida D, política não é fútil. Negociar com o lado certo é estar apenas salvando a pele. O mundo deu voltas, o ramo da espionagem também, estou só me adaptando ao meio. Darwin empregou muito bem suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não é evolução Jeff, é um retrocesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quanto ao primo do seu &lt;em&gt;fidanzato&lt;/em&gt;, foi tão fácil usá-lo como bode expiatório. Os mafiosos estão interessados nesse belo pacote. E não sou eu que vou dar calote neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeffrey havia imposto uma boa distância durante a conversa. Com as últimas palavras de D, ele passou a correr descontroladamente. Contudo, uma pequena rateira fez ele cair com a cara no chão e a maleta voar pelos ares. Cuidadosamente, Nina segura a bomba quando ela estava caindo de sua parábola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-R, eu quis dizer que era pra você ser sutil!- C reclama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe, não estava afim de amenizar pro lado desse cara. - R imobilizava Jeff, que se debatia por debaixo da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é por ter dado tantos cabelos brancos para nossas lindas cabecinhas – C se abaixou e deu um belo soco na cara de Jeff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso foi por ter me metido em tantas encrencas – R dá um chute na costela do moribundo jogado no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso foi por ter me feito perder um encont... digo, horas sentada na frente do computador pra nada – Nina também deu outro chute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bode expiatório? - Bernardo deu dois de esquerda e um de direita diretamente na cara, Jeff desmaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Logo agora que estava na minha vez? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D se aproxima e estava praticamente dando outro chute, quando C a interrompe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos esperar ele acordar e daremos o mesmo tratamento refinado que ele nos fez passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeffrey acordou na redoma de vidro. Todos estavam ansiosos para esse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Jeff, querido. Isso vai ser por você ter chamado a mim e as minhas amigas de idiotas tantas vezes - Choque número 1 e estava apenas começando – Isso por você ter me feito bater pra valer em Adam. Isso por você ter tentado destruir o mundo. Isso pela dor que você causou a elas nessa mesma prisão de vidro e isso por você ter nos unido mais ainda e ter nos feito a melhor equipe de espionagem da EDM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R manda um beijinho pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, pegamos nossas medalhas de volta. Agora elas têm mais uma recompensa como significado. - Nina mostra sua pequena chave dourada balançando em seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campainha toca. Nina corre para atender. Adam está na porta, vestido elegantemente com uma caixa de chocolate na mão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, é você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oi, Nina. D já está pronta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela acabou de entrar no banho, voltou da academia agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, eu vou esperar por aqui mesmo, se importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Imagina. Na verdade, eu já estou de saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Encontro com o cara do restaurante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é da sua conta. - Nina faz uma careta e sai, não sem antes dar um aviso – Juízo vocês dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam se senta no sofá e larga a caixa em cima da mesa de centro. Ele decide subir. Passa pelas escadas sem fazer barulho e continua seu caminho até o quarto de D. Ele entra e pára na porta do banheiro, que estava com uma pequena fresta por onde saía o vapor. Ele dá 3 batidinhas leves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina? Já estou acabando. Algo errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D desliga o chuveiro, pega a toalha e se enrola para, em seguida, abrir a porta do box. Adam entra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-AAAAHH!.- D volta para dentro – Adam, você tem probleminhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estava cansado de esperar lá embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Há quanto tempo você chegou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Há dois minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Adam, você pode, por favor, sair para eu poder terminar de me arrumar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei porque você quer que eu saia, eu sei perfeitamente o que tem aí. - D esguicha água com o chuveirinho. Adam ficara encharcado na cabeça – Agora eu tenho mais certeza de que não quero sair. Pra que um primeiro encontro formal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam foi para cima de D, segurando seu rosto, às vezes deslizando a mão pelos fios de cabelo molhado. Um atraso de meia hora não faria mal a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina estava parada na porta do Le Restaurant. Seria loucura levar isso a diante? Besteria, afinal, aquelas eram as férias em que não era permitido se prender novamente. Todas fizeram isso, por que não continuar? Diga-se de passagem, todas gostaram - e muito - de seguir os instintos e não o que o velho treinamento pregava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mathew abre a porta principal e parecia estar de saída, ele pára quando vê a moça parada logo em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hm, oi Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olá, Matt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que faz por aqui? Dando uma voltinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não... - “vai lá, Nina, continue”, pensou – Vim ver você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pensei que você estivesse desistido – ele foi direto ao ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu te disse naquele dia, eram coisas mais sérias, que precisavam ser resolvidas. Urgentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que era?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me deixe ajudar na sua cozinha. Quem sabe eu te conto? – pura mentira, ela não poderia contar a verdade, mas era uma boa desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matt passou uns segundos pensando. Virou-se para a porta, destrancando-a, e fez um sinal para que Nina entrasse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Depois de você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cozinha estava impecável. Tudo bonito e organizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tem certeza que aqui é uma cozinha de restaurante? - Nina brincou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ainda não estamos na hora dos preparos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hum, olha, acho que você não está muito afim de uma conversa. Então, acho que eu volto outro dia, de novo. - Nina sentia que Matt estava meio distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina, espera. - ele se põe em sua frente. - São problemas aqui. Minha cabeça estava longe, aí você apareceu. Isso é bom, você pode me ajudar a esquecer um pouco das coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que tipo de problemas? Quem sabe eu possa ajudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Parece que o dono não está gostando muito do cardápio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina volta ao salão principal e pega o Menu na pilha amontoada em cima do balcão de drinks. Após analise ela diz sua sentença:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não vejo problema com esses pratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele acha que ou são muito sofisticados e as pessoas não conhecem, ou são comuns demais e que todos já estão cansados de pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ou são caros demais, ou baratos e extremamente comuns...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Essas são as entrelinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Posso usar a cozinha? - Nina repentinamente muda o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro. Mas o que você tem em mente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Conhecimento de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina pôs o avental e ignorou o uso do chapéu. Ela apenas abria a boca para perguntar aonde os ingredientes necessários estavam. Matt já tinha desistido de fazê-la falar alguma coisa – suas brincadeiras não sortiram tanto efeito, além das risadas habituais- e fazia um bom papel de ajudante. Depois de 20 minutos, o prato estava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Prove. - ordenou Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=eIn37vzO-6g"&gt;♪&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matt viu o processo de criação e estava com o pé atrás. Era uma mistura exótica que ele não se atreveria a fazer e duvidava de que estivesse com um gosto bom. Contudo, não ia deixar Nina na mão, ela se esforçara tanto para ajudar. Uma garfada, por pior que fosse, não ia matar ninguém. E, então, ele provou. Veio a primeira, seguida da segunda e as outras diversas garfadas que fizeram com que o conteúdo do prato sumisse. Ele olhava incrédulo para a menina que se mantivera calada e observava o deleite do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como? Eu vi o preparo. Os ingrediente! Eu nunca teria imaginado que ia ter um resultado tão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Diferente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorri e prepara-se para a despedida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, adorei a tarde na cozinha de um restaurante, mas está na hora de ir. Daqui a pouco os outros funcionários vão chegar e eu não quero atrapalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matt beija Nina de surpresa. Os dois caem em cima de uma pilha de panelas limpas, derrubando-as todas no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Opa. - ele lança um sorrisinho sem o menor resquício de culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Matt, se alguém chegar? - Nina estava entre o moral e a loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O restaurante está fechado temporariamente. Motivo: Chefe ocupado com outras coisas mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-MATT!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina, não tem nada demais. O restaurante não vai abrir hoje. O dono veio aqui e dispensou todo mundo hoje de manhã. Você me encontrou na hora da saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não vai me deixar ir, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;-Perdemos a reserva do almoço, não é? - D encarava Adam. Ela estava de pé e ele ainda deitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que horas são? - ele procura o relógio – Com certeza. D, pra que se preocupar? Era pra ser nosso “primeiro encontro oficial”. Não precisamos disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, foi difícil fazer você aceitar essa ideia, não vou me dar ao trabalho de tentar convencê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O celular de D toca, interrompendo a pequena discussão. Ela olha o número e atende contente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Ciao, stampa&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oii, D!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, como estão as coisas? Me diga que Bernardo está se comportando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não e nem quero que ele se comporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, C, não quero detalhes, me poupe, por favor. Como estão as coisas na EDM daí, senhora Diretora-executiva para assuntos internacionais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois é, nome grande né? Mas estou adorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem eles nomearam para presidente? Me diga que é quem eu estou pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se você já sabe, pra que quer que eu conte? Brincadeira. May aceitou com muito gosto. Ela vai dar um tempo na parte “normal” da vida dela. Parece que ela contou tudo para o Leonardo e tiveram uma pequena briguinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nossa. Mas tem muito tempo que eles estão separados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem falou em separação? Eles descobriram o que é bom para fazer as pazes, if you know what I mean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E como vai nosso prisioneiro número 1?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Jeff está muito bem trancafiado. Agora que a May tomou as direções por aqui e a Ju controla muito bem as coisa por aí, duvido que ele consiga uma pena menor do que todos esses 40 anos de detenção. Bernardo está muito feliz que voltou a integrar a equipe e vai ajudar a treinar os novos agentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, quem sabe eu e ele não trocamos alguns métodos de ensino. Vou ajudar por aqui também enquanto não arranjam um substituto. Até lá, meio período lecionando. Deus, me ajude!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você vai se sair bem, é só não atirar no aluno mala. Mudando de assunto: como estão Nina e R?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina saiu em busca do encontro perdido. E R, bem, ela ainda não voltou, mas o último postal dela, enviado há uma semana, era de algum lugar no Pacífico – não lembro agora onde exatamente. Ela e John estão se divertindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, R saindo sem dar notícias isso não é legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela já é bem grandinha. Espero que John fique bem com a bipolaridade do relacionamento. Mas já avisei a ela: nada de querer terminar tudo enquanto estiver num lugar completamente sem civilização e em alto-mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-John é paciente. D, preciso ir. Problemas demais para resolver por aqui. Socorro, as pessoas aqui parecem que não sabem fazer as coisas sozinhas, vivem me pedindo conselhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Ciao. Buona fortuna.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Seu italiano está ficando cada vez melhor, parabéns! Ah, Bernardo está mandando um 'oi' para o &lt;em&gt;cugino e la sua ragazza&lt;/em&gt;. Enfim, &lt;em&gt;ciao&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D desliga o telefone e volta para cama. Adam, mesmo sonolento, estica os braços para manter D por perto. Enquanto ele dormia, ela montava uma pequena retrospectiva do que haviam sido aquelas férias. Era uma coisa estranha, antes todas estava unidas apesar do trabalho, se encontravam todos os dias e estavam sempre presentes fisicamente a qualquer momento. Cada uma tomou um rumo na vida, estavam em partes diferentes, conquistando seus sonhos. Não, elas não estavam separadas. A distância geográfica – no caso de C e R - não impedia que uma estivesse em contato com a outra. Sempre era bom um encontro de vez em quando e isso não impedia a amizade de continuar. Era só um grande intervalo até que a próxima missão as chamasse. Era questão de tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-412279624501225877?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/412279624501225877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/missao-parte-15.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/412279624501225877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/412279624501225877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/missao-parte-15.html' title='A Missão - Parte 15'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-4615263363098801565</id><published>2011-03-09T20:55:00.000-03:00</published><updated>2011-03-09T20:55:54.102-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 14</title><content type='html'>**&lt;br /&gt;-Sabe, estou cansando dessa coisa toda. Não podemos parar por uns minutinhos? - Bernardo estava se encostando na parede e bocejava para C que olhou com cara feia – Até parece que você também não está cansada, depois de nossa noite regada a vinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bernardo, pare de ser escroto! É a minha amiga que está em perigo e se bem entendi, você também tem uma parcela de culpa nisso tudo. Não é hora para fazermos uma paradinha com segundas intenções!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não tinha segundas nem terceiras intenções que não fossem relacionadas a um pequeno cochilo. Você que está com... - ele claramente estava reconstruindo o final da frase – muitas ideias na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C se aproximou lentamente do rapaz e lhe deu um bom cascudo. “Discutimos depois”, ela seguiu a trilha da tubulação, porém ela foi obrigada a parar meio metro a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está revendo seus conceitos? - Bernardo era irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Shhhiu! Cala a boca! - C cochichou e sinalizou com a mão a abertura a poucos centímetros de seus joelhos. Era possível ouvir alguns resmungos vindos do ambiente escuro, xingamentos saídos de vozes muito conhecidas. Um barulho de alguém sendo caindo e sendo arremessada pra longe seguido por uma interjeição de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você está bem? - R perguntou ao leu, já que não fazia ideia de onde se encontrava Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora vou ter um roxo, obrigada Jeffrey! - ela esfregava as costas doloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fiquem quietas, suas fofoqueiras, ou vamos deixar as coisas mais “elétricas” pra vocês – um dos capangas aproveitava seus 15 segundos de superioridade, fazendo piadinhas inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que você quis diz....? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina e R são atacadas por uma descarga elétrica. Uma das fortes, proveniente de todas as direções possíveis. Ela gritaram no primeiro momento, mas logo se forçaram a ficarem caladas, não daria o gostinho de poder que esse cara queria. Quando o choque acabou, os capangas marcharam calmamente para fora do recinto, luzes fracas pelo chão se acenderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina! R! Vocês estão bem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se elas conseguissem enxergar uma a outra com certeza teriam a confirmação das suspeitas de seus pensamentos mútuos, mas para pessoas com tanto tempo de convivência, às vezes nem essa troca de olhares era necessária. Exclamaram ao mesmo tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- D!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai meu deus, meninas, vocês estão bem? O que fizeram com vocês ainda pouco??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi só um choque – respondia Nina – de leve, não foi nada. Mas e você o que fizeram com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês não vão acreditar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se você vier nos contar que foi o Jeffrey que armou tudo isso... Bem, notícia velha, queri. -R falava tentando manter o tom de aparente tranquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, eu não devia ter ficado calada enquanto vocês sofriam. Eu queria ter a certeza que eram vocês e que meus movimentos não despertariam a atenção do vigia. Mesmo assim, não devia ter deixado você sofrerem sozinhas.... - D estava com muito remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não D, pelo o que eu entendi, você tem um outro plano em prática, não valia a pena ter posto tudo a perder por um choquezinho... - R tentava tranquilizar a amiga, mas era difícil acreditar quando suas palavras ainda saíam ofegantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Conte-nos, o que você tem em mente? – Nina se aproximava da borda de sua redoma, ela havia ficado imediatamente ao lado de D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vou mostrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D tirou mais uma vez seus sapatos e fez com que as adagas ficassem amostra, ela empurrou o banco, tirando-o do caminho e aprofundo o buraco que formava praticamente um círculo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina e R pareciam radiantes com a ideia de D em fazer uma saída de emergência. Nessa hora C, tentou se comunicar com as amigas, as quais ainda observava de cima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso deve ter um certo trabalho, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-C! – gritaram as 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quietas aí matraqueiras, se eu ouvir mais um pio eu dou outro presentinho pra vocês. – o mesmo vigia que continuava a se sentir o Poderoso Chefão berrava do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas reviraram os olhos. Sem fazer muito barulho, D voltou para sua tentativa de fuga. C se comunicava por código Morse com Nina, elas trocavam informações de como C e Bernardo poderiam entrar e ajudar no resgate. Nessa hora, o rapaz interveio e mostrou o seu ponto de vista, ainda usando o código, ele acreditava que se elas haviam falhado na missão de hackear os computadores, seria justo eles tentarem. Além do mais, D parecia estar se virando muito bem desde que estivera presa, e logo logo as três estariam fora das bolas de vidro. Após um breve momento de reflexão, elas concordaram com o ponto de vista de Bernardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso fazia com que o casal voltasse à estaca zero, não tinham a menor ideia de onde encontrar o grande computador. C continuava por seu caminho, quando ouviu um pequeno silvo de Bernardo, ele indica outro respirador que se localizava a uma distância ínfima em relação ao outro em que eles conversavam com as meninas. Bernardo estava tranquilo e fazia sua cara especial de sabe-tudo. C se aproximou e se esforçava para ver o que tinha naquela sala, diversas luzezinhas piscavam incessantemente, definitivamente, tratava-se de um grande computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como entrar, então? – C analisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos por aqui mesmo, procurar a entrada principal é pura perda de tempo. – Bernardo já desaparafusava o buraco do respirador, antes mesmo que C concordasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, como se fizesse diferença se eu tivesse dado outra ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo e C desceram por uma corda até a metade do caminho, quando perceberam os raios lasers que protegiam o computador gigante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E agora, gênio que não queria a entrada principal? - C estava claramente irritada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo já ia responder na mesma moeda a pergunta sarcástica, mas sente sua mão escorregando. Um fio de óleo escorre do buraco por onde eles entraram. Armadilha número 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-C, sem querer te preocupar, mas acho que temos problemas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que tipo de prob....- nessa hora Bernardo se soltou completamente da corda, indo em direção ao chão e esbarrando em todos os alarmes luminosos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C não conseguiria subir de volta, nem abandonaria Bernardo. A dúvida de C não durou muito, em menos de 3 segundos, eles estavam cercados por mais homens de preto e postos em redomas de vidro na mesma sala de detenção que as outras meninas. A última esperança estava em Adam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua... &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Últimos capítulos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-4615263363098801565?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/4615263363098801565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/missao-parte-14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4615263363098801565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4615263363098801565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/missao-parte-14.html' title='A Missão - Parte 14'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-1679554024559723333</id><published>2011-03-08T23:29:00.000-03:00</published><updated>2011-03-08T23:29:21.700-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 13</title><content type='html'>Quando chegaram à casa de May, Nina foi direito para seu computador e terminou a busca detalhada que havia começado em seu celular. May ajudou com as localizações, já que conhecia muito bem a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Definitivamente, ela está em algum lugar na EDM daqui... – May analisava os arquivos enviados por Nina, ela estava na revista em sua segunda jornada – Mas o sinal está muito fraco, não dá pra ter certeza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já é um começo –disse R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo chega em casa e se depara com a sala de estar lotada e praticamente de pernas pro ar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ma cosa sta succedendo? (O que está acontecendo?) – o rapaz olhava assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ciao, Leo. – C se apressou em dizer – Stiamo risolvendo uma cosa importante. (estamos resolvendo uma coisa importante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo olha de maneira muito desconfiada. Vê Adam e Bernardo conversando exaltadamente sobre maneiras de arrombar uma porta e olha mais torto ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina, flor, chama Leo pra mim. – May fala na webcam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo se senta de frente para uma May localizada no meio da tela do computador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amore – começa ela – Fidati di me, la fiducia miei amici. Non riesco a spiegare adesso. Tutto è a posto. (Confie em mim, confie em minhas amigas. Não posso explicar agora. Está tudo bem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo deu de ombros e subiu as escadas sem olhar para trás. O grupo reunido se entreolhou por alguns segundos, mas continuou a rotina. Estava praticamente tudo pronto para realizarem a Grande Missão. Antes, porém, Adam subiu até onde seria ao quarto de D. Ela viu a disposição das malas pseudo desfeitas, e procurou aonde ela deixaria sua munição. Por alguma razão inexplicável, ele encontrava seus esconderijos num piscar de olhos. Adam fitou por longos minutos as armas organizadas milimetricamente. Ele escolheu aquela, aquela pela qual D tinha um apreço especial. De volta ao primeiro andar, R fala casualmente para o rapaz assim que o viu com a arma da amiga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É bom você ter uma explicação bem razoável para dar quando ela descobrir que você pegou a preferida dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Engraçado, não sabia que essa era preferida. Escolhi a que me chamou, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não quero saber de suas macumbas. Foi só um aviso: tenha apreço pela sua vida. – R piscou e saiu para terminar de preparar o carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D estava deitada numa grande bolha transparente. Ela levantou lentamente e se sentou no banco mais próximo, sua cabeça latejava tamanha era a dor de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acordou... – uma voz familiar vem do fundo do aposento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, estou sonâmbula aqui. – D falou com o mau humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeffrey pára de frente para o vidro, fazendo-se ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D olha de soslácio, mas seus outros sentidos estavam aflorados, não via a hora de sair daquela bolha de vidro e sair chutando o traseiro do primeiro que cruzasse a sua frente. Ao contrário do que queria, ela simplesmente se fez de pobre-donzela-indefesa-sofrendo-por-estar-trancafiada, piscou seus olhinhos com ar dramático e perguntou com um fio de voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-No tempo certo você saberá. – ele estava de saída e se virou para uma última palavra – Ah, se você acha que isso vai funcionar comigo, está terrivelmente enganada. Eu criei vocês, eu que as fiz o que são hoje. Eu ensinei esse truque a vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai,vsf. – D ficou emburrada e cruzou os braços, dando as costas para onde estava Jeffrey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano era simples: entrar como quem não quer nada, procurar D e sair de fininho, caso isso não funcionasse, era sair fazendo muito barulho e fumaça mesmo. Adam entraria a procura de Jeffrey, “uma reunião de emergência”, enquanto isso, Nina e R procurariam por pistas do que estava realmente por trás de “A Missão” ; C e Bernardo iriam atrás de D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam caminha para dentro do prédio calmamente, como se fosse mais um dos transeuntes, ele pára na portaria e fala o código secreto para liberarem sua entrada até a EDM. Junto com o porteiro eles vão à entrada dos fundos e sobem por um elevador escondindo por trás de uma parede falsa. Ao sair, discretamente, Adam joga entre o vão e o andar uma espécie de pequeno explosivo que não soltaria tanta fumaça e que não faria tanto barulho. A pequena explosão foi o suficiente para que os elevadores que davam acesso à EDM parassem momentaneamente. Entrando pelo buraco do elevador, Nina e R foram rápidas e entraram no 12º andar do edifício, primeiro aonde a EDM estava instalada. C e Bernardo entraram pelo ducto de ventilação, eles olhavam cada respiratório, verficando cada buraco para terem certeza de que não passaria em branco a sala em que estaria D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D estava sentada no banco. Precisava pensar e se forçava a isso a cada segundo. Mas parecia uma espécie de bloqueio em sua mente e isso a irritava demasiadamente. “Como eu vou pensar com meupé me matando também?”, ela olhou para seu sapato. Usava um salto alto, o possível encontro com Adam a fez subir alguns centímetros a mais para ficar olho no olho com ele. Mas aquele não era um simples salto de salto alto que irritava D, era um dos modelos especiais feito por Carol. Só tinha um problema: ela não sabia o que exatamente ele poderia fazer. Imediatamente, ela ficou descalça e tentou a todo custo achar um botão ou um sinal de que transformaria aquilo numa arma para tirá-la dali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Droga de sapatos! – ela atirou eles contra a parede oposta. O salto alto cravou no vidro, abrindo uma rachadura. Ela catou o outro sapato que estava jogando no chão, reparou uma pequena, mas afiada, adaga saindo do salto. D pegou os dois sapatos e começou a riscar o vidro, formando uma esfera – não tão perfeita. Um barulho de porta se abrindo fez com que ela parece momentaneamente, ficando calçada novamente e colocando o banco na frente do buraco. Era apenas um guarda fazendo a ronda, ele faz cara de mau para a menina, ela revida com gestos feios, não estava com paciência para pessoas que se achavam superiores se aproveintando que ela estava presa. “Espera eu sair daqui e tirar esse seu sorrisinho besta”, cochichou ela para o nada. As luzes são apagadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Conseguiu achar alguma coisa? - fala R baixinho para Nina, que estava dentro de uma da sala. Os disfarces já haviam sido abandonados pelo caminho e escondidos no cantinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nada. – Nina estava desanimada – Pelo visto, aqui não é o computador central, acesso básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não aguento mais entrar nesses cômodos, olha quantos ainda falta! – R aponta para o corredor com várias portas ainda por serem abertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu ainda acho que ele não vai estar num lugar assim tão óbvio. Deve ter alguma passagem secreta em algum lugar... – Nina analisava de longe o movimento no corredor próximo, as pessoas entravam mas não saíam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a maior cautela do mundo, ele andou de mansinho até o tal corredor. Não tinha nenhuma porta, as pessoas entravam no nada? “impossível”, pensou ela. De volta ao lado de R, ela comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que aqui tem uma passagem secreta. Aonde estão as pessoas que entraram por esse corredor? Evaporar não é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tem certeza que tinha alguma movimentação por aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro que tenho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos olhar a fundo, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R ficara de vigia enquanto Nina procurava pela porta e por algum botão que a abrisse. Ela estava cansada de olhar minuciosamente e só ver o branco meio manchado da parede, passou a usar seu outro sentido que não era visão: o tato. Depois de muito espalmar Nina encontra uma pequena fenda que chega até o chão, ela tentou empurrar o que supunha ser a abertura, em vão. R se aproximou e depois de uma sequência de pequenos soquinhos em pontos estratégicos, a porta se abriu. R olhou para Nina, que entendeu claramente o que a amiga queria dizer: “Viu? É fácil.” Cautelosamente, elas seguiram pelo corredor coberto por paredes de aço até a porta ao fundo, ele dava em uma sala em completo breu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Será que não tem nenhuma luz por aqui? – R cochicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estante seguinte, um clarão pior do que a total escuridão fez com que elas ficassem desnorteadas. A única coisa que conseguiram identificar foi o som de uma voz familiar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sabia que isso não ia demorar muito... Não a deixem juntas em hipótese nenhuma!- Jeffrey ordenava com voracidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-1679554024559723333?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/1679554024559723333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/missao-parte-13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/1679554024559723333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/1679554024559723333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/missao-parte-13.html' title='A Missão - Parte 13'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-402294464874357505</id><published>2011-02-18T20:00:00.000-02:00</published><updated>2011-02-18T20:00:04.618-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 12</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;D estava de pé, com os braços cruzados, deixando sua mão na altura da cintura. Adam tomava ar e se preparava para começar, fazia questão de sustentar o olhar fixo nos olhos de D, queria se fazer entender, deixar claro que não estava mentindo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Pra você ter chegado até aqui, presumo que falou com Bernardo, certo? - ela confirma com a cabeça – Até onde ele contou?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Que ele estava infiltrado e que de alguma maneira o nome dele foi envolvido no esquema. Pra salvar a pele dele, você se deu como garantia. Minha pergunta é: O que você tinha que fazer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Minha tarefa era matar vocês. - ele soltou tranquilamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Quem lhe contratou? - ela mantinha o mesmo tom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-O chefe da sede americana: Jeffrey.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-O quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Ele mesmo veio se encontrar comigo lá em Nova York. Um cara de meia idade, com os cabelos grisalhos indo pro branco, sempre bem vestido, com cara de quem já tinha sido um 007 uma vez na vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Isso tudo está muito estranho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Não sei qual o propósito, mas, na minha posição, não podia contrariar as ordens. O objetivo, intitulado “Missão” (eu sei, nada original, mas não escolho os nomes), era simples, eu me infiltrava na vida de vocês e as matava. Contava com uma equipe de reforço, a qual dirigiu os furgões atrás de vocês na estrada. Como deu errado, acreditei que era hora de eu colocar a mão na massa. Segui vocês e te encontrei no festival.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Por que você não me matou quando teve chance? Quando me encontrou na barraquinha de tiro ao alvo? Ou quando chegamos na porta da minha casa depois da danceteria?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Eu posso ter recebido essa tarefa, mas eu não gosto de acabar com as pessoas, a não ser quando elas realmente mereçam. Você não se encaixa no perfil que eu costumo matar, você não estava tentando acabar comigo, não estava governando um país ditatorialmente, não estava causando mal a ninguém, resumindo: você não é a vilã da história -ela ainda tinha uma desconfiança e fazia cara de quem não compraria aquilo – Depois que eu conheci você de verdade naquele dia, eu tinha decidido não cumprir a missão e sofrer as consequências. Vim “fugido” de Nova York pra cá, de carona com um amigo meu que tem um avião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Se você estava fugindo, por que levou meu armamento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Eu poderia mentir e dizer pra você que era SÓ porque eu queria te atrair pra cá e ter sua ajuda. MAS, confesso que gostei dessas maletas. Você tem um fornecedor muito bom. -disse ele com ar descontraído, meio debochado, esperando conseguir aliviar a tensão. Não conseguiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Você quer a minha ajuda? - a descrença estampava o rosto de D.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Quero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-E quer que eu acredite nessa história toda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Quero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Prove.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-O quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Que está falando a verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Tem o Bernardo, ele te contou...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Vocês podem estar mancomunados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Não tenho como provar. Você sabe “essa fita se destruirá em 10 segundos”. Não tenho provas. -Adam começava a se exaltar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Então, não posso te ajudar. - ela se vira em direção a porta. Adam a segura e a puxa para si, conclui imprensando-a na parede.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Por favor, vão matar meu primo e nonna. E se eu ainda não fui claro: NÃO QUERO E NÃO VOU MATAR VOCÊ.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-O que eu não entendo, é por que você teve que me trazer até a Itália, acreditando que você era culpado? Não bastava você ter me dito? - ela estava meio sufocada, em parte pela maneira em que se encontrava e em outra por Adam parecer tão convicto em suas palavras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Eu achei que você viria sozinha, não achei que deveria envolver suas amigas. Além disso, Jeffrey está aqui em Roma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Bom, você devia ter me avisado. Minhas amigas estão comigo, aliás, nós estamos sempre juntas. Separe uma e morra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-D, dá pra parar de tentar ser durona?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Se eu não fosse durona, você não estaria pedindo minha ajuda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Uma coisa é fingir ser osso duro de roer, outra é você ser uma das melhores. E eu não estou dizendo apenas na espionagem. - ele passou os dedos levemente sob as bochechas coradas da menina e a beija na testa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Aos poucos ele libera a pressão contra a parede e D desliza até o chão. Sua mente dizia que não era pra ela acreditar, no entanto, seu corpo dizia o contrário, &lt;i&gt;queria&lt;/i&gt; acreditar nele. D levantou e ficou cara a cara com Adam:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Eu vou...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;As portas e janelas são invadidas. Centenas de homens cobertos de preto dos pés a cabeça entravam na pequena sala da kitnet. Eles imobilizaram os braços e pernas de D, Adam tentava fazer com que eles a soltassem, em vão. Logo foi a vez dele ser preso. Um homem de terno e cabelos grisalhos entra pela porta batendo palmas e se posta na frente deles:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Muito bem, Adam. Não acreditei quando finalmente reconhecia a chinesinha pela janela. Você cumpriu o combinado, ou melhor, parte dele. Mas pode deixar que eu faço o resto. D se debatia, dessa vez não conseguia pensar em nada para se defender. Sentiu o cheiro do éter pelas suas narinas e tudo ficou preto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-NÃO! COMO VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI? - Adam estava em desespero. - Eu não estou mais cumprindo suas ordens. Me leva no lugar dela!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-O que te fez pensar que eu quero você no lugar dela? Ela e suas amiguinhas são o problema. Você é facilmente contido. Homens, tranquem esse infeliz no banheiro e taquem fogo nesse muquifo. - ele se vira e volta para dar um último aviso – Ah, tenham cuidado com essa aí. Ela é perigosa, nunca se sabe como estará quando acordar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Adam é trancado no banheiro e escuta seu apartamento ser destruído, além do armamento de D também estar sendo levado, “só tem coisa de qualidade aqui” ele ouviu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Ele estava morrendo de ódio por ser tão idiota. Como deixou que D se expusesse daquele jeito vindo até Roma, ao apartamento dele, ter ficado tanto tempo cuidado dele? Deviam ter saído para um lugar seguro assim que ela pôs os pés dentro da kitnet. Ele batia com a cabeça na porta, a fumaça começou a entrar por baixo. Tinha que sair dali e encontrar com Bernardo, precisava de reforços para seu plano de salvar D, que já estava sendo arquitetado em sua cabeça. Procurou pela janela, um buraco mínimo que não tinha como passar um pessoa. Situações desesperadas pedem medidas desesperadas. Ele procurou alguma coisa grande o suficiente para quebrar os vidros e aumentar o espaço, tacou tudo que estava ao alcance de suas mãos, apenas pequenas rachaduras surgiram. Medida desesperada número dois: ele toma distância e chuta a janela, depois, com o punho bem fechado, ele bate em cima da trinca. O vidro se despedaça em vários pedacinhos minúsculos. Adam coloca a cabeça pra fora e se lembra que mora no 5º andar, um pulo de mal jeito e fatalmente ele quebrará alguma coisa ou pior, se estatelará no asfalto. “Dane-se” pensou ele, iria salvar D de qualquer maneira. Ele fechou os olhos e saltou. Ainda no ar, ele ouviu a explosão do apartamento atrás dele. Ele caiu sobre um toldo gigante da padaria que ficava logo embaixo do prédio. As poucas pessoas na rua e alguns curisos de prédios vizinhos tinham parado para ver os grandes estrondos e o rapaz que saí de cima do pano. Adam não ligava pra isso. Ele roubou a Ferrari parada ali perto, sem saber que era justamente o carro usado por D. Ele atingiu 100 km/h em menos de 2 segundos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Já estava amanhecendo, os primeiros raios entravam na sala onde C e Bernardo dormiam juntinhos. As taças caídas no chão, a garrafa vazia rolada até o tapete. O tic-tac ritmado do relógio era o único som que quebrava o silêncio. Um som mais forte sai do lado de fora: o ronco de um motor potente seguido por diversas buzinadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;C e Bernardo acordam sobressaltados, Nina e R descem as escadas correndo, nem sinal de nonna. Todos chegam a entrada e dão de cara com a Ferrari de May, mas se surpreendem com quem sai do veículo. Um Adam sem camisa, todo machucado e completamente sujo aparece. Ele vai em direção ao grupo, mancando. C estava se preparando para imobilizá-lo, mas Bernardo a segura pela cintura e sussurra um “calma aí”, ele toma um passo a frente e ajuda o primo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Adam, o que aconteceu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Levaram a D! – ele estava aflito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-O QUÊ?! – as meninas berraram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-É. Jeffrey invadiu o apartamento e levou ela. Me trancou no banheiro e tacou fogo no lugar. – Adam explicou tudo aquilo que tinha falado com D de maneira sucinta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Estavam sentados no sofá Adam, Bernardo e C. Nina estava tentando captar algum sinal em seu celular, R andava de um lado ao outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Precisamos voltar pra casa da May para pegar meu notebook, poderemos rastreá-la melhor com ele – Nina ainda digitava loucamente nas pequenas teclas do telefone.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Tínhamos que montar um plano... – disse Adam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Mas não sabemos onde ela está. – C argumentava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Tenho uma vaga ideia. – Adam se levanta e fala para Nina&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Procure por algum sinal na sede da EDM italiana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Sem sinal nessa área. Gente, assim não dá, vamos voltar pra casa da May AGORA!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Parece uma boa ideia, aproveitamos para nos prepararmos melhor. Pegamos alguns armamentos a mais, coisa e tal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-O que estamos esperando? – C se levantou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Não sei se é uma boa ideia eu ir... sabe, sou persona non grata nesse lugar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Vai amarelar? – C provocava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Não é questão de amarelar, é só... precaução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-&lt;i&gt;Cugino&lt;/i&gt;, D está em perigo por minha causa, ou melhor, por NOSSA causa. &lt;i&gt;Non essere un codardo&lt;/i&gt;! – Adam estava se irritando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;C também não estava acreditando que Bernardo estava exitando, “tenho mais culhões que você” pensou. Por fim, Bernardo deu de ombros e apertou a mão de Adam, como se selassem um acordo silencioso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;b&gt;Continua...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-402294464874357505?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/402294464874357505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/402294464874357505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/402294464874357505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-12.html' title='A Missão - Parte 12'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7161299345929807329</id><published>2011-02-13T18:44:00.000-02:00</published><updated>2011-02-13T18:44:21.705-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 11</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Já era bem tarde, por volta das 10 da noite. Ela mandou uma mensagem para as meninas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;“Desculpa ter saído tão de repente. Digamos que eu tive um imprevisto, não se preocupem está tudo bem. Volto amanhã para buscar vocês.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;A resposta veio de imediato:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“Não se preocupe com a gente, estamos bem. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-ansi-language: EN-US; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;C está melhor ainda, if you know what I mean&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;;)&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;R.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;D voltou para a cozinha, terminando de preparar algo para comer. Chegava a ser ridículo, mas ela havia montado a mesa como um jantar, reparando o ato falho, ela tratou de guardar tudo novamente. Adam ainda estava dormindo no colchonete, D tentou colocá-lo o mais confortável possível, cuidou de todas as feridas e deixou que ele respirasse não ficando colada nele por muito tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Por volta da meia noite – 12 badaladas de um sino de uma igrejinha distante soavam – Adam recobra os sentidos. Ele observa D arrumando o pequeno apartamento, estava num estado sereno “Como essa pessoa tinha tanta raiva dentro de si? Nem dá pra acreditar na diferença”, pensou ele esboçando um sorriso. D se sentia observada e se virou para o rapaz deitado meio metro abaixo, a troca de olhares significava um pedido de desculpas mútuas. Contudo, D continuava séria:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Vou deixar você se explicar. Mas já sabe as consequências caso eu não acredite em uma palavra sequer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Estou sentindo em cada músculo do meu corpo. Ai. - foi por um triz, quase arrancou um risinho dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Antes que você esqueça, tenho reforços – ela bateu na cintura na altura da cintura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Isso me lembra... Vai na tábua embaixo da cadeira de aço – ele aponta para o canto oposto do cômodo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;D desconfia, mas não teria nada a perder. Ela abre e vê todo o seu lindo arsenal guardado organizadamente no fundo falso e largo do chão, retira as maletas uma a uma e leva de volta para perto de Adam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-As dúvidas são muitas, as respostas que eu tenho até agora são poucas. Imagino que você deve ter o resto delas. Comece. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;**&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Na garagem, tudo estava um breu. A noite caíra e C continuava deitada no chão encarando a janela e o brilho fraco que vinha de fora. Bernardo não estava a seu lado – ela esticou o braço para averiguar -, mas logo ouviu sua voz um pouco mais distante:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Acordou, Bela Adormecida. O jantar já deve estar pronto. Estou morrendo de fome, vamos logo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Eles voltaram para a casa e como Bernardo disse o jantar já estava pronto e sendo posto na mesa. Nina e R ajudavam a Nonna colocando pratos e talheres. Elas viram quando os dois entraram pela porta da frente e trocaram olhares marotos com C. R chegou a sibilar “ Conte-nos tudo”.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O jantar foi agradável, conversaram muito. C e Bernardo, contudo, mantiveram uma certa distância, não sabiam exatamente como agir, se sentiam um pouco desconfortáveis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Era hora de dormir, Nonna foi muito simpática fornecendo travesseiros e cobertas para as meninas, que iam se virar no quarto pequeno que pertenceu à filha mais velha dela, mãe de Bernardo. Depois de tudo montado para dormir, Nina e R pressionaram C para começar a falar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Vamos, C. Aguentamos tempo suficente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Ai, gente, que vergonha. Foi normal, ué. Foi.. bom. Muito. Bom - sua cara estava em chamas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Ah, safada. A gente aqui esperando que D não faça nada estúpido e você por aí se divertindo.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- R tacou uma almofada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Mas gente, eu não sei se foi certo. Agora tá batendo um pequeno arrependimento. - C pareceu brochar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Então não foi tão bom assim – R sentencia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Não nesse sentido – C revira os olhos – Quero dizer, que não sabemos a verdade, se ele está sendo sincero. E se foi tudo uma armadilha, uma distração?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Todas ficaram caladas, analisando o ponto de vista. C tinha razão. Nina quebrou o silêncio:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-O que sua intuição diz? Você sabe que muitas vezes esse sexto sentido é aquele que salva. Acho que você devia usá-lo agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Está tudo muito bom, mas acho que devíamos dormir – disse R – D falou que ia trazer o carro de volta amanhã e quero estar muito bem descansada. Boa noite!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Boa noite!- responderam Nina e C.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;C colocou a cabeça no travesseiro, mas não conseguia dormir. Já passava da 1 da manhã quando ela decidiu descer e, sei lá, tomar uma água. Ela desceu as escadas devagar, tentando não fazer barulho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Sabe, você não tem a leveza de um gato. Ouvi seus passos desde que você encostou a porta que rangia. - Bernardo estava sentado na poltrona da sala, segurando um copo de uísque.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Desculpa, senhor ouvidos sensíveis. Minha intenção era não acordar sua avó.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Não se preocupe, mesmo que tivesse explodido uma bomba atômica ela não acordaria. Quer um pouco? - ele estendeu seu copo quase vazio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Prefiro uma água.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Sem falsos puritanismos, por favor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Até que um vinho não seria mal... E não é falso puritanismo, eu desci pra beber água!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Isso porque você não sabia onde está o álcool.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Se não for me dar uma taça de vinho eu vou pegar minha água e dormir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Ele se levanto e desceu até o porão. Trouxe uma garrafa fechada para cima, junto com duas taças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Pensei que você fosse ficar com seu 12 anos aí. - C fala com ironia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Entre vinho e uísque é claro que prefiro vinho. Só estava com preguiça de pegá-lo lá embaixo e não estava afim de acabar com a garrafa sozinho. Agora eu tenho companhia – ele entrega uma das taças para C.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Não tenho a intenção de acabar com ela por inteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-size: 11.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;-Nem eu. Mas é o que vamos acabar fazendo, quer apostar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 103.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;&lt;b&gt;Continua...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-7161299345929807329?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/7161299345929807329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-11.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7161299345929807329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/7161299345929807329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-11.html' title='A Missão - Parte 11'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-6237164211501138744</id><published>2011-02-11T13:45:00.001-02:00</published><updated>2011-02-11T13:47:17.973-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 10</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;O papel a levava de volta a Roma, a um prédio meio escondido numa dessas ruas estreitas e sem saída. Se tudo em volta não fosse tão bonito e aconchegante, poderia-se dizer que a localização era assustadora. O edifício em questão era meio antigo, mas possuía um interfone. D parou com o dedo antes de apertar, “o que eu falo se ele atender?”, questionava-se ela. Sem mais refletir ela apertou o botão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Ciao? - uma voz masculina atende, com certeza era Adam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-PIZZA!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Péééiiimmm. A porta foi liberada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;D subiu todos os andares apressadamente. Chegando ao quinto andar, parou na porta do 506, ela não sabia exatamente o que faria. Ao mesmo tempo que queria explicações, ela acharia que tudo era – e pior – tinha sido mentira. A ira moveu seu dedo até a campainha. Ele veio correndo abrir a porta. Estava sem camisa, apenas com sua calça jeans e seu all-star vermelho que davam um ar mais juvenil a ele. Os dois se encaravam. Adam estava apenas sério, D tinha raiva, muito ódio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-D, deixe-me explicar... - Adam finalmente disse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Ambos passaram a andar em círculos dentro da sala que só tinha um colchonete, uma mesa e uma TV. Os olhos ainda eram fixos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Cala a boca. Não vou ouvir mais nada. O que mais eu preciso saber, além de que você é uma agente duplo e que você ainda me roubou por que não tinha uma munição decente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Não é nada disso... Quer dizer em partes....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Shhiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Por favor... - ele dá um passo a frente e toca o braço de D.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Sem pensar duas vezes ela impede que a mão de Adam a toque, em seguida, ataca. Durante a fúria, D executava movimentos perfeitos de kung fu, Adam apenas se desviava. Uma verdadeira dança de braços e pernas rodando, um show de reflexos rápidos de todos os lados. Mesmo com o cansaço, ela continuava, arranjara um sentimento forte como combustível. No entanto, Adam estava cansado de receber golpes, queria se fazer ouvir. Ele segurou os braços dela, deixando-os cruzados sobre seu peito e de costas pra ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Quer fazer o favor de parar e me ouvir!?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;D pára de se debater, era o sinal de que deixaria ele falar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Primeiro de tudo: me desculpe. Eu não sabia que as coisas iam precisar chegar a esse ponto. Uma coisa levou a outra e aí... - D golpeia Adam com o pé livre, desfaz o cruzamento dos braços e ainda o lança longe no chão. Ele bate a cabeça na parede e desmaia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;10 segundos para repor o oxigênio, D tentava se recompor. A raiva e o ódio iam passando. Aliás, “por que toda essa raiva?”, pensava. Estava agindo como um dos malucos que sempre ajudou a combater. Como num súbito ela vê o rapaz inconsciente e vai em sua direção para socorrê-lo. Uma pequena abertura na sobrancelha faz um filete de sangue jorrar, além de seus braços estarem com grandes bolotas vermelhas e arranhões ao lado desses hematomas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Ai meu Deus, ai meu Deus! Adam acorda – ela o embalava no colo como um bebê – Desculpa, desculpa! Eu vou te ouvir, prometo. Prometo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Ela levou o Adam desmaiado até o colchonete, e procurou alguma coisa que pudesse colocar para estancar a ferida. Fez o curativo e o deixou descansar. Não arredaria o pé até que ela o fosse toda ouvidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Bernardo tinha sido um bom anfitrião. Ele apresentou Nina à nonna, que acabou ficando na cozinha ajudando com o prato do almoço. R tinha se empolgado com o pequeno estábulo nos fundos da casa e se aventurou a um passeio de cavalo pela região. C estava ainda pelo seu tour pela área e se deparou com algo que ela suspeitava ser a garagem. Ninguém estava olhando, que mal faria dar uma olhada pra ver se não tinha nenhuma moto? Ela abriu o galpão e deu de cara, não com uma, mas com 4 motos em seqüência e mais uma em fase de montagem ao canto da garagem. Ela ficou deslumbrada e analisava cada uma das máquinas de duas rodas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Gosta de motos, gatinha? – Bernardo chega silenciosamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;C, como de costume, tomou um baita susto – ela estava trabalhando em melhorar isso, não poderia deixar os vilões saberem quando ela tinha sido pega de surpresa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Assustei você? – Bernardo ainda tinha um ar meio debochado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Não, apenas não estava prestando muita atenção. Nada demais. – respondeu C totalmente recomposta – respondendo a sua pergunta: sim, gosto de motos. E pelo visto você também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Digamos que virou meu hobby depois que eu fui obrigado a me aposentar. – ele tinha um olhar meio vago, triste. – Nada melhor que vento na cara para ajudar a aliviar as tensões, quer dar uma volta?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Se por um lado ela queria muito ir, seu lado mais consciente e racional dizia que não era bom dar muita trela para um cara feito Bernardo, ainda mais quando as coisas ainda não tinham sido esclarecidas. O comichão estava crescendo, antes que ele fosse embora ela pegou o capacete mais próximo e subiu na garupa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Vamos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Rá, você está sonhando se acha que vou deixar alguém dirigir minha moto, nem Adam está apto a fazer isso. Pode ir jogando seu traseiro para o carona – ele falava sério, mas C percebia que era parte do seu charme e da sua tentativa de difícil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Antes de colocar seu capacete, Bernardo avisou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Melhor apertar bem. Eu deixo você se aproveitar de mim – eles partiram pela estradinha pequena e mal asfaltada. C fez o que ele sugeriu e segurou-se firme, conseguiu sentir a essência do piloto. Ela foi ao delírio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;A noite começava a cair, eles voltaram do passeio ainda com os raios do pôr-do-sol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Gostou, gatinha? - Bernardo guardava a moto de maneira milimétrica, alinhando-a com as outras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Até que foi bonito – C estava de saída pela porta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Quer me ajudar a terminar de montar essa aqui? - Bernardo estava do lado da moto quase pronta. - To precisando de um ajudante e aposto que você tem força suficiente, a julgar pelo jeito que apertou minhas costelas hoje o dia todo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Depois de uma careta bem engraçada ele se agachou e entregou uma ferramenta para C:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Roda a chave de fenda pra direita, depois devagar pegue a capa de parafuso aqui na caixa de ferramentas e cubra o dito cujo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;C tentava seguir as instruções do rapaz, mas estava bem difícil rodar o parafuso. Ela fazia uma força descomunal, até que sem querer caiu em cima de Bernardo que estava um pouco mais atrás procurando a ferramenta na caixa. As mãos todas cheias de graxa de Bernardo deixaram manchas em C, aonde ele a estava segurando, tentado evitar que ela caísse seriamente. C analisou sua situação e soltou um sorriso de quem iria aprontar. Enfiou uma das mãos na graxa e passou por toda a blusa dele, branca. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Figlia di p..&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Ô, você que começou!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;-Mas foi pra evitar que você quebrasse alguma coisa! É assim, é? - ele afunda novamente as mãos na graxa e faz um desenho no rosto C.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif;"&gt;Eles estavam numa verdadeira luta de sujeira. O ar de indignação dos primeiros segundos se tornaram risos e gargalhadas. Bernardo conseguiu imprensar C imóvel na parede. Os dois estavam agitados, muita coisa pra pensar, mas muita vontade de não ouvir a cabeça. C estava na fase de não racionalizar demais, já tinha feito isso no passeio da tarde – e fora bom – por que não repetir nesse exato momento quando o resultado dava sinais de que seria melhor do que bom? Qualquer medida a ser resolvida ficaria pra depois, ela apenas se deixou levar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-6237164211501138744?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/6237164211501138744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-10.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6237164211501138744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6237164211501138744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-10.html' title='A Missão - Parte 10'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-6575959103418306535</id><published>2011-02-10T15:53:00.000-02:00</published><updated>2011-02-10T15:53:00.998-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 9</title><content type='html'>-Alô? - do outro lado da linha May estava atarefada, prendia o celular entre a cabeça e o ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-May, prepare-se, nós estamos indo fazer uma visitinha! - R anunciava contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ahn? Tipo agora? É porque to meio ocupada essa semana, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não vamos passar as férias. A história é grande e talvez precisemos de sua ajuda, mas basicamente, só queremos um teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro que vocês podem vir pra minha casa. Leo está viajando a trabalho e não tenho que inventar desculpa nenhuma sobre quem são vocês. Dizer que são minha colegas espiãs de Nova York está fora de cogitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esqueci que o Mattiazzi não sabia de nada - R sempre era um pouco irônica quando se tratava do namorido de May – Você jura que o Leonardo não suspeitou de nada até hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não. Mesmo com essa jornada dupla do cão, trabalhando na revista e na espionagem, ele nunca suspeitou. Não vai ser agora que ele irá. Entendido, R?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi brincadeira, ok. Eu curto seu maridinho, queri. Ele é cúl. Escolheu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-VTC, R tire seu mel do meu namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não quero seu marido – R gostava de frisar, morou junto pra ela já são casados – Já me arranjei bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Jura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quando a gente chegar aí, nós te contamos tudo e se prepara porque as histórias são longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo todas estando loucas para reencontrar com May, a primeira coisa que fizeram após despachar as malas na casa da amiga, foi sair a procura da casa da família De Marchi. R estava contente em ter pegado emprestado a Ferrari novinha de May e poder acelerar o quanto quisesse. D continuava com a cara emburrada desde que saíram de Nova York, pouco falava e fitava constantemente o horizonte mais do que o habitual. Nina estava com os papéis importantes impressos, conseguira a ficha dos De Marchi e iriam à procura de Bernardo De Marchi, primo de Adam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num casebre localizado nos arredores de Roma, a pequena caixa de correio sinalizava a família correta. Após tocarem a campainha, elas foram recebidas por uma simpática senhora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quello che vogliono? (o que desejam?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Siamo alla ricerca di Bernado (estamos a procura de Bernardo) – apressa-se C em responder em seu italiano perfeito – Egli è ? (Ele está?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bernardo!!! - ela grita para os fundos da casa -Visite! (Visitas!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E Adam è ? - pergunta D de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Non, non vive più qui (não, ele não mora mais aqui)– a boa senhora começa a desconfiar – E voi, qui sono? ( E vocês quem são?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Siamo vecci amici, abbiano appena per una visita (Somo amigas antigas, passamos para uma visita, apenas). - C responde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Che mi cercano, nonna? (Quem me procura, vovó?) - um rapaz muito alto e com uma beleza de tirar o fôlego surge de dentro da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Abençoada a genética dessa família”, pensou C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nonna se retira e deixa as visitas com o neto. Assim que ela está fora de alcance ele começa a falar sem o menor tom italiano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha, só, eu sei que vocês são da EDM. Podem ir dando meia volta que não tenho mais nada com vocês. Minha dívida já foi paga – não por mim – mas aceitaram não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uou, pera lá. - interrompe R – Primeiro, somos da EDM sim. Segundo, nós só queremos que você esclareça algumas coisas. Terceiro, não viemos acabar com você nem nada do tipo – apesar de termos a capacidade para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bernardo, por que seu nome está na lista da EDM? - D começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olha para elas de cima abaixo, demorando-se um pouco mais em C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok, vocês não parecem oferecer tanto perigo – ele jorrava ironia – Entrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa da avó, vários porta-retratos da família enchiam os móveis. A família parecia ser grande e parecia também que eles gostavam muito dessa coisa de capturar os momentos que passavam juntos. Em uma das fotos, D reconheceu Adam com um diploma e roupa de formando; outra com ele de terno; e uma última tinham dois garotos com cara de que estavam aprontando, ela reconheceu a cicatriz no joelho de um deles como sendo a de Adam, a outra criança se assemelhava bastante com o rapaz que as guiava casa adentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ao jardim, aonde a nonna trabalhava um pouco no seu jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nonna, credo che la sua pasta è in fiamme (Vovó, acho que o seu macarrão está queimando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dio santo! - ela sai correndo para a cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-isso não possou de uma mentira, não foi? - C começou – Não devia ter dito isso a ela coitada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ela vai ficar encucada e vai ficar lá dentro tomando conta da pasta. - ele diz sem o menor peso na consciência – Então, vamos direto ao assunto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas elas estavam meio chocadas com a frieza com que ele tratava a, aparentemente, tão boazinha nonna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que levou você a ser preso e o que o Adam tem a ver com a história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele revirou os olhos e continuou em silêncio. C se irritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha aqui seu babaca, é melhor você ir abrindo o bico, ou não seremos tão boazinhas assim, entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele esboça um sorriso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uh, gatinha durona, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não faz ideia – ela responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina e R continuavam indiferentes a tudo aquilo, D ainda estava brava e parecia estar se segurando muito para não usar a arma que estava escondida na sua cintura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ooookkk.... - Nina começa – Sem ânimos exaltados. Bernardo, você responde às perguntas e nós vamos embora, sem prender você ou lesioná-lo de alguma maneira. Vai ser apenas um favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tá bem. Eu conto, se acalma aí, gatinha – ele olhava pra C que ainda tinha os fogos saindo pelas ventas, R a segurou na cadeira – Tudo começou quando eu entrei pra EDM aqui da Itália. Estava numa das minhas missões, disfarçado, quando alguma coisa aí nesse meio todo deu encrenca, fui preso e meu primo, digamos “pagou” a fiança. Pronto. Contei tudo, addio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Só uma coisa Bernardo: mais detalhes. - D se manifestou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma vez ele revirou os olhos, continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Era uma missão para descobrir os planos da máfia italiana, alguma coisa a ver com novos negócios com máfias internacionais. Era simples, eu me infiltrava lá (o que não foi nada fácil) e relatava cada movimento deles. Estava indo tudo muito bem, até que (até hoje eu não sei porque) alguém me dedurou para a polícia. Fui preso acusado de integrar a máfia e perdi todos os contatos da missão. Perdi inclusive meu direito de ser agente internacional e acusado de traição por todos daquela merda de agência. Adam, meu primo, não estava na missão, mas ele viu que meu projeto estava claramente marcado como fracassado antes mesmo de começar. Ele ameaçou denunciar ao órgão superior, mas ao invés disso, ele ficou com medo de que algo acontecesse comigo - era possível ver o ódio crescente em seus olhos, ele bateu na mesinha em sua frente – Desde então ele faz tudo o que aqueles filhos da mãe querem. Inclusive ser taxado de agente duplo em sua ficha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, ele está nessa “missão” que envolve a gente? - D tinha prestado atenção em cada palavra que o rapaz com calça jeans e blusa branca a sua frente disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não sei o que ele está fazendo. Ele não me diz! Acha que vou fazer alguma besteira assim que souber. -as palavras dele foram um balde de água fria no desejo de D em saber em que Adam tinha se metido. Vendo isso, Bernardo completou – Uma coisa eu sei: Adam está num apartamento em Roma nesse exato momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz acertou na mosca. Um breve sorriso de esperança apareceu em D. Ele entregou um papel com o endereço. Todas estavam se levantando quando ela diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não! Quero fazer isso sozinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas se entreolharam, não impediriam que ela fosse, mas no fundo Nina achava que D estava obcecada demais e isso não era bom. C também temia por deixar ela sozinha. R não gostava nada da ideia também, mas acabou dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você já sabe, qualquer coisa, conte com a gente. Nós daremos um jeito de te socorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D entrou no carro e cantou pneus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-6575959103418306535?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/6575959103418306535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-9.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6575959103418306535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6575959103418306535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-9.html' title='A Missão - Parte 9'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-547460355607186156</id><published>2011-02-07T00:59:00.000-02:00</published><updated>2011-02-07T00:59:40.361-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 8</title><content type='html'>Os primeiros raios da manhã incidem pela pequena abertura entre as cortinas. D estava morta de cansada pela noite de ontem, mas seus olhos abriram o suficiente para encarar Adam ainda dormindo feito anjo. Algo dentro dela dizia para ela acreditar que aquilo não era um sonho. Tinha sido muito bom e muito real. Pra que acordar para a realidade onde alguém estava tentando matar ela e suas amigas? O melhor que ela tinha a fazer e fez foi voltar a fechar os olhos e se embalar nos braços do rapaz ao seu lado, emaranhados nos lençóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Ainda na noite anterior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que viu do que se tratava, Nina acordou R e C. Mesmo elas tendo reclamado, e muito, de terem saído da cama antes da meia noite, elas perdoaram quando viram que o negócio podia ficar sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quer dizer que Adam foi contratado para esse grande rolo que a gente não sabe direito para o quê serve? - C tentava entender melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois é! Uma pena os arquivos estarem quebrados e estarem faltando algumas partes – Nina andava de um lado ao outro da sala – Mas consegui extrair uma informação importante. Acho que devíamos procurar por D, e logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tecnologia existe pra isso. Já tentou o celular? - R está realmente preocupada, mas não consegue segurar o bocejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É claro, né. Foi a primeira coisa que eu fiz. Ela não atende- Nina agora se joga no sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, só tem um jeito: vamos sair e procurar por ela. - sugere C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em acordo unanime, todas se levantaram e se prepararam para sair. Novamente, separar para conquistar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina pega o pequeno cartão do “Le Restaurant” que ainda estava em seu bolso. “Vai ficar pra outro dia, pena”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;As meninas só voltaram quando o sol estava raiando. Caindo sobre tudo o que era macio, C e R deitaram no sofá e por ali ficaram. Nina tentaria pela última vez no celular, senão conseguisse nada depois disso começaria a rezar para que estivesse tudo bem. Um barulhinho estranho ecoava pela casa, algo como um toque de celular. Nina sobe correndo as escadas. A musiquinha ela a menina até o quarto da amiga, ela entra devagar e vê D dormindo. Nina não quis saber se estaria fazendo um escândalo, correu e gritou para a amiga:&lt;br /&gt;-D!!!! VOCÊ ESTÁ MALUCA EM NÃO ATENDER SEU CELULAR??!! QUER MATAR TODAS NÓS DE PREOCUPAÇÃO!!!??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D abre os olhos assustada e muito confusa. Ela vê que o escarceu vêm da menina um pouco mais baixa que ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom dia pra você também, Nina. Por que o aoe, mammy?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desce agora e te mostro o porquê. - ela agora controlava a voz e mantinha-se mais calma, ela se virou e saiu porta a fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D estava ainda com muito sono e com toda aquela confusão que a despertara, ela não percebeu que não estava acompanhada. Quando chegou a essa conclusão ela saltou da cama. “Deve ter se escondido no banheiro”. Ela corre até lá e nada. Dá porta do banheiro ela visualiza todo seu quarto, reparou que as roupas de Adam não se encontram mais espalhadas pelo chão. A porta do armário está parcialmente aberta, não que ele estivesse escondido por ali, era pequeno demais, mas ela quis checar. O fundo falso do armário continha uma parte do seu arsenal de armas, aquelas de mais fácil acesso e – por que não? - as preferidas. Não estavam ali. Nenhuma delas estava aonde ela se lembrava de ter guardado. Adam as tinha roubado, mas como? Por que? Justos as preferidas. “Filha da mãe!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D desceu as escadas furiosa, batendo pé degrau após degrau:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aquele miserável me roubou! -gritava do topo da escada ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O quê? - todas se viraram para o furacão que D se transformara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele-me-rou-bou!! - ela falava pausadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Antes de você começar a rogar seu ódio por coisa pouca, veja só isso. -Nina pegou o laptop que estava no modo dormir, mostrou para D o que ela tinha visto ontem à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sei que você realmente gosta dele, mas o que a foto do seu ator de TV favorito tem a ver com a história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigada, Nina desvira o computador e se espanta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele também MEXEU nas minhas coisas!!! Ele levou o arquivo e deletou! Filho da p...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Wooow! Ele realmente acha que está brincando com a gente, está é brincando com fogo. - R sentencia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esse não é o problema – começou Nina – tenho uma cópia de cada um desses arquivos importantes carregados comigo no outro pen-drive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela balança uma pequena garrafinha de Coca-cola com entrada USB que etava pendurada em seu pescoço como um colar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora com o arquivo correto para mostrar, Nina entrega o notebook novamente para D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele foi contratado pela EDM internacional há 5 anos e saiu ano passado por “motivos de força maior”?- D continuava chocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pelo visto, sim. - C continuou –. Parece que a família dele estava envolvida em encrencas e a sua demissão ocorreu na mesma época que o priminho dele teve probleminha. A melhor parte vêm agora: a família de Adam mora na Itália!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês acham que ele fugiu pra lá agora? - R pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos descobrir – D se levanta e pega alguma coisa como um espelhinho de bolso, aperta um botão e vários pontinhos vermelhos começam a piscar no “vidro – Parece que ele está em trânsito, em algum avião qualquer indo pra Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Opa! Posso ter esperanças de ser a Itália? - C não esconde a excitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pela rota, pode sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C soltou uma comemoração monossilábica e praticamente silenciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É ISSO!- exclama R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O quê, mulher? - pergunta Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É que na boate, eu tinha ouvido alguém falar em Itália. - “Por isso o cruzar oceanos. Tinha esquecido de falar com elas, ô cabeça”, pensou. - E meio que fiquei com a ideia na cabeça. Se eu lembrasse da cara do sujeito....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então vamos fazer as malas. - sugeriu Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Enquanto isso, vou ligar pra May agora! - R pega o telefone – Vamos mandar ela arrumar os quartos de hóspedes ou fazer reservas no hotel mais chique de Roma. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-547460355607186156?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/547460355607186156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-8.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/547460355607186156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/547460355607186156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-8.html' title='A Missão - Parte 8'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-8593593814871422970</id><published>2011-02-06T01:04:00.000-02:00</published><updated>2011-02-06T01:04:49.292-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 7</title><content type='html'>-Qual dos dois vestidos? - D aparece na sala com dois vestidos, um vermelho na altura dos joelhos (mais solto e comportado) e outro champagne (mais curto e justo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei, não pergunte pra mim. Você sabe que eu não gosto muito dessa coisa toda de moda e escolher roupas. Aprendi o básico para me virar um pouco em cada lugar – sem nem tirar os olhos da TV, C dá de ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do quarto, ouve-se R dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tanto faz, o vestido será a primeira coisa a sair. To brincando, gente! - ela completa depois que todas olhavam com cara de desaprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vai com o vermelho. Comportado, porém chamativo. - disse Nina da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D volta para seu quarto refletindo sobre a opinião da amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei porque ela JÁ está se arrumando... Ainda faltam duas horas para ela sair! - pergunta R que chega à sala e junta-se a C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porque ela está nervosa e não quer esquecer de nada. - Nina responde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C e R dão de ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina está de volta no computador, as coisas tinham ficado lentas e a varredura parou nos 90% a mais de 3 horas. Resetar era um coisa que ela não faria nem a pau, tinha fé de que tudo andaria normalmente em breve. Enquanto esperava, ela resolveu fazer alguns quitutes. A casa toda cheirava a bolo e biscoitos. C e R já haviam roubado alguns da primeira fornada, agora todas elas dormiam, descansavam da grande noite anterior e se preparando para, quem sabe, a do dia. D já tinha saído de casa para se encontrar com Adam. Estava tudo muito silencioso, eram só Nina, as massas e o computador ligado e rodando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina resolve ir ao supermercado, afinal, faltavam muitos ingredientes naquela casa. Guadalupe só iria às compras na segunda de tarde, não dava para ela esperar até lá. Pegou sua sacola de compras e seus trocados. Ela gostava um pouco dessa parte, escolher os ingredientes, ainda mais quando sabia exatamente a receita que iria fazer. O supermercado estava um pouco cheio, muitas famílias fazendo as compras da semana. A seção de vinhos estava vazia, ela se interessou por um para beber aquela noite, enquanto estaria sozinha olhando para aquele computador, não pegaria nenhum da adega de C - não teria coragem. Contudo, ela não sabia qual escolher. Eram tantos e todos pareciam tão bons... Ela pegava uma garrafa, via a procedência, analisava por alguns segundos e devolvia à prateleira. Fez isso com as várias outras garrafas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma voz surge de trás e pega Nina de surpresa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Precisa de ajuda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se vira e vê um rapaz que tira seu fôlego. Moreno, de olhos azuis e um sorriso arrebatador – esse rosto não lhe era estranho. Ele tamborilava em seus óculos escuros, quando eles não estavam dançando em suas mãos. O rapaz aponta para a garrafa que Nina segurava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esse vinho é muito difícil de combinar com pratos comuns. Porém, é perfeito para os paladares mais exóticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela permanecia em silêncio, não sabia se falava ou se cortava o papo antes que começasse uma troca de flertes. Decidiu dar corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Na verdade, não é nenhum prato especial. Será apenas a companhia do vinho. Eu e o vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, para isso.... - ele percorre todo o corredor até a ponta na extrema direita e pega uma garrafa escondida lá no fundo – Não é o melhor lugar para se comprar vinhos, mas é ótimo para emergências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é tão emergencial. É só um plano B, não estou na fossa e não é para ter uma ressaca. Distração é a palavra certa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe, não quis insinuar que você tomaria um pileque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Obrigada, pela dica, até mais. - ela girou pelos calcanhares e andava na direção contrária do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Espere. - ela o ouviu gritar ao fundo – Me desculpe, mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela via um grande ar de arrependimento e um pouco de falta de jeito. Mas no fundo, torcia para que ele se redimisse em grande estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já sei – continuou ele – venha ao meu restaurante antes que ele abra. Posso lhe oferecer uma degustação gratuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entrega um cartão para ela 'Le Restaurant'. Nina fica em dúvida novamente, apesar de sempre sonhar com esse tipo de abordagem, não acreditava completamente na veracidade dos sentimentos. Porém, ela acordou com uma espécie de precentimento, que mandava ela deixar fluir pelo menos dessa vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muito bem, chef. Que dia e que horas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hoje, quando o expediente acabar. Pode passar lá, estarei esperando. Aliás, meu nome é Mathew, mas pode chamar de Matt – ele estende a mão para um aperto amigável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina – ela retribui o cumprimento – Vejo você por volta da meia noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela voltou rumo ao caixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa novamente, depois de mais algumas fornadas e os potes cheios até a tampa de biscoitinhos, o computador apita. Finalmente, a espera acabou. Nina corre para ele e começa a ver os segredos escondidos nos arquivos do EDM. Nada demais nas primeiras cinco folhas. De repente, Nina pára chocada. Isso sim é grande, muito grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um lord inglês, Adam chega a casa das meninas na hora combinada. Ele toca a campainha, não demora muito até que D desça para atendê-lo. Ela tinha seguido as dicas de Nina, colocou o vestido vermelho, prendeu os cabelos num coque meio solto - para não parecer antiquada demais - e usava seu salto alto mais confortável. Adam fazia uma cara engraçada, algo entre o deslumbrado e contente por ter tomado a iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele também não ficava para trás, vestia sua melhor camisa e um blazer azul-marinho que ressaltava seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que adivinhei o nível de formalidade – disse D assim que fechou a porta e se virou para o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muito boa a sua intuição. Podemos? - Adam oferece o braço para D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que estamos exagerando na formalidade. - mesmo um pouco relutante, ela cede e e se envolve nos braços de Adam. “Hum, fraco ele não é”, pensa ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois seguem caminhando até o restaurante. A conversa estava boa, pareciam ter muitas coisas em comum, apesar de ambos estarem escondendo algo. No final do jantar, Adam vira e sugere:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estou com vontade de dançar, vamos para uma danceteria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah Adam, não estou a fim de ir pra boate nenhuma. Não leve a mal, mas não gosto muito dessas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, D. Não é boate. É uma danceteria onde as pessoas vão lá SÓ pra dançar! É muito divertido, uns amigos bailarinos que me deram a dica. Aposto que você vai gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amigos bailarinos? Que coisa mais estranha”, pensa D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uz4eHPD40w4"&gt;♪ &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passadas as portas, tudo parecia alegre e festivo. Vários palcos espalhados pelo salão, além de uma grande pista de dança. Ambos lotados. Adam puxava D para o meio da pista , enquanto dizia um breve olá aos amigos que já estavam lá. Ela estava um pouco travada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não gosta de dançar? - seus olhos azuis eram quase uma súplica, caso a resposta fosse uma negação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro que gosto. Mas, tenho vergonha... - ela evita encarar o rapaz, ele mexia muito com os sentidos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ninguém tá olhando. A maioria aqui está mais preocupada com o próprio desempenho e no aperfeiçoamento de técnicas. Resumindo, ninguém vai dar bola pra você. Só eu, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qmi3EPUrw6g"&gt;♪&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adam conseguiu convencê-la. Aquilo que começou lentamente, com aqueles passinhos de dois pra lá e dois pra cá, aumentou o nível. Em pouco tempo, podia-se admirar o casal dançando. O vestido vermelho dava o contraste, a bainha girando aos movimentos de rotação. D não tinha mais vergonha, dançava bem ao ritmo da música e harmoniosamente com seu belo par.&lt;br /&gt;Por volta das 2 da manhã, eles finalmente pararam e resolveram que estava na hora de voltar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mal posso sentir meus pés! Viu o que você fez? - D brincava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe, se estraguei seus pés de valsa, senhorita – Adam não parava de sorrir – Tenho uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a pegou pelo colo e foi levando até o táxi parado na esquina. O velho taxista não se impressionava com mais nada, já tinha idade e quilômetros suficientes para saber que nessa cidade era melhor não emitir sua opinião e ficar na sua, por mais estranha que a situação fosse. A endorfina estava a mil. Eles não conseguiam se desgrudar e não paravam de rir nem por um minuto. A chegada até a casa de D foi rápida, para eles, demorada para o taxista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As despedidas na soleira da porta estavam prestes a começar, mas nenhum deles abria a boca. Ficavam observando um ao outro, minuciosamente. A tensão era tanta que D podia sentir que suas mãos começava a suar (uma coisa muito rara para quem precisa ter as mãos firmes e as emoções controladas para atirar perfeitamente). Num rompante, Adam novamente tomou a iniciativa e beijou D. A partir de agora não poderiam ficar no lado de fora, certas coisas são melhores na exclusividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-8593593814871422970?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/8593593814871422970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8593593814871422970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/8593593814871422970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-7.html' title='A Missão - Parte 7'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-630921112246576483</id><published>2011-02-02T23:57:00.000-02:00</published><updated>2011-02-02T23:57:34.423-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 6</title><content type='html'>R sai, abre a porta lentamente. O cheiro de ovos com bacon vindo do fogãozinho de duas bocas empesteia o lugar, agora ela sentia o balanço do mar. Em frente ao balcão da cozinha (que tinha um prato enfeitado e alguns papéis em volta), uma mesa com o que pareciam mapas de navegação. Fotografias coladas com durex cobriam todas as paredes. Na estante, também abarrotada, ela reconhecia alguns títulos de livros muito interessantes, daqueles que ela considera literatura boa. Dividindo o espaço havia filmes cult e trash – mesmo que escondidos no fundo da prateleira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, que bom que você saiu, estava começando a me preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R observa calada, mas reuniu um pingo de coragem para fingir que sabia muito bem o que estava fazendo e que tinha consciência da sua sedução. Treinada para isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estou bem. Hum, você tem muita coisa interessante por aqui. - ela passei com os olhos sobre a estante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você disse isso ontem – ele ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Disse? Não lembro...- mesmo sem graça ela continua mantendo seu ar glamour- O que mais eu disse, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem sabe durante o café você lembre? Ovos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, obrigada... Obrigada, você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-John Wilmot. Nossa você apagou mesmo da cabeça a noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois é, sobre isso aí. Temos que esclarecer. O que aconteceu depois que você me convidou para um lugar mais calmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ééé. Eu lembro de você me dizendo que ia pegar mais uma bebida e depois disse para irmos para um lugar mais calmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não disse isso. Na verdade, eu vi que você estava meio mal, vagando pela pista de dança e achei melhor cuidar de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R estava muito confusa, alguns flashbacks surgiam em sua cabeça. Realmente não era com ele que ela estava flertando. Lembrou que C já tinha deixado ela sozinha e que já passava das 4 da manhã, porque o barman de lá faz um sorteio de drink especial sempre nessa hora e ela tinha ganho. Sua mente estava começando a trabalhar a todo vapor. Depois, um homem estranho lhe pagou um o drink mais caro da casa e falou que queria conversar com ela. Precisava falar com C de qualquer jeito e a procurava em vão na pista de dança. Uma camisa xadrez impede que ela caia no chão e a segura. Fim das lembranças da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, recapitulando, você me trouxe para seu barco por que???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você dizia algo como, temos que cruzar o oceano. Como você não estava bem, achei que você se referia a ir a Manhattan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cruzar oceano? - um clarão de esclarecimento surgiu – Vai demorar muito para chegar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-5 minutos. Mas a companhia foi tão ruim que você quer sair logo? - ele colocou seus óculos de armação grossa e roçava em sua barba por fazer, tinha um ar meio entristecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo mexeu R. Não era para magoar de alguma forma o homem que pelo visto tinha a salvado de poucas e boas, ainda mais com aquela aparência que a fazia suspirar escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É brincadeira, desculpa se te deixei desconfortável. - ele disse logo que percebeu a expressão de R. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sentiu que precisava se redimir um pouco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ovos com bacon, não é? Vamos ver se você é bom de cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OLDSdnHWaSU"&gt;♪&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você disse que faltavam 5 minutos para chegar. Já estamos aqui há meia hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Até parece que você não gostou... - John joga o resto de seu cigarro dentro do cinzeiro e se recosta na cabeceira da cama – de ter ficado mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R se vestia ao som de Bob Dylan ao fundo. “Tenho bom gosto”, pensava ela bobamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aportaram na marina, Nina, D e C esperavam pela amiga – exatamente como prometido – elas observavam o atracar do barco e R saindo tranquilamente lá de dentro, seguida por John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nível de periculosidade? - indagou Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Só se for de alta combustão, if you know what i mean – responde D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, R, aproveitou seu passeio pelo visto, né? - C diz irônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um pouco de vergonha, ela se junta às amigas e dá um breve aceno de despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-John é uma pessoa muito simpática. - R diz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora se chama simpático – C ironiza mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele me lembra alguém... - Nina coloca a mão no queixo, como naquelas comédias bobinhas – Um artista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pra mim ele é a cara do Johnny Depp – D fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-ISSO! - as amigas dizem em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, gente. Parem com isso, nada a ver...Ah, ele lembra um pouquinho sim. Mas só um pouquinho. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-630921112246576483?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/630921112246576483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-6.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/630921112246576483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/630921112246576483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-6.html' title='A Missão - Parte 6'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-4228035625814163045</id><published>2011-02-01T16:03:00.003-02:00</published><updated>2011-02-02T23:54:42.940-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 5</title><content type='html'>Feito todo o caminho de volta, Nina e D se juntaram a C e R nível 1. Ninguém suspeitou da presença delas no prédio, aparentemente não, pelo menos. Já era de madrugada quando todas foram dormir. Estavam exaustas e tinha feito um ótimo trabalho no EDM. Mereciam uma boa noite de sono. Contudo, a sexta-feira amanheceu e todas já estavam de pé, reunidas na sala de estar. Na pequena reunião matutina, ficou decidido que nina passaria o dia inteiro em casa analisando os arquivos. Parece que fazer o download realmente foi fácil, mas os próprios documentos estavam melhor protegidos. “Não tão idiotas assim”, disse Nina um pouco irritada por ter que, novamente, passar o dia sentada no computador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C e R iam para o trabalho, agiriam como se nada tivesse acontecido e quando perguntadas sobre o porquê de terem voltado tão cedo diriam que os planos de viagem murcharam devido a incompatibilidades, criariam um pequeno clima de desentendimento só para manter as aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D foi até o centro. Precisava comprar alguma coisa para o encontro de sábado, estava bem nervosa. Passou a manhã correndo de loja em loja, nada parecia ficar bom. Sua paciência havia se esgotado. Resolver passar para ver uma amiga. D entrou numa loja onde se alugavam livros e filmes. A sinetinha da porta toca, ela logo avista a amiga no balcão arrumando uma pilha de caixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muito trabalho por hoje, I?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Resus, que susto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas a sineta tocou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não estava prestando atenção, oras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Enfim, tem alguma coisa nova pra mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você deu sorte, acabou de chegar. Estão novinhas em folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I abre as caixas que estavam por baixo. Nelas várias maletas com pistolas nunca usadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Elas são pequenas mas são de longo alcance. Estavam em teste, mas acho que você não liga muito para esse detalhe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D estava contente. Não tinha comprado roupa nenhuma mas saiu com mais duas armas para seu arsenal e de quebra alugou uns livros e uns filmes clássicos para todas assistirem quando tudo aquilo acabasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite chega e sexta-feria é dia de sair. R e C decidiram sair para espairecer. D ficou em casa para fazer companhia a Nina e, também, porque sempre achava sacal essa coisa toda de boate, por mais drinks que ingerisse nada ficava tão feliz e colorido como as pessoas diziam ser. Ah, e o mais importante, ela não queria acordar de ressaca mo dia seguinte e ter que se entupir de remédios para se sentir melhor à noite quando fosse sair. Prevenir para não remediar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina estava tendo trabalho dobrado, a todo momento apareciam códigos para serem quebrados e firewalls para serem desbloqueados. Ela acabou adormecendo no sofá com o notebook no colo. De manhã, numa hora não cedo, Nina é acordada por D:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina, você viu R e C voltando? - a menina tinha se erguido e se posto sentada num único pulo, ainda meio sonolenta ela negava com a cabeça – Eu sei que vai ser impossível falar com alguém, mas você liga pra R e eu tento achar C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal elas pegaram o celular, a maçaneta da porta da frente gira e a porta se abre. Com certa dificuldade de coordenar seus movimentos, C entra de volta em casa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Antes que vocês duas DIGAM alguma coisa, em minha defesa, anuncio que parei com essa vida. Minha cabeça é a prova viva de que não voltarei a por álcool na minha boca. Só socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok, nós vamos acreditar nisso por enquanto – falou Nina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas cadê a R? - questionou D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O celular de C toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-C, onde você está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu é que te pergunto isso, mulher! Onde você está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha, exatamente, estou trancada no banheiro sentada na privada e falando ao celular...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-COMO você foi parar aí? Vou te colocar no viva-voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alguma coisa aconteceu entre o “pegar mais uma bebida” e “vamos para um lugar mais calmo”, o quê necessariamente ainda é meio vago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O quê todas nós suspeitamos – disse D – a pergunta certa seria, em que lugar da cidade você está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aí está o problema, eu não estou na cidade. - todas se entreolharam muito intrigadas e até receosas – Estou num barco, algo entre a ilha de Manhattan e a cidade....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alô? Alô? C? Nina? D??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A gente não sabe se ri ou se chora -diz D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Rir, definitivamente rir – C decreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e feito, todas caem na gargalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não tem tanta graça! Parem de rir! Ai saco – R ficou de mimimi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pera -D começa, ainda com dor na barriga – Você ligou pra quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu contava com a little help from my friends. Mas pelo visto vocês preferem rir da minha desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Em que vida estar numa, suponho, lancha de algum milionário do Upper East Side é algo ingrato? - pergunta C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tá, desgraça foi exagero, mas eu não sei como sair dessa, estou trancada no banheiro (muito elegante, por sinal), não lembro da cara do sujeito e to com medo de sair e descobrir o tamanho da burrada que eu posso ter feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se quiser a gente pode tentar ir até Manhattan e salvar você na marina. Até lá, você vai ter que se virar sozinha. - sugere D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tenho uma ideia melhor: por que vocês não pegam os jet-skys e me tiram do meio da água?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eles quebraram, lembra? - Nina refresca a memória - Naquela missão em Cingapura, quando batemos em recifes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah - R desanima com a recordação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ou seja, vamos te esperar na marina. Temos certeza que você sabe se cuidar. Afinal, você é ou não é uma agente internacional? - C fala com energia – Mulher, onde estão os seus colhões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Provavelmente com minha dignidade – R estava chateada – Se vocês não tiverem aqui quando eu chegar ou eu não voltar em 24 horas, vocês se arrependerão amargamente por não terem vindo me resgatar, nem que tivessem usado tartarugas marinhas amarradas como transporte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R desliga na cara delas e atira o aparelho sobre o cesto de toalhas. Ela ouve alguém bater na porta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-R, tudo bem com você? Está aí há tanto tempo, espero que não seja por causa do balanço do barco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nãoo, tudo bem. Já estou de saída – o pânico passa pela cabeça de R. “Você é poderosa, pode fazer o que quiser, onde estão os seus culhões?? Essa é uma boa pergunta, agente internacional!”, pensou. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-4228035625814163045?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/4228035625814163045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-5.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4228035625814163045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4228035625814163045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/02/missao-parte-5.html' title='A Missão - Parte 5'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-3660999312248780195</id><published>2011-01-31T18:32:00.003-02:00</published><updated>2011-01-31T18:32:47.905-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 4</title><content type='html'>Chegando à Big Apple, a primeira medida a ser feita é ir até à sede do EDM. Fica num prédio comum no centro da cidade e pessoas comuns trabalham de maneira comum, ou pelo menos acreditam trabalhar para uma empresa comum. Precisavam observar cada movimento dentro do prédio. Então, como fazer isso sem serem reconhecidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alguém aí tem medo de altura? –Nina lança um olhar de quem acabou de ter uma grande ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam no carro, a caminho do ateliê de uma amiga. Carol era uma amiga das meninas, ela era responsável pela parte de vestuário das missões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pera, explica de novo – C estava muito receosa com esse novo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É o seguinte: nosso objetivo principal é entrar no EDM e tentar achar o Jeff. Como não temos acesso pelas escadas como pessoas comuns, vamos entrar como só verdadeiras super espiãs podem. Se não me engano, da última vez que fui buscar nossas roupas camufladas, eu vi que a Carol tinha feito novos acessórios. Entre eles eu vi um cinto maravilhoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E o que tem isso a ver com o plano de entrar e aquela parte da altura? – C tentava se acalmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O cinto não serve só para segurar as calças, ele também serve para escaladas! – Nina está radiante com a pista que deixara para as meninas adivinharem, contudo não obteve tanto sucesso – Gente, o cinto é expansível!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-AAAAHHHHHH – a exclamação foi uníssona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E de quebra acho que vi umas botas com solado de imã especial, dá pra andar pelas vigas de metal do prédio! – conclui Nina orgulhosa pelas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto do prédio de mais de 30 andares, 4 limpadoras de janelas se revezavam em dois andaimes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha, ainda bem que está nublado por aqui hoje. Se o sol estivesse a pino ia ser muito difícil – C enxuga o suor na manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu pensei que esses vidros fossem temperados e apenas contra os raios UVA, mas parece que tem um pouco daquele insufilme- R tentava esconder uma câmera no encontro entre vidro e a vigas de metal – Bota mais espuma nesse vidro, Dorianne, daqui a pouco vão começar a ver que a gente não tá limpando vidraçaria nenhuma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O celular de C toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Anda mika caracol, as Danis já acabaram a parte delas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, to indo, C. To indo, to indo... Pronto, pode enxaguar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas esperaram o sol se por. De noite é sempre mais fácil invadir os corredores vazios, menos disfarces, menos gente para ficar de olho. Depois de um dia inteiro monitorando o funcionamento de todos os andares, encontraram um setor muito suspeito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tinha que ser no trigésimo andar? – reclama C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Essas coisas nunca facilitam a nossa vida – R decreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Calma, meninas, estamos muito bem equipadas. Eu confio nos meus amiguinhos tecnológicos – Nina faz um pequeno carinho no seu laptop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Falei com a Ju hoje de tarde, ela disse que o clima está muito estranho nas salas dos chefões. As reuniões estão mais curtas e os diretores estão indo todos os dias pra lá para tratar de “assuntos extraordinários” – relatou D – Bom, a gente pode se instalar na sala dela, ela deu acesso livre, aí....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D é interrompida por seu celular que vibra e dança pelo chão, na tela o número 8149485 é desconhecido. Ela atende:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi D. – uma voz suave falava do outro lado, ela não podia acreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adam? Nossa, estava pensando em te ligar ainda hoje. – mentira deslavada, apesar da vontade, a vergonha lhe impedia de agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como... Como você conseguiu meu telefone?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Digamos que... tenho meus métodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras estavam tão surpresa quanto D, aquele não era seu celular convencional, era uma linha particular exclusiva para assuntos secretos do EDM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papo estava se estendendo mais do que deveria, o tempo era curto e elas não tinham a noite toda. Depois de muitas tentativas de cortada, finalmente D desliga o telefone. Seu rosto dizia que a conversa com Adam surtiram como gás do riso na menina, era visível o quanto ela tentava esconder o sorriso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Conta de uma vez, chega de suspense! – R desebunchou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Elevemnosábado – ela mal conseguia pronunciar as palavras, estas saíram baixas e atropeladas – Ele vai vir no sábado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai meu Deus, muito bem amiga, agora foco na missão de hoje a noite, ok? Temos amanhã o dia todo pra você contar cada letra que ele disse nesse telefonema. – C estava séria, ainda suspeitava da ligação surpresa de Adam, mas não queria que a amiga também ficasse desconfiada e perdesse o foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ok, vamos recapitular o esquema? – D se recompõem - A troca de turno dos seguranças é daqui a ... nossa, fiquei esse tempo no telefone! ... daqui a 8 minutos. Disfarçadas entramos pela ala dos empregados terceirizados e subimos até o trigésimo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, minha pernas... – C lamenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Todo tempo gasto na academia serviu pra que? – Nina pergunta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não fui tanto tempo assim... – C estava sem graça – A única academia que eu levei a sério foi a de artes marciais, por que né, ela é beeem útil. Na academia regular as coisas me entediavam, preferi fazer polonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O polonês não vai fazer suas pernas subirem trinta andares, honey – R botou lenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Certo! – D interrompeu a troca amável de sarcasmos – Chegando na sala da Ju, entramos na ala dos manda-chuvas super secreta que nenhum dos outros diretores tem acesso. E...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E finalmente descobrimos que história é essa de mandarem os caras durões do EDM virem atrás da gente, vamos acabar com esses sacanas – se empolga R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano deu início exatamente às 23:52, quando ocorria a troca de turno dos seguranças nas quintas. Era um horário esdrúxulo para que ninguém copiasse, cada dia da semana tinha um horário diferente e toda semana eles eram mudados. Óbvio que descobrir o horário do dia era fácil, segundo Nina “essas empresas terceirizadas nunca atualizam os seus sistemas operacionais”, em menos de 10 minutos ela acessou os dados da empresa enquanto observavam a rotina do prédio durante à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os disfarces de C estavam perfeitos, ninguém desconfiava que aqueles homenzarrões não passavam de 4 jovens mulheres. C e R ficaram de vigia, mantendo seus papéis de seguranças; Nina e D entraram, ficaram em dupla mais pelo fato de ter alguém dando cobertura, já que copiar informações de um computador super bloqueado – mesmo sendo o maior gênio da computação do último século - e imobilizar bandidos não são tarefas fáceis de se realizar sozinha. Além do mais, não custa nada levar quem é uma atiradora de elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os obstáculos são sempre os mesmo: seguranças no nível 1; senhas de 4 dígitos, com apenas duas chances para a margem de erro; reconhecimento digital e/ou ocular; raios laser prontos para dispararem e queimarem ao menor toque; e, por último, mas não menos importante, sensores de calor, mais do que 15 minutos na câmara é disparar os alarmes e ainda ficar trancada com paralisação total dos geradores de oxigênio. Piece of cake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar pelas senhas foi até fácil, elas usaram um equipamento que permitia enxergar resquícios de calor deixados pelos dedos. Pra ajudar, um gerador de senhas combinou os três números mais prováveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Qual você acha que é o certo? – Nina analisa as sequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você vai perguntar pra mim? A gênia aqui é você, tá mais acostumada com essas coisas. – D exita – Se bem que, se levarmos em consideração que o botão do número ‘5’ foi apertado duas vezes e tem duas marcas distintas, significa que a combinação com dois ‘5’ seguidas está errada. Logo, só sobra essa aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Viu, você também é boa nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pura sorte, amiga, pura sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegava na parte mais complicadinha segundo Nina, a identificação digital e ocular dependia única e exclusivamente do bom funcionamento dos apetrechos. Ela mesma dizia: “Nunca é bom ter que depender 110% nos equipamentos”. Esses 10% são as interferências humanas, as emoções e intuições que movem parte dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina calça umas luvas de couro molengas e entrega a D um par de óculos enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-São para copiarem os últimos vestígios deixados por aqui. Tecnologia fashion by Carol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenos feixes luminosos analisaram os óculos de D que passaram no teste, contudo as luvas de Nina enfrentavam uma pequena rejeição. Tinham apenas mais uma chance antes que fossem pegas. Nina ajeita a luva deixando-a bem grudada à mão. Era hora de rezar para todos os Santos existentes na Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Passagem autorizada”, a voz de computador anuncia. Nina e D respiram aliviadas. Agora vinha a parte divertida: brincando com os raios lasers. Para desativar os feixes deveria passar um cartão de identificação e digitar uma senha para se obter o caminho livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-D, não sei se temos tempo para esperar enquanto eu forjo uma traja magnética e a combinação de senhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nina, não se preocupe. Vai começar a diversão. Encare isso como uma dança com os lasers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas, então, se contorcem para escapar dos raios como gatos pulando no telhado, com movimentos precisos, delicados e silenciosos. No corpo, apenas os aparelhos a serem usados na sala seguinte, quanto menos coisa carregar em cada etapa mais fácil é a locomoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam ao outro lado sem praticamente suar. O próximo desafio é a sala com sensor de movimento. Dessa vez Nina tem que ir sozinha, seria arriscada tentar atravessar as duas. Nina faz sua sequencia de acrobacias com muita agilidade, foi tão rápida que acabou deixando cair o pen-drive que armazenaria os dados. Ela já tinha chegado do outro lado, não daria tempo de voltar. Sem pensar duas vezes D lança sua arma, única coisa que tinha em mãos naquele momento, que faz strike no pen-drive. Os dois caem na área segura sem sensor. Essa foi por pouco. Nina começa a digitar, digitar, digitar, seus dedos tocavam rapidamente as teclas, estava com o olhar concentrado na tela do computador. De repente, ela abre um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Rá. Consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nossa, que... rápido e fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é? Nem acredito que eles tinham esse sistema tão simples! Chega até a ser suspeito....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom, vai ver que ninguém acreditava que alguém passasse pelas provas de fogo aí de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-3660999312248780195?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/3660999312248780195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/missao-parte-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/3660999312248780195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/3660999312248780195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/missao-parte-4.html' title='A Missão - Parte 4'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-4789346225124019899</id><published>2011-01-27T15:51:00.002-02:00</published><updated>2011-01-27T15:51:29.902-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão - Parte 3</title><content type='html'>Já era início da tarde e nem sinal do grandalhão loiro. Tinha sido combinado que às 17h em ponto todas voltariam para o pé da roda gigante caso não tivessem encontrado nada antes. Eram 16h:30min, Nina e C já estavam paradas esperando, quando viram R tentando fugir de um cara mal encarado. Depois de socorrem a amiga, esperaram por D, impacientes. Quando finalmente deu 17h elas começaram a ficar preocupas, ela teria ligado se tivesse encontrado algo suspeito. Esperaram por mais meia hora e acharam melhor sair em busca de D, já que nem o celular ela atendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisaram andar muito, D estava ao lado da barraca de tiro ao alvo, segurando um urso panda gigante de pelúcia. Conversava com um rapaz bem bonito, um pouco mais alto que ela, com cabelos negros e bagunçados, olhos azuis que pareciam duas pedras de safira, não era forte mas aparentava ter boa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-D!! Por onde você andava, mulher! – exclamou C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai meu Deus, esqueci de olhar o relógio. – D olha sem graça para o pulso e em seguida para as amigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não vai apresentar o amigo? – R joga um olhar malicioso para a amiga que está completamente envergonhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sou Adam, vim da cidade vizinha para curtir a festa. – o rapaz se apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não é amigo de nenhum dono de Camaro preto, né? – R fala sério, mas depois de receber cutucões e pontapés ela solta um risinho forçado- Ah, esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem, acho que já vou indo. A culpa foi minha por ter perdido a hora, temos muita coisa para resolver e está ficando tarde... – D ainda tentando falar com uma voz normal, sem gaguejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que há para resolver nas redondezas, essa cidade está fechada até amanhã, nada abre durante as comemorações e bem, a cidade aí do lado também deve funcionar tão cedo, então coisas não serão resolvidas hoje. – ele sorri com olhar inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu disse coisas para resolver? ah não, na verdade.. olha que cabeça a minha, eu quis dizer chão para percorrer, sabe como é, a Califórnia ainda está longe, bem longeee... – o urso gigante dança de um lado para o outro nos braços dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Interessante, por que vocês não pegaram um avião, ou até mesmo um trem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Queríamos viajar por mais tempo, ficarmos sozinhas, reforçar laços de amizade, essas coisas de garota – Nina dá suporte à amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Temos REALMENTE que ir, desculpa Adam, vamos roubar ela de você – C apressa-se e puxa D pelo urso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me liga se ainda estiverem por perto – ele pega um papel anota o número e coloca na coleira do urso de pelúcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao carro, todas estão afoitas para que D conte todos os detalhes, mas ela se recusa a falar tudo. Novamente na casa de Maciço, as luzes continuam apagadas, pelo visto alguém saiu fugido dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos entrar e entrar e procurar por pistas. – sugere R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas vão para o quintal dos fundos e entram sem a menor dificuldade. Reviram a casa de cabeça para baixo, mas nenhum sinal de Ivan ou de sua família, ele parece ter fugido há dias. A caminho do carro e mais frustradas ainda, elas ouvem algum barulho suspeito no início da rua. Era tudo vazio e mal iluminado, os vizinhos também não pareciam estar em casa, todos foram ao centro comemorar. Dois carros chiques entram na rua na velocidade máxima, elas estavam cercadas. De cada veículo saem dois homens de preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Saiam do carro ou morrem aí mesmo. – gritou um dos bandidos encapuzados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente elas se posicionaram de costas e cobriam uma a outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-No três? TRÊS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C, D, R e Nina começaram a lutar e a machucar seriamente os caras com armas. Seus golpes eram certeiros, elas eram realmente boas em artes marciais, mas D se destacava um pouco mais, talvez seja por causa do sangue oriental. Bandidos devidamente abatidos, agora era a hora de tentar descobrir alguma coisa. Todos estavam desacordados com exceção de um, que C segurava firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, pode ir falando, quem mandou vocês aqui? – R perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara encapuzado continuou mudo. C apertou com mais força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desembucha, logo! – C já estava irritada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D se aproxima e tenta intimidá-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fale de uma vez!! É para o seu próprio bem, a C aqui não tem muita paciência com quem não gosta de colaborar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que ele conseguiu se desvencilhar da imobilização e atacou D. Sua sorte é que ela estava preparada, sacou a arma e atirou de raspão em seu braço. Ele continuou correndo e conseguiu fugir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda um pouco atordoadas e muito irritadas por terem deixado ele escapar entre seus dedos, as quatro garotas decidem que é hora de voltar para Nova York e falar com Jeffrey sobre tudo isso que estava acontecendo. Não confiavam nos comunicadores diretos, afinal, se os bandidos conseguiam localizá-las no meio do nada, o que não teriam feito com o sinal de seus aparelhos? Oficialmente as férias haviam acabado. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-4789346225124019899?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/4789346225124019899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/missao-parte-3.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4789346225124019899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4789346225124019899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/missao-parte-3.html' title='A Missão - Parte 3'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-1790355021408389204</id><published>2011-01-26T19:10:00.000-02:00</published><updated>2011-01-26T19:10:44.738-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>Continuação - A Missão</title><content type='html'>Entrar pro ramo da espionagem não estavam no plano das quatro. Quando elas foram para os EUA, a intenção era apenas a de fazer um intercâmbio sem a parte perigosa de entrar na casa de estranhos. Perigo mesmo foi elas terem aceitado alugar uma casa enorme com um andar para cada uma e não suspeitarem nem um segundo do preço absurdamente barato. Assim que puseram os pés no casarão elas foram levadas e informadas do que realmente tinha assinado no contrato de aluguel. Ninguém mandou elas não lerem as letras miúdas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem de cabelos grisalhos e vestido muito bem - de terno e gravata - surgiu na sala de estar delas convocando-as para a primeira missão internacional. “Você só pode estar brincando”, falaram todas ao mesmo tempo. Mas não precisaram palavras para descrever que aquele homem sentado no sofá não estava para piadinhas. Depois de alguns meses de treinamento intenso, elas se tornaram a elite do Esquadrão de Defesa Mundial. Combatem “as forças do mal, livrando o mundo da destruição”, em outras palavras, elas batem nos bandidos e de quebra salvam o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as habilidades que elas possuíam foram intensificadas o que as fazem praticamente invencíveis. Aquela parecia ser mais uma tentativa frustrante de folga. Todas as outras vezes aconteciam as mesmas coisas: vilões que resolvem dominar/destruir o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E se nós ligássemos pro Jeffrey. Com certeza a rede de internet do EDM é melhor do que esse sinal de wi-fi daqui e o do meu 3G, juntos. – sugeriu Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeffrey é o grande diretor do Esquadrão. Ele é o coroa misterioso que teve a missão de encaminhar as garotas para o ramo da espionagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele vai dar é uma bronca na gente, falando que somos irresponsáveis e blábláblá – C faz caretas e mímicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oras, dessa vez a gente não teve culpa. Estávamos saindo de férias! Droga, isso me lembra que nosso roteiro foi por água abaixo... – D encara todos os papéis e mapas que tinha planejado com tanto afinco, parecia realmente desapontada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estavam ocupadas com alguma coisa: Nina continuava teclando incessantemente em seu notebook, procurando nos bancos de dados de todos os lugares possíveis; R tinha decido para tentar arranjar um carro no mínimo potente o suficiente para uma nova corrida e/ou perseguição; D estava montando todos os equipamentos que pudessem ferir o adversário, consertava e montava algumas armas, e as colocava em esconderijos de fácil acesso para que pudessem sacar a qualquer movimento suspeito; e, por fim, C estava encarregada dos disfarces, sua habilidade de falar incontáveis idiomas e entender diversas culturas ajudavam caso fosse necessário mudar de aparência, naquele exato momento ela estava criando acessórios que pudessem modificá-las por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era tarde da noite, e o dia havia sido completamente improdutivo. Estavam apelando para o banco de dados de funcionárias do próprio EDM, mas elas mesmas não acreditavam que achariam alguma coisa. Quando todas já estavam no sétimo sono, Nina acorda as amigas com gritos de entusiasmo e incredulidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-ENCONTREI! ENCONTREI! Vocês não vão acreditar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos motoristas pertencia ao mais recente setor de recrutamento de pesos pesados do EDM, estava sendo treinado para as situações de emergência que exigiam mais da força bruta do que, digamos, o jeitinho e a esperteza. Aquele da foto era Ivan Mirschtov, ou vulgarmente conhecido como Maciço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha, esse tal de Maciço não mora longe daqui. Vamos atrás dele agora mesmo!- empolgou-se C – Parece que vamos aflorar o nosso lado russo, meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu agradeceria muito se partíssemos pela manhã, eu realmente não preguei o olho até agora e.... – Nina se jogou na cama, levantando uma leve nuvem de poeira da colcha, e dormiu antes mesmo de completar a frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã cedo, o sol ainda não havia nascido e estavam todas prontas colocando a mala no carro que R arranjou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como você conseguiu esse carro esportivo em plena cidade do interior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É melhor nem saber, D – R dá um sorrisinho meio sem graça, mas depois do olhar de “espero-que-não-tenha-matado-ninguém” lançado pelas três ela acabou falando – Calma, eu peguei emprestado de um cara aí que estava no bar ontem, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora se chama pegar emprestado – Nina provoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ele era um babaca filhinho de papai, estava todo se achando com o carro e querendo me levar para uma carona, if you know what I mean... – R faz uma careta ao relembrar o momento – Eu só dei umas aulinhas do bom e velho poder das artes marciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu nunca devia ter ensinado você a dar aquele golpe sossega leão. – lamentasse D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A gente vai devolver, ok. E não é como se eu tivesse dado uma surra nele, só o coloquei pra dormir por algumas horas entre os sacos de lixo. Foi só pra ele aprender que mulher nenhuma gosta de ser tratada como uma qualquer aí da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade ao lado, elas procuram pelo Ivan Maciço, porém sua casa estava vazia. Sentadas no meio fio, elas estavam mais perdidas do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que vamos fazer? Ele era nossa única pista para saber quem está atrás da gente. – lamenta-se Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos dar uma volta pelo centro e à noite voltamos e vemos se ele já voltou para casa. Aproveitamos todo esse tempo livre para nos informarmos com os vizinhos sobre Ivan, o Maciço – sugere D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro estava lotado. Muitas barraquinhas de comida, vários jogos, roda gigante... Era o aniversário de 100 anos da cidade e parecia que todos os seus habitantes estavam comemorando. As garotas adoraram a coincidência, era possível procurar por Maciço de forma a se esconder entre as pessoas. Andar em grupo daria muita bandeira, elas decidiram que o ideal seria “separar para conquistar”, então, cada uma ficou responsável por cobrir uma área. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-1790355021408389204?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/1790355021408389204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/continuacao-missao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/1790355021408389204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/1790355021408389204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/continuacao-missao.html' title='Continuação - A Missão'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-3762514640692105054</id><published>2011-01-25T22:22:00.003-02:00</published><updated>2011-01-26T19:12:01.360-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani chan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponto de Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dani novaes'/><title type='text'>A Missão</title><content type='html'>Numa casa grande, no meio de Nova York, quatro mulheres se preparavam para terem seus merecidos descansos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Férias! Nem acredito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muito bem, meninas, tenho tudo programado aqui. Agora é só torcer para que o mundo não entre em colapso de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-D, por favor, vire essa boca pra lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpa, R, você sabe, isso eu não posso prever. Quantos lunáticos existem espalhados por aí e....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai gente, chega! Está tudo pronto. Parem de atrair pensamentos negativos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, C. – R e D disseram juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que é? Não vamos sair não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nina tem razão, vamos! – disse D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar se tornou algo tão raro na vida dessas garotas que nem elas estavam acreditando que isso estava realmente acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=S5zttEPcCuQ"&gt;♪&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estavam no meio da estrada, o vento batia nos cabelos. Era uma viagem longa que cruzaria todo o país. Meta: Califórnia e suas praias, e por que não surfistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos logo, D. Pisa no acelerador!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- R, isso não é uma corrida! Além disso, estamos numa velocidade considerável, sossegue aí, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já eu acho que esse vento todo não é bom para o meu cabelo, dava pra fechar tudo e ligar o ar? – reclama C, enquanto tenta domar seus longos cabelos que voavam sem rumo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra mim o vento está ótimo – responde R – sensação de liberdade, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina estava quieta no canto dela, mexia no celular freneticamente. Até que se manifestou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Gente, tem algo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com o quê? – perguntou C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tem alguma coisa atrás da gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D olha no retrovisor e vê um camburão de quatro furgões pretos. Definitivamente, não era um comitê de segurança. Começa um tiroteio frenético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ai, saco! R, você que é boa nisso, assume o volante e tente não fazer movimentos bruscos. Vou precisar da maior precisão possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R e D trocam de lugares. No banco do carona, D abre o porta-luvas onde guarda suas armas e munições de emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-C, o que você prefere: espingarda ou revolver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não gosto de revolveres, são pequenos e não muito precisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas começam a revidar. O primeiro furgão não se abala com os tiros. Parece ser à prova de balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-RODAS!-grita D- MIRA NAS RODAS!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R é tenta ao máximo manter o carro estável para que C e D possam ter uma boa mira. Nina continua tentando identificar quem eram aquelas pessoas que alvejavam as quatro sem motivo aparente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As placas não são encontradas. E é lógico que a descrição de 4 furgões à prova de balas não estaria dando sopa no Google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma ideia! – R sorri com seu plano – voltem pra dentro, agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D e C não estão mais penduradas pelas janelas. R faz uma curva brusca, a estrada de terra é cheia de imperfeições, mas para quem está tentando escapar não têm outra opção. Um dos furgões está muito perto de alcançá-las. Outra virada brusca e a 4x4 entra mato a dentro. Ela passa por caminhos estreitos e escuros, pelo menos o furgão não conseguiu atravessar a lama e atolou. R dirigiu por mais alguns metros e parou o carro atrás de uma frondosa árvore. Elas saem do carro ainda com armas em punho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu Deus, o que foi aquilo? – D pergunta sem fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso foi a sua boca grande, ô boca viu? – C estava cheia de sarcasmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Houston, we have a problem –todas olham para Nina – Não temos sinal de nada por aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não podemos voltar por onde viemos, tenho certeza que os caras dos carrões pretos devem estar a nossa espera lá fora, isso se já não tiverem dado um jeito de entrar aqui. Ai, que vida! – C recosta no carro e suspira – Férias normais, pluftica, até parece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha, nós todas sabíamos que se entrássemos nesse ramo não teríamos sossego. – pondera D, que vasculhava a área para checar se tudo estava seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acheeii!- Nina estava na ponta dos pés sob o capô, o celular em uma das mãos tentando mante-lo o mais alto possível – Achei um sinal bem fraquinho, mas dá pra pegar o GPS. Ele indica um hotel de beira de estrada a poucos quilômetros daqui e, o mais importante, na direção contrária daqueles caçadores idiotas. Tentei jogar um rastreador neles enquanto estavam distraídos com vocês e as balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ual! Muito bom trabalho, Nina! – todas iam em direção a menina para realizarem um abraço coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas seguiram rumo ao norte, mata a dentro, levando a bagagem a tira colo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hãã... Nina, tem certeza que seu aparelhinho aí tá funcionando? Essa mata toda não está muito legal. Ainda mais com essas malas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-R, não reclama. Eu to carregando 2 malas grandes e bagagem de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu falei pra você colocar tudo dentro de uma mala só, D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acontece que eu detesto misturar as armas com a minha roupa, da última vez que eu fiz isso o gatilho prendeu no meu vestido novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ahhh chegamos na estrada de novo, vejam!- aponta C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava um sol de rachar, na mata estava abafado, mas pelo menos tinha sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês têm certeza que não querem continuar pela mata? Esse sol todo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós não vamos andar muito, tem um hotel por perto, só não sei quanto é esse perto... – diz Nina - Não deve ser tão longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas andaram no mínimo uns 5 quilômetros, estavam exaustas. Se guiando pela sombra, parecia ser o sol do meio-dia. Aquele deserto ao redor também não parecia estar ajudando na sensação térmica. A mata era um oásis no meio daquele terreno seco, pena que elas não previram isso. E agora já era tarde demais para darem meia volta e sentarem na sombra de algumas árvores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um portal gigante era visto de longe. A cidade era pequena, as pessoas pareciam não estarem acostumadas com turistas, pois todos olhavam com espanto as quatro garotas cheias de malas e com cara de acabadas. O hotel ficava no centro e era até grande em relação às outras construções. Nem perto de 5 estrelas, se fossem 3 já seriam demais, mas era aconchegante e limpinho, o suficiente para descansar e planejarem alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem eram aquelas pessoas? Elas esconderam seus arquivos muito bem – Nina se pergunta, enquanto tentava identificar alguns dos sujeitos que haviam atacado, durante o confronto ela tirou algumas fotos dos motoristas dos furgões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu acho que o mais importante é nós descobrirmos quem mandou aqueles brutamontes – disse R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, o mais importante é conseguirmos descobrir isso tudo e mantermo-nos vivas. – constata C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sermos as melhores espiãs do mundo não viria o reconhecimento de graça. Riscos da profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Continua...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-3762514640692105054?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/3762514640692105054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/missao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/3762514640692105054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/3762514640692105054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/missao.html' title='A Missão'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-4437896079257998021</id><published>2010-02-11T16:14:00.008-02:00</published><updated>2011-08-18T21:26:11.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coletânea'/><title type='text'>Coletânea: "Amizade"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://relatosdegarota.files.wordpress.com/2010/03/tumblr_kzy1o77hcs1qzjggvo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" i8="true" src="http://relatosdegarota.files.wordpress.com/2010/03/tumblr_kzy1o77hcs1qzjggvo1_500_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Como se não bastasse todas estarem aqui porque gostam de escrever qualquer tipo de conto, também gostamos de escrever sobre nós mesmas, sob outras perspectivas, projetando um futuro - real ou não. Nessa coletânea, as histórias onde as autoras também fazem o papel principal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;"&lt;a href="http://pontodeconto.blogspot.com/2010/02/daqui-uma-decada-conto-aleatorio.html"&gt;&lt;em&gt;Daqui à uma década&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;"&amp;nbsp;(Clara A.)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;"&lt;a href="http://pontodeconto.blogspot.com/2011/01/missao.html"&gt;&lt;em&gt;A Missão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;"&amp;nbsp;- Parte 1&amp;nbsp;(Dani C.)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;C, Nina, D e R são espiãs, agentes especiais do Esquadrão de Defesa Mundial (EDM). Depois de muito trabalho duro por vários anos,&amp;nbsp;elas finalmente conseguiram um tempo de descanso só pra elas. Férias, oh merecidas férias. Mas como o mundo nunca está a salvo, o perigo surge de onde menos se espera. Nesse caso, perigo e amor têm a mesma característica.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://pontodeconto.blogspot.com/2011/03/love-can-cure-your-problems-youre-so.html"&gt;&lt;em&gt;Love can cure your problems, you're so lucky I'm around&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;"&amp;nbsp;- Parte 1 (Clara A.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pontodeconto.blogspot.com/2011/08/we-can-work-it-out-when-wind-blows-when.html"&gt;"Too many people living in a secret world While they play mothers and fathers"&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- Parte 1 (Dani C)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dez anos se passaram e algumas coisas mudaram. Nina, C, R e D agora são mães e em nome da maternidade acabaram deixando de lado o lado espião de suas vidas. Contudo, um chamado urgente fez com que todas regressassem às ativudades. A velha dúvida dos pais entre deixar a cria e continuar a carreira chega a todos e se agrava quando a profissão exige riscos demais. &lt;br /&gt;Continuação do conto&amp;nbsp;"A missão".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-4437896079257998021?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/4437896079257998021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2010/02/coming-soon-amigo-secreto.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4437896079257998021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/4437896079257998021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2010/02/coming-soon-amigo-secreto.html' title='Coletânea: &quot;Amizade&quot;'/><author><name>Dani C.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06951700611190659646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_4DJoplNXDcc/TF3KUZKXFyI/AAAAAAAAAHY/izPsSs5yays/S220/Foto0213.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-6184945222923887694</id><published>2010-02-08T20:57:00.001-02:00</published><updated>2010-02-08T20:59:33.174-02:00</updated><title type='text'>Daqui à uma década - Conto aleatório surpresa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;ai, ai, ai.. Tá super trash! Fiz em homenagem a nossa primeira saída oficial de amanhã. DE MUITAS. Veio a ideia quando eu tava conversando com a ('.').&amp;nbsp; Espero que vocês curtam, cara. Apesar de tar super trash&amp;nbsp;e clichê :x Love ya, girls.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;-x-x-x-x&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu estou atrasada.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tartaruguinha vai me matar. Mas meu Deeeus, o que é esse trafego aéreo? Insuportável. Uma viagem de poucas horas se tornou um tormento! Haja saco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando finalmente consigo colocar os pés em solo inglês, tenho que correr para um táxi e praticamente gritar pra ele me levar pra Basildon. Depois de alguns meses de encontros eu já tenho o endereço decorado. Grande coisa. Pra quem decora leis inteiras, parágrafos e páginas. Isso sem mencionar aniversários, aniversário de namoro, de noivado. Um endereço é balela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mais uma meia hora depois, consigo chegar no Outback. Meu Deus, me atrasei duas horas. Elas todas vão me matar. Um super complô contra a atrasilda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tiro meu casaco meio as pressas quando um rapaz que teria me feito suspirar aos 18 me pergunta se pode guarda-lo. Agora ele só me parece jovem demais. Estou mesmo velha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mesmo assim, ainda não estou acostumada ao barulho dos meus saltos batendo contra o chão. Ok, já fazem muitos anos desde que eu comecei a estagiar e tive que começar a andar de terninho e salto por aí, mas, mesmo assim, ainda é muito esquisito. Especialmente quando se trata de lazer e eu simplesmente não tenho tempo de meter um all stars ou uma blusa que não seja branca e meio cheia de babados. É uma lástima ser meio workaholic.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Bem lembrado. Desligo meu celular no caminho pra mesa. É hora das meninas agora. Nada de escritório, nem de noivo. Dia 9. Dia delas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Antes tarde do que nunca! – Coelhinha diz, quando eu finalmente consigo chegar na mesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Desculpa gente, mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Não vai colocar a culpa no pobre do Stefano! – a sedutora do grupo diz, passando gloss nos lábios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Não, a culpa foi mesmo desse trafego aéreo. Tenso. – eu sorrio. – Nada de Stefano dessa vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Nem me fale! – Coelhinha diz de novo. – Quase morri de tédio no aeroporto! Acho que os vôos estão atrasados, ou algo assim. Nunca demorou tanto pra eu conseguir sair da Alemanha, meu Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Bom, eu só peguei o canal da mancha. – a sedutora volta a dizer, fechando o gloss.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- E eu só peguei o carro. – (tu) diz. – Prático.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Talvez seja hora da gente mudar os encontros de lugar. – palpito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- NÃO! – Coelhinha diz. – Temos que manter a tradição do Outback! São 10 anos de prática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todas nós rimos, enquanto eu peço uma bebida do Happy Hour com urgência impreterível. Não me leve a mal, eu realmente AMO meu trabalho. Meus olhos nunca deixaram de brilhar por direito internacional. E eu ainda tenho alguns momentos pra escrever. Só que tudo é um pouco cansativo. Eu preciso de umas nights outs. Com elas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dez anos, meu Deus! Uma década! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Começam as conversas de sempre. Amenidades sobre nossas vidas em cada país, e o que perdemos em um mês. Claro, existem as ligações de praticamente todo dia (as companhias telefônicas devem nos AMAR) e o skype de domingo, mas nos vermos ao vivo só mesmo no dia 9 de cada mês. Pouco importa qual é o dia da semana. A gente tem que dar um jeito. Assinamos um contrato, no fim das contas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Ai gente, - coelhinha coloca a mão na cabeça. Sua aliança gorda brilha. – As crianças estão me dando nos nervos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;-&amp;nbsp;Ué amiga, não era você que sempre foi louca por gêmeos? – eu brinco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Eu sou! Os amo de paixão, fala sério. – ela dá língua. – Mas é tenso conciliar uma carreira de cientista política e antropóloga com gêmeos de 2 anos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Isso porque o Luciano acabou não vindo de primeira. – comento. – E a Luiza ainda está faltando também. Vai encomendar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Você e Ralf tem que parar com essa fábrica de filhos! – Mika diz, naquele ar dela. – Vocês, hein? - ela ri sozinha, bebericando sua bebida. – Só me dão mais e mais afilhados!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Nós?! – Tartaruguinha se ofende. – Bom, eu só tenho o Edward, dá licença? Não dá tempo pra criar mais de um filho e inventar bons jingles para propagandas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Nem olhe pra mim. – eu levanto minha mão esquerda. – Eu sou apenas noiva. Nada de filhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Há 5 anos! – Coelhinha ri alto. – Você está enrolando o pobre do Stefano há séculos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Há séculos nada! Só... – eu contabilizo. – Sete anos, se contarmos o namoro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Ou seja, desde que você foi fazer um semestre da faculdade em Roma. – Tartaruguinha comenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Ai gente, eu não quero casar sabe? Parece tão... sério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As xarás da mesa bufam, como se eu tivesse dito algo totalmente sem noção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Cara, desculpa te dizer, mas você já está casada. Vocês dois estão noivos. São totalmente fieis, coisa e tal. Casamento. – Mika mostra sua sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Como vai Pierre, Mika? – Coelhinha pergunta. – Quando vai ser a sua vez de nos dar afilhados? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pseudo sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Deus me livre! – ela bate na mesa. – Se Deus quiser não tão cedo. Até porque se depender do babaca do Pierre...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Brigaram DE NOVO? – eu pergunto horrorizada. Como o relacionamento dela consegue ser mais tempestuoso que o meu? Achei que era impossível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Não é que tenhamos brigado. É só que ele é tão enjoado, nhênhênhê. – revira os olhos. – Quando ele está no meio de um processo criativo, cheio de idéias para dirigir filmes cúl, ele é muito mais interessante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Rimos. Ai, Mika.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Como vai seu novo roteiro, falando nisso? – (tu) pergunta, ajeitando sua aliança no dedo. Acabou sendo a primeira a casar. Isso se nós não contarmos aquele casamento da Mika com a May em Vegas. Por favor, não vamos contá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Está andando tão rápido quanto qualquer um dos dois mil projetos de livro da dori. – ela espeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Ei! – reclamo. – Meus projetos estão rápidos, tá? Qualquer dia desses eu termino um deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;- Aham, sabemos. – Coelhinha reclama. – Se não fosse por nós e pelo seu noivinho, acho que você não teria terminado nem aquele livro que você escrevia na nossa época de escola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nós todas rimos de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;E aquela viagem? – Mika se lembra num estalo. – Quando é que nós vamos faze-la sem nossos conjugues e filhos? Só nós 4, lindas mulheres bem sucedidas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Começam os planos, risos e pseudo preparativos para uma viagem que avistávamos no horizonte. Nessas horas, encarando-as, eu penso que continuamos as mesmas garotas de 18 anos na essência. No brilho no olhar. Na alegria da amizade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É, isso aí. Dez anos. Nós quatro prestes a entramos na idade do sucesso. Nossa amizade passou por uma década, por novos amigos, casamentos, filhos e mudanças de país. Sobreviveu. Atrevo-me dizer que cresceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acho que é nessas horas mesmo que a gente descobre qual é a definição exata de amizade. Creio que deviam colocar nos dicionários um novo sinônimo para essa palavra tão forte e bonita. E esse sinônimo seria Ponto de Conto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Fim :P&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2447876509400511889-6184945222923887694?l=pontodeconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pontodeconto.blogspot.com/feeds/6184945222923887694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2010/02/daqui-uma-decada-conto-aleatorio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6184945222923887694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2447876509400511889/posts/default/6184945222923887694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pontodeconto.blogspot.com/2010/02/daqui-uma-decada-conto-aleatorio.html' title='Daqui à uma década - Conto aleatório surpresa'/><author><name>xoxo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_V-GzMqIGin8/SgtBNVX--pI/AAAAAAAAAEk/mSsQAlj33vA/S220/fofa.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2447876509400511889.post-7871573308967592801</id><published>2009-09-07T01:03:00.012-03:00</published><updated>2009-09-14T15:40:43.013-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rezzi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coletânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='super poderes'/><title type='text'>Só ficção de papel vagabundo I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Palr1Av-kzE/Sq20BhVnFSI/AAAAAAAAAPY/UJhCbbNym1E/s1600-h/mecanica.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 297px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Palr1Av-kzE/Sq20BhVnFSI/AAAAAAAAAPY/UJhCbbNym1E/s320/mecanica.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381155067999491362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href=" http://www.youtube.com/watch?v=8A4r2RU1u3g"&gt;"Música Início"&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;Fazia frio naquela noite no país quente onde morava. O único que me satisfazia era café.  É verdade que aquele clube de strippers já estava ficando enfadonho. A diversão que eu buscava quando fui parar num palco, me esfregando em postes já havia terminado. Não tinha mais graça rir da cara dos meninos bobos, excitados e com medo de mim... Não era tão divertido como antes flertar com homens mais velhos e receber por isso. Eram quase cinco da manhã e o clube já estava vazio, eu escrevia sentada à mesinha perto do bar. Servia-me de cigarros (muitos deles), uma caneca de café, acompanhada por papéis, uma caneta e um isqueiro acesso próximo a minha letra. O clima naquele grande salão escuro era totalmente o oposto do corriqueiro, das horas de movimento. Eu gostava da agitação, da clientela que rendia bons personagens para meus contos. Queria inovação, talvez por isso tenha parado por ali. Não seria para sempre, como tudo em minha vida. &lt;br /&gt;Naquela noite, saí do clube pouco antes das cinco. Caminhei pela rua de paralelepípedos ainda escura. Não estava chovendo, apesar disso, quando respirava, saía fumaça de minha boca, devido ao tempo muito gelado. Calmamente ia me aproximando do metrô quando percebi que havia um homem encasacado, pouco atrás de mim, seguindo na mesma direção. Entrei na estação e corri para pegar o trem. O homem misterioso também o fez. Passei pela porta do vagão e sentei-me no primeiro lugar que me apareceu. Não havia ninguém esperando o trem. Nem mesmo um segurança estava por lá. A única pessoa era o sonolento vendedor de tickets. O misterioso sentou-se num banco que o deixava bem de frente a mim.&lt;br /&gt;Ao longo de dezessete anos nunca me aprofundei em nada. Larguei a escola com quatorze e fugi de casa. Meus pais nunca me aceitaram verdadeiramente. Sempre sofri por ser diferente do que eles esperavam que fosse. Algo me afligia. Na minha opinião, eu sofria de algum problema de saúde raro e desconhecido, que nunca foi diagnosticado pelos médicos. Desde minha infância, era introspectiva, sem amigos.&lt;br /&gt;Dentro do vagão do metrô, o tal homem fumava e tinha uma barba por fazer, aparentava ter seus 50 anos. Percebi que nossos olhares se cruzaram, logo me virei para outro lado. Vi pelo canto do olho que ele permaneceu imóvel, com aquele cigarro na boca. Encostei-me no vidro e tentei relaxar. Foi quando ele retirou o cigarro e disse:&lt;br /&gt;- Eu sei do que você é capaz. – Tragou e calou-se, como alguém que termina uma conversa. Não entendendo sobre o que ele falava, sem mudar de posição, com certo medo, retruquei:&lt;br /&gt;- Oi? Não sei do que está falando.&lt;br /&gt;Meu cérebro parecia normal, porém eu sempre passei mal, desmaiava. Eu tinha visões constantemente, assuntos futuros, que se concretizavam tempos depois. Eram como sonhos, premonições. Nunca comentei com meus pais sobre tal fato. Minha mãe nunca aceitaria que sua filhinha querida tivesse poderes mediúnicos, como cristã perfeita, ela freqüentava a missa dominical religiosamente. Assim fui embora com uma mochila, algumas roupas e papéis escritos de minha autoria.&lt;br /&gt;Passei por muitos lugares, casas para desabrigados e até em um orfanato morei! Viajei pedindo carona na estrada. Nunca fui muito sociável talvez por essa minha mudança contínua de ambientes e amizades. Na verdade, nunca me adaptei a lugar ou a grupo algum, a única fiel a mim até os dias de hoje continua sendo a escrita, minha verdadeira amiga.&lt;br /&gt;Desconfiada e preparada para correr assim que o trem parasse numa estação, olhei para ele, sem demonstrar meus temores. Ele por sua vez, me encarou, com olhos bem abertos e disse calmamente, como um assaltante ao abordar a vítima:&lt;br /&gt;- Eu sei que você vê o futuro. Sei que pode ficar dias sem comer. Dias sem dormir. Sei que poderia fazer muito mais... - Congelei, arregalando os olhos, não consegui completar a pergunta:&lt;br /&gt;- Quem é vo...? – As luzes do vagão começaram a falhar.&lt;br /&gt;- Meu nome é Desmond Perth, muito prazer, Lucy. – Ele aproximou-se estendendo a mão, mais amigável. Eu a apertei, ainda um tanto quanto receosa, já emendando: &lt;br /&gt;- Sr. Perth, como sabe meu no...?&lt;br /&gt;- Bem digamos que eu poderia sabê-lo se quisesse, pois tal mal que te acomete também me atinge. Porém eu a visitei no seu “trabalho” (ele indicou “dois” com os dedos nas duas mãos, levantando-as numa tentativa fracassada de mostrar “aspas”), onde descobri seu nome. - Seu sotaque era estranho, como de alguém que não sabe se está falando português de Portugal ou do Brasil. Aquilo tudo me confundia cada vez mais:&lt;br /&gt;- Tal mal que me acomete?- Indaguei. O metrô corria e por algum motivo a porta de nosso vagão não se abria nas estações. Desmond acendeu outro cigarro e calmamente começou a discursar:&lt;br /&gt;- Sim, o que os humanos que te cercam chamam de doença é um dom. Você tem altos poderes psíquicos, não é verdade? Se souber controlá-los corretamente, sabe Ísis onde poderá chegar! – Senti um certo entusiasmo em sua voz. - Você, assim como eu, é o que nós chamamos de Jiin. Posso te ajudar a aprimorar seus dons.&lt;br /&gt;- Não é permitido fumar aqui dentro. – me arrependi imediatamente após ter falado. Antes que ele pudesse responder, disse:&lt;br /&gt;- Ísis? Jinn? – chacoalhei a cabeça&lt;br /&gt;-Ísis, a deusa. Jiin, maior que humano e menor que Deus: nós. - Definitivamente, ele era quem precisava de ajuda. Pensei no turbilhão de informações que ele havia me dado. Com certeza, era a viagem de metrô mais animada dos últimos anos. Calei meus pensamentos quando:&lt;br /&gt;- Que maravilhas são essas invenções humanas! Veja, já estamos quase do outro lado da cidade! – Ele apontava para o ‘mapinha’ das estações, impressionado.&lt;br /&gt;- É... – Concordei para não apanhar. Que lunático!&lt;br /&gt;- Bem, quero que ouça atentamente: Venho para te recrutar para o Chike, um centro de jovens jiins, onde todos aprendem a usar seus poderes para o bem, de forma certa. Lá é maravilhoso, pode ter certeza! - Ele sorriu, deixando transparecer uma sensação harmônica ao falar do lugar.&lt;br /&gt;- Louco! Ele deve ter se drogado! – Pensei.&lt;br /&gt;- Bem, é tudo tão rápido... Não sei o que dizer... – revirei os olhos.&lt;br /&gt;- Diga que sim! – Desmond mostrou os dentes. Já havia apagado o cigarro.&lt;br /&gt;- É que você é tão humano... Eu sou tão humana... &lt;br /&gt;- Humanos? Nós? Veja, ma chérie, concentre-se e me diga se eu não já havia aparecido em algum de seus “sonhos”? – Desmond ainda vai me bater por rir de suas “aspas sempre fracassadas”. Era verdade, seu rosto era familiar, aquele metro, o clima, aquela situação também...&lt;br /&gt;- Sim. Lembro-me vagamente de você. &lt;br /&gt;- Como diriam os franceses, Lucy, c’est un dejá-vu. – Ele fez um biquinho para pronunciar... Eu ri. Percebendo, ele diz, desculpando-se:&lt;br /&gt;-Um australiano falando francês... – Ele fez um gesto com os braços, indicando que não tinha culpa por ter nascido onde nasceu.&lt;br /&gt;Isso explica o sotaque! Ignorando seu comentário, perguntei, acendendo um cigarro:&lt;br /&gt;- E a minha bagagem? Como vou para lá sem nada? E onde é esse tal Chike?&lt;br /&gt;- Você pode voltar depois para pegar seus pertences. Ah! Chike é um lugar desconhecido. Somente os que já foram para lá sabem como encontrá-lo. Bem, creio que já é hora de partirmos. Adoro essa máquina humana, já disse isso? Vamos? – Ele apressado era mais enrolado que de costume. Eu estava praticamente tonta.&lt;br /&gt;- Vamos? Para onde? Como? Quando? – Estava perdida. O metrô havia parado e Desmond se levantou, como se fosse saltar do vagão, ele disse:&lt;br /&gt;- Tente esvaziar a cachola. Eu só sei chegar a Chike desse modo. Segure minha mão. Não pense em absolutamente nada. - O trem voltou a andar, porém o Sr. Perth continuou de pé, me passava instruções como uma aeromoça antes da decolagem. Minha cabeça dava voltas, aquele ser era dos mais enrolados que já vi.&lt;br /&gt;- Como não pensar em nada com tudo isso fervendo na minha mente? – Indignada perguntei, porém já não dava mais tempo. Entramos na escuridão do túnel e Desmond pegou minha mão e eu senti que saía do meu corpo...&lt;br /&gt;- E você ainda elogia os metrôs... – Pensei alto antes de me desmaterializar junto a ele.&lt;br /&gt;________________________________________________________________________&lt;br /&gt;Quando acordei, estava diante de uma gigante pirâmide que me parecia ser egípcia. O sol já estava se pondo. Abri meus olhos quando Desmond jogou água em meu rosto, de maneira desajeitada. Levantei-me e vi que alguns turistas e camelos em grupos passavam. Fazia muito calor e ainda vestia meu casaco.&lt;br /&gt;- É aqui? – Perguntei àquele maluco, semicerrando os olhos contra o sol.&lt;br /&gt;- Quase. Por este lado, venha. – Desmond me puxou pelo braço, enquanto eu retirava meu agasalho. Cruzamos a pirâmide, chegando do outro lado daquela imensa obra. Sempre me perguntei como haviam sido construídas aquelas formosuras – como diria o Perth sobre as invenções humanas.&lt;br /&gt;- Bom, repare bem, não tenho o dia todo e você tem que saber disso quando vier sozinha: a partir daqui conte três passos. Três passos, me ouviu? – Ele parecia aflito, reparei que seu corpo, sem o casacão, era engraçado, pela presença de uma barriguinha saliente, enquanto seus braços e pernas eram finos. &lt;br /&gt;- Sim. Mas eu não sei chegar até... – Tentei explicar que não saberia chegar até ali, aquele história de super poderes, era tudo muito confuso, a pirâmide...&lt;br /&gt;- Não importa, concentre-se aqui: Depois dos três passos, toque nessa pedra. Nessa aqui, viu? – Ele parecia cada vez mais inseguro, como se a medida que a noite fosse chegando, ele tivesse que se apressar para me levar para o tal lugar.&lt;br /&gt;- Entendi. E agora?&lt;br /&gt;- Empurre-a para trás e esvazie sua mente. – De novo ele com isso de esvaziar a mente! É quase impossível esvaziar minha mente. Alguns turistas – desses de chapeuzinho de explorador e tudo - transitavam e não percebiam nosso movimento por ali. Olhei em volta e vi que eles eram como alienados, então respondi:&lt;br /&gt;- Tudo bem, vazio. – Menti. Ele pegou meu braço, colocou no ‘tijolo’ indicado e disparou:&lt;br /&gt;- Vazio, ham... Foco, ma cheri, pense no na... – Antes que ele pudesse completar, parei de ouvir. Senti, como num sonho, que estava fora de meu corpo, numa escuridão gradativa que vinha em minha direção... Breu.&lt;br /&gt;Novamente Desmond jogou água em meu rosto e despertei:&lt;br /&gt;- Você tem muito que aprender sobre desmaterialização. É muito comum, porém complicado para controlar, exige total controle da mente. – Ele colocou o indicador em minha cabeça. Eu tentava levantar, meio sem jeito, ainda tonta da viagem, disse:&lt;br /&gt;- Onde estamos?&lt;br /&gt;- Seja bem-vinda a Chike, ma chérie. – Ele me parecia cada vez mais desengonçado. Tinha algo de francês que eu gostava sobre o Sr. Perth. Ao dizer isso, abriu os braços, apontando para a enorme estrutura em sua frente.&lt;br /&gt;Cocei a cabeça, sem entender direito, a passagem havia nos trazido para um lugar aberto, extenso, com uma construção talvez maior que a pirâmide. Dessa vez, não havia turistas ou camelos. A estrutura de pedra era construída na forma de pirâmides terraplanadas. O formato era o de vários andares construídos um sobre o outro, com o diferencial de cada andar possuir área menor que a plataforma inferior sobre a qual foi construído.&lt;br /&gt;- É bonito aqui. – Elogiei. Havia um grande jardim na frente da ‘escola’. Chike era realmente maravilhoso. Passavam jovens ‘estranhos’, como mutantes, alguns voavam longe... Enquanto atravessávamos o jardim, em direção a entrada da pirâmide, Desmond desandou a falar, mesmo que eu não tivesse perguntado nada:&lt;br /&gt;- Sim. É muito antigo, talvez tenha sido construído pelos sumérios, babilônios, assírios ou egípcios. Sabe-se que há muitas inscrições hieróglifos, provando que jiins são mais antigos que Jesus Cristo. – Escondi o riso, pois Sr. Perth era péssimo em história. Mas achei interessante saber que desde que o mundo é mundo, há os diferentes, assim como eu.&lt;br /&gt;- Todos os jiins existentes vivem aqui? – Tentei participar do monólogo de Desmond. Aproveitei e acendi um cigarro, oferecendo um para o Sr. Perth.&lt;br /&gt;- Não, não. Há muitos ‘Chikes’ espalhados pelos quatro cantos da Terra, são centros para jovens (ou não) jiins que necessitam aprender a controlar seus dons. – Balancei a cabeça, mostrando que estava entendendo. Estávamos próximos do portão principal quando Desmond se despediu:&lt;br /&gt;- Bem, missão cumprida. Siga pelo corredor principal, irá encontrar os dormitórios, procure pela Dona Zhou, ela te orientará. Ainda tenho que resolver assuntos pendentes. Boa sorte, ma chérie, nos esbarramos por aí. –Um tanto quanto surpresa, tive pouco tempo para formular uma resposta a altura, que saiu assim:&lt;br /&gt;- Já vai? Corredor principal, dormitórios, Dona Zhou? Tudo bem, vou me lembrar. Obrigada, Sr. Perth.&lt;br /&gt;- Só Desmond, por favor. – Ele sorriu.&lt;br /&gt;- Ah sim. “Des”. – Fiz o gesto correto das “aspas” e ele riu. Virou as costas e seguiu, como se fosse dar a volta na pirâmide quadrada. A noite caía. Entrei pelo grande portão onde havia a inscrição “UMI”, abaixo, sua tradução em diversas línguas, significava “vida”.&lt;br /&gt;Lá dentro era como uma pirâmide egípcia moderna. Um grande salão, mal iluminado, apesar de principal. Levava a muitas portas e corredores, além das escadas. Muitos jovens cruzavam os caminhos e transitavam entre as milhões de passagens que avistei.&lt;br /&gt;Deduzi que o corredor mais movimentado fosse o principal. Além disso, era amplo e iluminado por umas tochas pregadas nas paredes. Essas eram como de um templo antigo, com inscrições, desenhos rupestres. Segui o fluxo das pessoas, sem falar com ninguém. Ao final daquele imenso corredor, havia uma plaquinha escrita em hieróglifos e algumas línguas ocidentais: “dormitórios”. Em baixo da placa, bem em baixo, havia uma senhora oriental, com olhos atentos, baixa e gorda, como daquelas que só vemos em filmes. Só poderia ser a tal Dona Zhou.&lt;br /&gt; Aproximei-me e logo perguntei, para evitar confusões, se era realmente ela ou eu estava equivocada. Ela respondeu, fechando as mãos, como se fosse rezar e abaixando a cabeça, num movimento contínuo:&lt;br /&gt;- Sí, Sí. – Sorriu, depois voltando à posição normal, tentando me ajudar com minha mochila, disse: &lt;br /&gt;- É nova você? – Sorri novamente. Eu imitei seus gestos: &lt;br /&gt;- Sí, si. Dormitório...? – Apontei para as portas nas laterais. Ela depressa apontou para a direita e disse “meninos” para a esquerda: “meninas”. Como numa escola normal, alunos passavam a todo minuto. Alguns vestidos com uniformes especiais. Outros somente de roupa comum, como as dos humanos. Ainda me espanto falando dos humanos como seres diferentes de mim. Tentando me desvencilhar da Dona Zhou, para finalizar a conversa, fui dizendo:&lt;br /&gt;- Bem, vou –apontei para a porta da esquerda – entrar para tomar banho, - fiz como se estivesse lavando a cabeça- trocar de roupa – segurei e puxei minha blusa, num beliscão – tudo bem?&lt;br /&gt;- Sí, si. – sempre sorrindo – depois vá jantar na sala de comidas – levou as mãos coladas como uma cristã ao peito novamente. Nesse momento, uns rapazes passaram, fazendo algazarra. Eu não entendi o que exatamente faziam, mas era bem barulhento. Dona Zhou, para contê-los, se transformou numa figura mitológica através do som que saiu por sua boca, que me lembrou Xerxes:&lt;br /&gt;- Acabou a bagunça! É hora do jantar! – Ela gritou com uma voz super sônica para os meninos, que saíram correndo em direção ao dormitório masculino. A dona logo voltou para mim e disse, com a maior delicadeza e singela voz:&lt;br /&gt;– Qualquer coisa, me chama. Tchau. – Assustada, nunca poderia imaginar que aquela senhorinha oriental teria aquele grande e estrondoso poder. Imediatamente, num volume baixo:&lt;br /&gt;- Tchau. - Me despedi meio sem graça.  &lt;br /&gt;Chegando a sala principal do dormitório, haviam algumas meninas sentadas às mesas, estudando, lendo, outras em notebooks e algumas sem fazer nada, sentadas num grande sofá. Uma delas brincava com um isqueiro. Outra dormia, com a boca aberta. Eu andava devagar, reparando naquelas pessoas quando:&lt;br /&gt;- Olá! – Uma menina que aparentava ter a minha idade, loira, de cabelo curto espetado no ar surgiu na minha frente, deu um pulinho ao me cumprimentar.&lt;br /&gt;- Oi... – disse sem o entusiasmo dela. Antes que eu pudesse dizer mais, ela:&lt;br /&gt;- Sou Alicia. E você? Deve ser nova aqui, né... – Ela falava alto, como se fosse afetada por algo. Não percebi de imediato qual era seu dom. Algumas meninas pararam de fazer o que faziam para prestar atenção a nossa conversa.&lt;br /&gt;- Sou Lucy. – Falei timidamente. Ela sorriu e gritou:&lt;br /&gt;- Gente, dêem boas vindas a Lucy! – Alicia riu. Parecia daquele tipo de pessoa extrovertido, mas não falso. As meninas em volta gritaram coisas como:&lt;br /&gt;- Me deixa estudar, Alicia!&lt;br /&gt;- Uhu, Lucy!&lt;br /&gt;- Alicia, cala a boca! – Somente uma pessoa não se manifestou, ela estava sentada numa cadeira no fundo da sala, de olhos bem abertos, bem delineados e nem sem mexeu quando o rebuliço foi instaurado por Alicia naquela pacífica sala. Esta não ligou para as reclamações de certas e deu de ombros. Ia começar a falar quando uma menina tímida se aproximou de mim, pegou minha mão e disse, bem baixo:&lt;br /&gt;-Seja bem vinda, Lucy. – Eu balancei a cabeça e sorri. Foi ótimo ser bem recebida. Eu ia gostando cada vez mais daquele lugar. Alicia logo continuou:&lt;br /&gt;- Bem, menina, vamos lá dentro guardar suas coisas. Ah! Pode me chamar de Ali, ok. - Ela riu e seguiu para a área das camas.&lt;br /&gt;As paredes não eram frias como as dos corredores. Era um local aconchegante, com quadros pregados, sofás e poltronas fofinhas, estantes com livros e uma lareira no canto (apesar de não parecer ser o tipo de lugar onde se necessita de uma lareira).&lt;br /&gt;Guardei minha mochila – que não continha muitos de meus pertences – num dos armários que foi indicado por Alicia. Ela me mostrou uma cama vaga, que ficava a duas camas da sua. Falou mais um pouco sobre a escola, sobre os jiins. Conversamos sobre nossos gostos na cultura humana:&lt;br /&gt;- Eu amo filmes. – Ela parecia empolgada. – Daqueles violentos e engraçados, do Quentin Tarantino... – Eu ri, pois pensava que jiins não se interessassem por filmes.  Fiquei meio pensativa, até que:&lt;br /&gt;- E você, fazia o que até vir para cá? – Eu sorri timidamente. Até que a expansividade de Alicia era boa, não queria me sentir sozinha. Porém eu não queria falar muito de meu passado.&lt;br /&gt;- Bem, eu nunca fiz nada de bom... Atualmente, era stripper, sabe? – Ali riu alto. &lt;br /&gt;- Sei... – disse com um sorrisinho diabólico no rosto. – Então você é das minhas, admiro quem admite o que é.&lt;br /&gt;– Vivi do jeito que quis, sem grandes conquistas, até que Desmond apareceu e me trouxe. – Sentei-me na cama. Algumas meninas apareceram na porta.&lt;br /&gt;- Sem grandes conquistas? A sua liberdade de fazer o que quis definitivamente foi uma conquista, Lucy! – Ela abriu os braços, num ato de expansão. - Desmond Perth, aquele figura... – Ela riu. Alicia era do tipo de pessoa que eu admirava, exatamente pelo fato de não ser como ela. Percebi que seus cabelos ficaram num tom amarelo mais forte. Arregalei os olhos e apontei para eles, sem dizer nada. Ela então passou uma das mãos e colocou-os para cima.&lt;br /&gt;As três meninas chegaram mais perto enquanto Ali explicava seus dons:&lt;br /&gt;- É a eletricidade... – Uma das meninas, de aparência de nerd, terminou:&lt;br /&gt;- A capacidade de absorver e posteriormente libertação de energia elétrica&lt;br /&gt;- Sim, Ali é atravessada por uma corrente elétrica bem maior que a dos fios de sua rua. O tom de seus cabelos varia de acordo com a carga. – Alicia virou para ela e disse:&lt;br /&gt;- Muito bem, Viola, você deve andar me estudando nas horas vagas... – Ela riu sarcasticamente. Eu fiquei parada, olhando para as meninas. Cada uma devia ter um dom misterioso. As meninas que acompanhavam Viola logo se expressaram, num coro:&lt;br /&gt;- Gente! Vamos logo para o jantar! Vocês esqueceram? Hoje tem o show das “Jiitches”!&lt;br /&gt;Ali deu um pulo:&lt;br /&gt;- É verdade! Vamos, vamos! – Ela me empurrou para o banheiro.&lt;br /&gt;- Imagino que queira tomar um banho, não? Ande rápido pra gente poder comer e ir pro show. Você tem que conhecer os meninos! – Com seu sorriso lindo e diabólico, ela fechou a porta do banheiro.&lt;br /&gt;- Ok, Ali. – Eu disse em vão.&lt;br /&gt;Após o banho, saí para a sala comunal do dormitório onde encontrei minhas duas novas amigas. Ali estava vestida com uma calça colada preta, estampada com “marcas de batom vermelhas”. Alicia era cool, eu não podia negar. Quando me viu, ela interrompeu a conversa que ocorria antes de minha chegada na sala.&lt;br /&gt;-Luucy, hello. Vamos? – Ela riu e botou um dos braços em me volta de meu ombro. Viola então disse:&lt;br /&gt;- Hoje será o dia, hein, Ali...– Ela piscou os olhos misteriosamente. Eu não quis me intrometer, entretanto Alicia foi logo me dizendo:&lt;br /&gt;- Sim, Viola talvez desencalhe hoje!- Ela se dirigiu a mim, gritando e riu muito alto, debochando da amiga. Eu ri também, ainda que sem graça, pois não queria magoar a outra. Eu tentei &lt;br /&gt;- Quem é o sortudo, Viola?&lt;br /&gt;- Felipe! – Alicia grita antes que a menina possa me responder.- Ele é nadador, adivinha o que a Vi já me contou sobre ele? – Não entendia Alicia e esperava que ela não desandasse a falar coisas pornográficas sobre o possível namorado de Viola.&lt;br /&gt;- Seus pés são alongados e envergados como se usasse um eterno pé de pato. – Alicia completou. Fiquei aliviada por ouvir um detalhe tão banal sobre o rapaz. Em meio a essa conversa, saíamos do dormitório, quando ouvi ruídos estranhos, como se alguém estivesse falando baixo na boca de meu ouvido. Eram sussurros graves, mas identifiquei-os como femininos. Parei por um minuto e cocei a cabeça. Talvez Ali tenha percebido, pois parou também. &lt;br /&gt;- O que houve? – Vi perguntou.&lt;br /&gt;- Nada. – respondi sem entusiasmo. Olhei em volta. Na pequena sala só havia a moça sentada numa cadeira no fundo da sala, de olhos bem abertos, bem delineados, exatamente do mesmo modo em que estava quando entrei pela primeira vez naquele dormitório. Achei estranho, mas resolvi tentar abstrair: &lt;br /&gt;– Vamos? – Dei um empurrãozinho de leve nas costas das duas ao falar. Elas concordaram com a cabeça e outro assunto surgiu. Entretanto, eu não consegui me desligar totalmente do acontecido; Significava que algo aconteceria... Eu não entendi ainda aqueles poderes malucos.&lt;br /&gt;Quando já estávamos fora do dormitório, tomei coragem e resolvi indagar sobre aquele criatura paralisada que havia me chamado a atenção.&lt;br /&gt;- Quem era aquela sentada solitária na sala comunal? – Alicia e Viola se entreolharam.&lt;br /&gt;- Ela é Isabella Van de Kamp, forte psíquica e excluída aqui dentro de Chike. – Ali logo se pronunciou. Estávamos passando por alguns corredores bem escuros e os cabelos de Alicia serviam como luminária para nos guiar.&lt;br /&gt;- Ela lê mentes, por isso todos se afastam... - Vi disse arregalando os olhos, como se contasse uma historia de terror.&lt;br /&gt;- É provavelmente uma lunática! – Alicia com seu sorriso diabólico e sexy riu. – Bem, não vamos ficar falando de Bella Van de Kamp, certo? Vamos nos divertir! – Ela piscou um dos olhos para mim.&lt;br /&gt;-Ok.- eu disse e retribui a piscadela. – Vi, qual é o seu poder? – Tentei puxar um assunto mais interessante.&lt;br /&gt;- Ah, você não vê essa carinha de nerd aqui? – Alicia apertou as bochechas de Viola e disse com voz de abobada.&lt;br /&gt;- Eu possuo um alto nível de inteligência e grande capacidade para armazenamento de dados. – Viola respondeu.&lt;br /&gt;- É praticamente um computador ambulante... – Alicia fez piada. Continuamos conversando e ouvindo os sarcasmos de Ali até que finalmente chegamos a um grande salão, com mesas, um típico refeitório de escola. Há muito tempo eu não freqüentava um lugar como aquele. As duas meninas se juntaram a outras pessoas, fisicamente “normais”, a não ser pelo homem musculoso, aparentemente muito forte.&lt;br /&gt;Vários se aproximavam e elas me apresentavam. Incluindo Felipe, o nadador e futuro namorado de Viola, que fazia jus a beleza dos humanos-peixe. Não havia um pelo sequer em seu corpo, que era escultural. Senti as pontas de seus dedos enrugadas, como se ele tivesse acabado de sair da piscina, quando ele me cumprimentou. Além disso, ele tinha cheiro de cloro extremamente agradável.&lt;br /&gt;Outros apareceram, mas não dei muita importância. Bella surgiu no fundo da sala e eu tinha a impressão de que ela me observava. Algo naquela menina-mulher me intrigava e atraía. Alicia logo resolveu me mostrar o “geral” (como ela diz) do salão de jantar. Todos tinham mesas praticamente fixas, de acordo com seus poderes e/ou atividades na escola. De um lado ficavam os ‘mentalmente perturbados’, fui incluída nesse grupo por Ali. Do outro, os ‘fisicamente diferentes, quase uns x-men’. Perto desses, almoçavam e jantavam os ‘extremamente fortes’ logo após os ‘verdadeiramente sobrenaturais’ (onde Bella sentou-se depois de passar andando lentamente, apesar de segura sobre si mesma, por todo o grande salão).&lt;br /&gt;- Olha lá: a mesa dos professores. Lá esta Desmond! E aquele senhor parecido com o Nelson Mandela é o diretor de Chike. Aqueles outros todos são mestres problemáticos. – Ali, como sempre, riu.&lt;br /&gt;Nisso, um rapaz que aparentava ter seus 20 anos, vestido exatamente como Travolta em Grease, apareceu em nossa mesa:&lt;br /&gt;- Aliciaa, Ali, Ali! – Ele gritou e abraçou Alicia, que levantou num pulo. Eles trocaram beijos nas bochechas, como amigos íntimos e, deram risadas sem motivo obvio para quem presenciava a cena. Ela logo saiu dos braços dele e disse:&lt;br /&gt;- Ah, como somos mal educados, James! Essa é Lucy, a mais nova bad girl de Chike. Ela era uma stripper, James! Stripper!– Ele logo pegou minha mão e a beijou secamente.&lt;br /&gt;-Seja bem vinda. Pena que não nos conhecemos nos seus bons tempos... Brincadeira. Sou James. – Disse num tom charmoso que quase me fez derreter. Eu sorri sem graça, por não ter o que dizer. James era aquilo que pode se chamar de “pedaço de mal caminho em forma de um rapaz lindo e vintage”. Ele parecia um daqueles galãs de Hollywood dos anos 50. Foi amor a primeira vista. Alicia continuou falando, mas eu só ouvia trechos de tudo que ela vomitava.&lt;br /&gt;- [...] Vamos botar fogo nesse asilo! – Ela botou a língua para fora da boca. Eu pensava que Deus definitivamente era jiin e sua forma era alto, magro, de cabelos loiros para trás, calça jeans, jaqueta de couro e All Star. Além disso, Deus era charmoso a ponto de usar óculos de armação grossa...&lt;br /&gt;- Você gosta de rock, Lucy? – James estalou um dos dedos perto de meus olhos. Fiquei com medo de ter parecido uma completa idiota, nesse meio tempo em que havia ficado fora do ar. Ri, tentando descontrair e disse que sim, balançando a cabeça positivamente.&lt;br /&gt;- Que bom! Terá um show de uma banda feminina hoje... – Ele era requintado, não como os homens de hoje, babacas e retardados.&lt;br /&gt;- É, Ali me disse. – Ela agora conversava com Viola sobre algum assunto relacionado ao Felipe-tubarão (Apelido criado por Alicia, claro. Ela não costumava ficar muito tempo por perto dele, pois não se dava muito bem com seres aquáticos).&lt;br /&gt;- Qual é o seu dom? Se você não se incomodar de falar sobre isso, claro... – James sempre tão polited.&lt;br /&gt;- Bem, eu não sei ao certo... - Comecei. - É algo relacionado a dons psíquicos. – Ele sorriu:&lt;br /&gt;- Espero que não vire uma louca como a famosa Isabella... – Apontou para o canto onde Bella estava. Eu tentei não me importar, nem sentir nada sobre aquele estranho ser que sempre acabava caindo em minhas conversas... Mas olhei para ela: pareceria que aqueles olhos negros tinham algo para me contar. &lt;br /&gt;Nesse momento Alicia se voltou para nós dois:&lt;br /&gt;- Vejo que vocês já estão se entendendo. – Sorriu. - Lucy, o James tem 50 anos de idade, sabia?&lt;br /&gt;- Não. – Respondi sem entusiasmo, para não demonstrar meu total interesse pelo amigo Cult de Alicia. Por dentro eu vibrava.&lt;br /&gt;-Sim, ele tem problemas de crescimento... – James olhou torto para a menina de cabelos espetados.&lt;br /&gt;- Não é n
